Estudo bíblico

21. abr, 2015

FILHO DE DEUS – DEUS – FILHO DO HOMEM

DUPLA CAPACIDADE?  NÃO SOMOS NASCIDOS DELE? TAMBÉM SOMOS ASSIM?

 

MARRETA PARA PREGAR TACHINHA, PREGOS, CRUZ, COROA DA VERGONHA, ACOITES PARA RESGATAR A CÉDULA DE DÍVIDA CONTRA A HUMANIDADE, AÇÃO DE CORDEIRO EM CAUSAS GRANDES, REAÇÕES HUMANAS EM CAUSAS PEQUENAS,  MORRER PARA RESSUSCITAR e SOFRER PARA DAR PRAZER.

 

ESTE SÃO MARCOS DA POLÍTICA DO MESTRE.

 

O MESTRE é de uma imprevisibilidade única. Sempre respondia perguntas, fazendo perguntas. Deixava as pessoas perplexas independente de sua cultura ou religiosidade. Independentemente da situação social, moral e psíquica o MESTRE atendia à todas as pessoas incansavelmente e a elas prestava o serviço necessário sem esbanjar ou esnobar nada. Nunca deu nada que o indivíduo pudesse por ele mesmo adquirir, simplesmente mostrava o CAMINHO DAS PEDRAS. Nunca fez do indivíduo dependente seu; afinal, isto tem o sinônimo de dependência e a dependência humilha e leva à escravidão psíquica e depois moral e física. Porém o MESTRE vinha com o EVANGELHO – BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO e SALVAÇÃO, neste caso, significa:

 

- LIBERDADE PARA SER;

- LIBERDADE PARA TER;

- LIBERDADE PARA PENSAR;

- LIBERDADE PARA EXECUTAR;

- LIBERDADE PARA SE ALTO-CONSTRUIR.

 

Quero agora partilhar com todos vocês algumas peculiaridades deste nosso MESTRE e assim pensarmos muito na possibilidade do convite feito a todos nós por Paulo: “Sejam meus imitadores como sou de Cristo Jesus”. (1 Co 11.1)

 

1) MARRETA PARA PREGAR TACHINHA:  Ele usava toda sua força, dentro da humanidade dEle, para tratar da humanidade das pessoas. Usava MARRETA para pregar TACHINHA, ou seja, transformava água em vinho, multiplicava pães e peixes, ressuscitava mortos, levantava doentes, curava cegos, fazia mudo falar, aleijado andar, isso era sua MARRETA e homeopaticamente, falava do reino de maneira pequena, por serem pequenas as mentes dos homens. Usava TACHINHAS sob MARRETAS.

 

2) PREGO, CRUZ, COROA VERGONHA, AÇOITES E ETC.:  Quanto a sua dor, em particular, a política sempre foi ao contrário, em seu corpo o homem, a religião do homem, a política humana, as ambições humanas, entre outras paixões, não usavam TACHINHAS e nem MARRETAS, mas o MARTELO E PREGO. A batida do MARTELO é mais leve e levava mais dores em cada batida em seu corpo. No caso dEle não se pode aplicar a máxima: “o que plantamos colheremos”, pois tudo que Ele fazia em favor do homem, o homem lhe dava em troca, em dosagem maior, o contrário que plantara em benefício da humanidade:

 

- PREGO EM LUGAR DE TACHA;

- CRUZ EM LUGAR DO PRAZER DO PEIXE E PÃO;

- COROA DE ESPINHO EM LUGAR DA COROA DE JUSTIÇA QUE PREGOU;

- VERGONHA EM LUGAR DA LIBERDADE QUE FOI SUA PLATAFORMA;

- AÇOITES EM LUGAR DA CURA EM SUAS PISADURAS e

- MORTE EM LUGAR DA COMPRA DA DÍVIDA CONTRÁRIA A TODOS NÓS.

 

3) A AÇÃO DO CORDEIRO EM CAUSAS GRANDES: Se você, ao ler as ESCRITURAS, buscar entender o MESTRE, vai encontrá-lo agindo grandemente em causas humanas. Dando o máximo dEle em favor do homem que nunca buscou os interesses do REINO DO PAI. Por suas curas, e outros “milagres” o povo escravo dos Romanos, na época, buscava um libertador que fosse seu segundo Moisés, Ele, no entanto, dizia que não era aqui seu Reino. Que nada tinha com a política do povo terreno, portanto os “milagres” eram apenas aperitivos para acordar o povo de algo extremamente maior. Que já tinha havido um resgate do Egito para uma cidade chamada santa por um certo líder que acabou levando todos os libertos a morte no deserto e que agora a CIDADE SANTA não era mais uma cidade terrena, mas uma CIDADE ESPIRITUAL e que o DESERTO Ele mesmo passou por ele por quarenta dias, e não como Moisés por quarenta anos. Que Maná, peixes, pães e a liberdade pleiteada não estava em sua política trazida do PAI para seus filhos queridos. Sua causa era GRANDE, não se tratava mais dos problemas humanos, mas de alma. Ele estava trazendo a cura para a ALMA, pois a doença nela existente estava a causa de tantas escravidões, submissões, mortes e terrores. As causas pequenas foram entregues aos homens e estes não as resolveram, mas agora a humanidade foi entregue a Ele, “O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO”.

 

4) REAÇÕES HUMANAS EM CAUSAS PEQUENAS: Falamos nas AÇÕES do MESTRE em CAUSAS GRANDES, agora vamos falar das REAÇÕES em CAUSAS PEQUENAS. Ele como humano, sendo homem,  tinha atitudes ou AÇÕES interessantes em CAUSAS PEQUENAS. Importou-se com os vendilhões do templo que mais tarde dissera que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada. Importou-se e agiu contra uma árvore que não lhe dava alimento quando não era estação de fruto desta mesma árvore. Sendo Filho de Deus, Deus, portanto, se deixou batizar por João Batista. Chamou os escribas e fariseus de sepulcros caiados, belos por fora e podres por dentro. Pediu ao PAI que dEle passasse o CÁLICE. Sua dor foi tão profunda que seu suor se transformou em sangue – tudo isto foram CAUSAS PEQUENAS que, mediante sua existência, Ele preferiu a grande CAUSA GRANDE. 

 

5) MORRER PARA RESSUSCITAR: Duas enormes CAUSAS – MORRER e RESSUSCITAR. Quem trabalha com lavoura sabe que poucas sementes plantadas produzirão uma colheita extremamente superior ao que se plantou. Se o que se planta não MORRER, não nascerá da essência o FATOR MULTIPLICADOR no RESSUSCITAR. Planta-se um grão de milho para se colher um pé de milho, no mínimo, com três espigas e imagine quantos grãos virão nelas? Dá para você entender o significado da MORTE e RESSURREIÇÃO do MESTRE? Dá para você entender que precisamos entender Paulo quando diz batizados em sua MORTE ressuscitamos com Ele em sua RESSURREIÇÃO? Dá para entender o que o MESTRE nos diz quando nos aconselha a buscarmos seu REINO e sua JUSTIÇA para que as demais coisas nos sejam acrescentadas? Porque então buscamos os acréscimos sem buscarmos o REINO E SUA JUSTIÇA? O que fazem nos templos? Estão lavando o vidro por fora quando estão sujos por dentro?

 

6) SOFRER PARA DAR PRAZER: Realmente entender o MESTRE, precisamos passar pelo processo do NASCER DE NOVO, como Ele explicou a NICODEMOS.

 

Paulo explica e nos exorta a nos alegramos com as tribulações, pois elas produzem paciência, experiência e a esperança. Como? O MESTRE sabia das necessidades que a humanidade achava que sofria. Queriam soluções imediatas. Queriam comida, saúde e dinheiro e para isto, queriam a liberdade política. O que não queriam entender era a razão que os levava ao estado de miséria. O que não compreendiam foi sua história, afinal todo povo hebreu passou por inúmeras invasões, submissões e escravidão e agora, com as palavras do MESTRE, acreditavam em outro LIBERTADOR e claro, com o final idêntico a tantos outros que resolveram seus problemas em parte, e não em suas raízes. Não foi a toa que encontramos o dito: “O machado esta posto na raiz da árvore, toda árvore que não presta machado na raiz”. É claro que os problemas em qualquer nação se acham em suas raízes e o MESTRE fala que embora sejamos zambujeiros, precisamos ser enxertados na VIDEIRA VERDADEIRA. Para isto precisamos SOFRE para termos PRAZER na MUDANÇA, MUDANÇA esta nos ensinada por Paulo: “Transformai-vos pela renovação de seu entendimento”.

 

Israel Sarlo

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20. abr, 2015

Outros Seres Espirituais

 

Parece haver uma espécie de hierarquia entre os seres espirituais do segundo céu. Arcanjos como Miguel têm mais poder que outros anjos no segundo céu. Vemos evidências disso na ajuda dada a um anjo quando ele estava sendo impedido de entregar uma mensagem a Daniel (Dn. 10:12-21). Este episódio reforça outro fato importante sobre os exércitos do segundo céu. Nem todos estão alinhados com os propósitos de Deus. O reino do segundo céu é uma dimensão onde existe tanto o bem quanto o mal. O anjo do Senhor estava sendo impedido por outro ser sobrenatural – o príncipe da Pérsia – de uma ordem de entidades malignas que tinha algum tipo de influência sobre as nações da terra.

 

Não é o fato de alguma coisa ser espiritual que determina se ela é boa. Poderes demoníacos e espíritos malignos exercem sua influência sobre as questões da humanidade. Eles inspiram falsas idéias religiosas (1ª Tm. 4:1) e afligem as pessoas com tormentos interiores. Nem todas as impressões e vozes que as pessoas ouvem em suas mentes e corações vêm do Senhor. Na verdade, quando uma pessoa está ansiosa por entrar em contato com a dimensão espiritual, uma das maiores armadilhas nas quais ela pode cair é a confusão. Ela presume que qualquer coisa que venha do céu deve ser boa porque é espiritual.

 

Por diversas vezes a Bíblia nos adverte a “provar os espíritos” para termos certeza de que eles estão alinhados com Deus (1ª Jo. 4:1). Não se deve acreditar em toda e qualquer experiência espiritual. Assim como Deus nos instruiu a não consultar os exércitos do primeiro céu para obter direção para nossa vida. Ele nos admoesta a não procurar as hostes do segundo céu. A astrologia é um mal, mas também o é qualquer tentativa de contatar seres do mundo espiritual por meio de “médiuns ou advindos” (Lv. 19:31; II° Rs. 21:6). O ponto central aqui é que nem todas as hostes do segundo céu pertencem a Deus. Por isto estudamos em Hebreus que Jesus ao voltar para a glória instalou-se no Santo Tabernáculo, não feito por mãos humanas e que já existia antes da fundação do mundo e que lá trabalha. Isto quer dizer que é preciso muito estudo para entender tudo isto (Hb 9:11, 23-28).

 

Não é de muito proveito tentar imaginar o que exatamente fazem os espíritos malignos que habitam a dimensão espiritual dos cosmos, mas sabemos que eles são de diferentes tipos: governos (príncipes), poderes (jurisdições), domínios ou forças (influências), tronos (lugares de autoridade) etc... As passagens bíblicas que tratam desses seres espirituais se concentram não em suas diferenças, mas em três fatos presentes em todas as forças malignas do cosmo:

 

• Elas foram criadas como seres que não são mais impressionantes em seu próprio mundo do que o somos no nosso (Cl 1:16);

• Elas estão abaixo e completamente sujeitas a Jesus Cristo (Ef. 1:20-23);

• Nós podemos e devemos resistir à sua influência (Ef. 6:10-12).

 

Nota > Seria bom entendermos uma coisa simples, mas importantíssima: “Na casa de meu Pai há muitas moradas, se não fosse assim não... vou preparar-vos lugar...”. Casa do Pai não é o segundo céu e preparar lugar significa que isto é feito no segundo, pois isto requer trabalho.

 

Seria ainda importante notar que quando falamos de tabernáculo aqui na terra criado por Moises, tendo como exemplo o celestial, o daqui apenas uma pobre réplica, isto quer dizer que só existe réplica quando o original existe. Ele, o original foi construído antes da fundação do mundo.

 

No segundo céu não existe nenhum cristão, existe trabalhos em função dos mesmos. Existe lá uma vida paralela a nossa. Quando Estevão foi apedrejado ele viu Jesus, através da dimensão espiritual, ele viu o céu (2° céu) aberto e Jesus advogando.

 

Quando falamos de anjos administradores dos bens, ou das causas dos cristãos, isto quer dizer que esta vida paralela é tão importante que desassociá-la de nossas vidas significa se perder nesta vida.

 

Precisamos entender o que seja salvação, pois ela está muito acima de tudo que conhecemos ou percebamos. É o único processo moral, social e espiritual para alcançarmos a eternidade tranqüila.

 

Os cuidados que a outra dimensão tem, isto é, curas do corpo, da alma e estabilidade social e financeira foram criadas para que esta salvação seja melhor estudada, pois foi um plano criado antes da fundação do mundo, daí o texto que diz sobre o Cordeiro ser sacrificado antes da existência da terra.

 

Precisamos conhecer este plano, pois o que buscamos são as benesses do primeiro plano – terra, no entanto toda esta organização foi montada no segundo céu para nos beneficiar, os anjos administradores, eles não são a prioridade de Deus. Eles existem para nos dá tranqüilidade, tempo, desejo para entendermos e proclamarmos a maior de todas as cartadas criada por Deus – A SALVAÇÃO de seus membros para que seu corpo – A IGREJA seja completa e derrote as hostes nos lugares celestiais contrárias a Ele, A OPOSIÇÃO. Portanto, não temos que lutar contra a carne e nem contra o sangue. Já estão solucionados todos estes problemas através dos ADMINISTRADORES, mas lutamos contra as hostes das maldades nos lugares celestiais.

 

Salvação não é de saúde, bens materiais ou moral – Salvação tem outro significado. Portanto se buscarmos o Reino de Deus e sua Justiça – esta Salvação – as demais coisas serão acrescentadas.

 

Para que sejamos administrados por anjos, precisamos entender que primeiramente é necessário saber o que eles administrarão, portanto precisamos da matéria prima para que estes seres administrem – Salvação e estes são dadas por Jesus. Jesus salva e anjos administram.

 

Obs: verifique também as aulas anteriores.

 

 

Israel Sarlo

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19. abr, 2015

Habitantes do Segundo Céu

 

O reino invisível dos espíritos está ao nosso redor. Tal qual o céu físico e a terra, o segundo céu tem suas hostes: uma miríade de anjos e outros seres que se encontram ao redor do trono de Deus (Iº Rs. 22:19), “nos lugares celestiais” (Ef. 6:12) e rodeando a terra (Jó 1:7). No segundo céu são encontradas tantas as legiões dos anjos de Deus quanto os espíritos do mal. O primeiro céu tem pássaros, planetas e constelações como as Três Marias, o Cruzeiro do Sul. Em cada um dos reinos dos cosmos, os “corpos” são feitos da matéria adequada. Assim é no segundo céu. As hostes ou exércitos são etéreas, mas semelhantes a um sopro do que a um osso, mais próximas da fragrância de um perfume do que do líquido no frasco.

 

Em 1955 dois alpinistas ingleses obtiveram permissão do governo no sikh para escalar o monte Kanchengunga, contanto que não subissem até o topo, para não perturbar os deuses. Não havia necessidade para tal precaução. Seres espirituais habitam o segundo céu: não estão ligados aos lugares planos da terra ou ao céu físico sobre a terra.

 

Os habitantes do segundo céu provavelmente não são tão semelhantes entre si do mesmo modo que os habitantes da terra e do primeiro céu. Marte não é parecido com Urano; nossa lua é muito diferente de uma nebulosa. As enormes baleias, que dormem na vertical, com o nariz voltado para baixo, alimentando-se de lulas nas profundezas do oceano, não são em nada parecidas com um beija-flor. Não há maneira de descrever as características de todos os seres espirituais mais precisamente do que tentar descrever as características de todas as cores.

 

Como são as “feras do campo?” Como poderíamos descrever fenômenos no espaço? O que os buracos negros, as estrelas anãs e os asteróides têm em comum, senão o céu que habitam? O que dizer dos habitantes do mar – lulas gigantes, plâncton e caranguejos ermitões – a não ser que eles compartilham das mesmas substâncias de seu reino no cosmos? Do mesmo modo, os seres do segundo céu não são corpos terrestres colocados no espaço e nem são iguais uns aos outros. Diferentes tipos de criaturas habitam as profundezas e diferentes tipos de seres habitam o segundo céu.

 

Anjos: A Bíblia dá uma lista bem grande de habitantes da dimensão espiritual do cosmos, mas há muito pouca descrição de itens em particular. O propósito deste estudo não é detalhar as forças e entidades do mundo espiritual, nem seria sábio especular sobre sua constituição, pois as Escrituras não entram neste tipo de detalhe. No entanto, uma pequena lista dos diferentes tipos de seres que habitam o segundo céu será bastante proveitosa.

 

Daquilo que podemos depreender da Bíblia, o segundo céu é povoado principalmente por anjos. Muito embora tenha sido dada muita atenção aos anjos nos últimos tempos, além de atribuir a eles, de maneira duvidosa, certas ações, muito pouco se sabe sobre eles. São espíritos ministradores cuja presença interfere em nossa dimensão do cosmos do mesmo modo que uma chama ou um vento afeta outras coisas (Hb. 1:7). Apesar de serem fisicamente intangíveis em nosso mundo, eles podem afetar nossas vidas e nosso mundo.

 

Anjos são representantes de Deus que trazem revelação e interpretação de visões espirituais, assim como mensagens, do mundo espiritual para as pessoas. É por isso que os chamamos de anjos (da palavra grega angelos, cujo significado é “mensageiro”). Eles podem chamar as pessoas estando no segundo céu (Gn. 22:11). Em algumas situações eles aparecem às pessoas em sonhos, como aconteceu com Jacó (Gn. 31:11), ou como o anjo que avisou José para ir para o Egito para proteger o menino Jesus (Mt. 2:13). Quando se tornam visíveis em nossa dimensão, os anjos o fazem repentinamente.

 

Um anjo, por exemplo, apareceu “de repente”, conforme algumas versões, aos pastores do campo para anunciar-lhes o nascimento de Jesus (Lc. 2:9). Anjos aparecem como que do nada. É por isso que eles não vêm de algum outro lugar da terra. Eles vêm de outro lugar acima dela. Quando veio contar a Maria o plano de Deus para sua vida (Lc. 1:28), o anjo Gabriel não entrou pela porta ou pela janela: ele veio de uma dimensão externa a este mundo.

 

Os anjos cantaram e rejubilaram quando os mundos foram criados (Jó 38:7). A Bíblia menciona vários tipos de anjos, dos querubins que impediam o acesso à árvore da vida (Gn. 3:24) e que pareciam tanto humanos quanto animais na visão de Ezequiel (Ez. 1) aos serafins que tinham três pares de asas (Is. 6:2). Há um anjo destruidor que tirou a vida dos primogênitos do Egito (Ex. 12:23) e um que derrotou Israel porque Davi se ufanou em dizer que sua força estava no número de homens e não no Senhor (II° Sm.24:15-17). Às vezes os anjos podem mover objetos físicos na terra. Um anjo que “desceu do céu” removeu a pedra que fechava a entrada do sepulcro de Jesus (Mt. 28:2); outro anjo abriu os portões da prisão onde estavam os discípulos na cidade de Jerusalém (At. 5:19; 12:3-11).

 

O Trabalho dos Anjos:  Nem tudo o que ouvimos sobre anjos – de livros a filmes – é verdadeiro. O conceito culturalmente popular do anjo da guarda é um bom exemplo de como as pessoas aceitam facilmente uma “verdade” sobre o céu que não corresponde àquilo que é descrito na Bíblia. Apesar de haver muitos livros sobre os anjos da guarda e um grande interesse neles, a noção de anjo da guarda vem de um único e obscuro versículo da Bíblia que registra as palavras de Jesus: “Vede, não desprezeis a qualquer destes pequeninos; porque eu vos afirmo que os seus anjos nos céus vêem incessantemente a face de meu Pai celeste”. (Mt. 18:10).

 

O contexto deste versículo é que Jesus está respondendo a uma pergunta de seus discípulos sobre quem seria o maior no reino dos céus. Ele diz que aqueles que se humilharem e se tornarem como uma criança terá lugar significativo no reino. Jesus está pedindo que eles removam todo o orgulho de suas vidas que possa fazê-los desprezar as crianças, considerando-as espiritualmente insignificantes. Eles não percebem que as coisas na dimensão espiritual funcionam diferentemente das da terra.

 

A idade e a posição social determinam o status entre as pessoas na terra, mas nas regiões celestes não é assim. Fé como de uma criança e confiança são muito melhores do que a competitividade e o orgulho dos “mais velhos”. Assim como Jesus ensinou a seus discípulos que a grandeza espiritual vem através da servidão (Mt. 23:11), ele explica que a simplicidade e a humildade levarão à verdadeira importância no reino de Deus (1ª Co. 1:26:31). A questão principal das palavras de Jesus é que as crianças não deveriam ser desprezadas e consideradas sem importância no mundo espiritual de funcionamento das coisas. Seus anjos têm tanto acesso a Deus quanto os de qualquer adulto!

 

Quer as pessoas “tenham seus próprios anjos” que recebam tarefas especiais de Deus para protegê-las (do mesmo modo que Deus deu ordem aos anjos sobre o MESSIAS – ver Salmo 91:11; Mateus 4:6) ou não, o que eles fazem exatamente não está descrito claramente na Bíblia. Não se diz nada mais sobre os anjos guardiões. Normalmente a Bíblia refere-se aos anjos como “espíritos ministradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação” (Hb. 1:14), mas isso não necessariamente significa serviço pessoal e exclusivo ou orientação divina para pessoas que não têm relacionamento com Deus, isto é, com os demais membros do corpo de Cristo – Igreja. Os anjos ministradores agem no conjunto, nos membros ligados através da comunhão, intuição e consciência.

 

O termo “guardião” ou “protetor”, na verdade, não é encontrado na Bíblia com referência aos anjos. Um dos poucos usos do termo refere-se a Lúcifer, cujo nome foi mudado para Satanás quando caiu em desgraça na presença de Deus por causa de sua rebelião.

 

“Eu fiz de você um anjo protetor, com as asas abertas. Você vivia no meu santo monte e andava pelo meio de pedras brilhantes. A sua conduta foi perfeita desde o dia em que foi criado, até que você começou a fazer o mal. Você ficou ocupado, comprando e vendendo, e isso o levou à violência e ao pecado. Por isso, anjo protetor, eu o humilhei e expulsei do monte de Deus, do meio das pedras brilhantes. Você ficou orgulhoso por causa de sua beleza, e a sua fama o fez perder o juízo. Então eu o joguei no chão a fim de servir de aviso para outros reis”.  (Ez. 28:14-17, BLH).

 

Somos orientados a não permitir que as visões de outras pessoas ou “cultos dos anjos” nos afastem de Cristo (Cl. 2:18). Na verdade os mensageiros de Satanás podem disfarçar-se de anjos “bons”, “porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2ª Co. 11:14). Muitas das histórias e ensinamentos sobre supostos anjos da guarda estão em oposição direta ao ensinamento da Bíblia. Pelo fato de Deus ser incapaz de se contradizer, devemos concluir que qualquer ser espiritual que traga qualquer ensinamento diferente daquela que se encontra na Bíblia não pode ser de Deus. Paulo coloca as coisas da seguinte maneira: “Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema”.  (Gl. 1:8)

 

Outro uso de “guarda” ou “protetor” em referência a alguma pessoa trata de Jesus, chamado de “Pastor e Guarda” de nossas almas (1ª Pd. 2:25, BLH). Ele é o único que pagou o preço para nos perdoar e nos redimir do poder da morte. Ele nos preserva e protege, pois “abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At. 4:12). Como Pedro disse sobre Jesus: “Deus, porém, com a sua destra, o exaltou a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento e a remissão de pecados”.  (At. 5:31)

 

Jesus é um guardião muito melhor que qualquer outro anjo possa ser. “Todos os anjos de Deus o adorem” (Hb 1:4-6).

 

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Israel Sarlo

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17. abr, 2015

O SEGUNDO CÉU

 

O firmamento e o espaço exterior são físicos. Todos os seus habitantes são compostos de materiais encontrados na tabela periódica, aqueles enormes quadros pendurados na sala de ciências da escola que os professores pedem que memorizemos. A terra e o primeiro céu compartilham desses elementos básicos. Embora o monte Kanchenjunga, o terceiro pico em altura da terra, e as luas de júpiter estejam muito distantes ambos são feitos da mesma matéria básica.

 

É isso o que separa o primeiro céu do segundo. Eles são feitos de matérias completamente diferentes. O segundo céu não é material ou tangível no sentido ou nos termos terrestres. Não é composto das mesmas substâncias que compõem a terra, o ar ou as coisas do espaço exterior. Os elementos do segundo céu são de natureza espiritual.

 

Todo estudante sabe que se um desenho precisa retratar a vida de maneira correta não pode ser feito em apenas duas dimensões. Artisticamente as duas primeiras dimensões – altura e largura – contêm muito do que pode ser visto na vida real, mas a profundidade é que dá a perspectiva. A vida não é bidimensional, mas tridimensional. Assim é com os céus. O céu físico (o primeiro) dá um aspecto plano. Ele mensura as coisas perpendicularmente em relação umas às outras. Altura e largura são capazes apenas de fornecer uma equação que calcule a área de um objeto, não seu volume. A profundidade é tudo aquilo que pode ser fisicamente percebido além da superfície. Este é o verdadeiro retrato do segundo céu.

 

O segundo é a dimensão espiritual e invisível da realidade.

 

O mundo dos espíritos, o reino do segundo céu, é exatamente igual ao mundo em que vivemos. Ele existe em um estado particular composto por elementos mais reais e mais extraordinários que nossos olhos podem ver. Tão certo como o céu é maior que a própria terra e tão certo como o espaço exterior é maior do que nossa atmosfera, assim a realidade, a magnitude e a importância do segundo céu suplantam seus equivalentes no primeiro céu e na terra.

 

Fica fácil de conceituar o segundo céu quando considero quão vazias e ocas são as coisas “sólidas”. A mesa na qual coloco minha xícara de café – e até a própria xícara – é, em sua maior parte, um espaço vazio. A verdadeira matéria de átomos que constituem a mesa e a xícara é apenas uma fração de seu tamanho. O rápido movimento das partículas atômicas faz a mesa e a xícara parecerem mais sólidas do que realmente o são.

 

Como vimos anteriormente, apesar de as pessoas viverem na terra, elas vivem parcialmente no primeiro céu, respirando substâncias da atmosfera. De modo semelhante, apesar de vivermos no mundo físico, também temos nosso ser colocado parcialmente no segundo céu. Quando criou a humanidade, Deus formou nosso corpo do pó da terra, mas soprou em nosso corpo físico o fôlego (espírito) da vida (Gn 2:7).

 

Vale destacar que existe diferença entre a alma e o espírito humano, mas para nossa discussão nesse momento basta destacar a questão óbvia de que nosso corpo não pode viver para sempre. A vida após a morte que todos nós queremos conhecer não pode envolver nossos corpos físicos. Deus criou nossos corpos para que vivêssemos no plano físico e fez nossas almas para habitar o plano mais elevado do segundo céu.

 

Um Pé em Cada Mundo: De acordo com Paulo, aqueles que crêem em Jesus Cristo foram “abençoados com bênçãos espirituais nas regiões celestiais, onde já estamos assentados com Cristo na presença de Deus” (Ef. 1:3; 2:6). Em Atos 17, em seu famoso discurso na Colina de Marte em Atenas, Paulo lembrou o povo que Deus, que fez o mundo e todas as coisas, já que ele é Senhor do céu e da terra, não habita em estruturas físicas de nossa dimensão. Ao contrário, nós é que vivemos nos movemos e existimos em uma dimensão superior à dimensão física (At. 17:28).

 

“Somos, na verdade, filhos de Deus convidados a compartilhar de sua natureza” (espiritual - 2ª Pd. 1:4)

“Sendo, pois, geração de Deus não deveu pensar que a divindade é semelhante ao outro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e imaginação do homem”.  (At. 17:29)

 

Nós já temos a “natureza”, ou constituição, dos seres que habitam a dimensão espiritual. A morte separará essa “natureza” de nossa “natureza” física (corpos). O fato de sabermos que somos parcialmente habitantes do segundo céu faz que a transição para ele, depois da morte, seja algo menos assustador. É normal temer a morte do mesmo modo que temos medo de pensar por um lado escuro. Não sabemos o que está ali e receamos ao sermos capazes de ver nosso caminho. É semelhante há um dia com neblina em que não conseguimos enxergar dez passos a nossa frente. Você tem medo de entrar no nevoeiro até perceber e que já está nele.

 

Nós já somos seres espirituais e não precisamos temer esta transformação.

 

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Israel Sarlo

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16. abr, 2015

Uma Vastidão Que Não Podemos Medir. 

 

As partes físicas do primeiro céu – a atmosfera e o firmamento – são reinos acima da terra. Suas distâncias e medidas colocam-no em uma dimensão superior à de nosso mundo. Sua proximidade física com a terra e além dela é o que faz dele o céu – acima e além do reino terreal. A mais alta montanha da terra, o monte Everest, tem mais de 8.800 metros de altura. O pico do K2, o segundo monte em altura alcança pouco mais de 8.000 metros. Nossa atmosfera chega a quase 80 quilômetros acima da terra, o que é cerca de 10 vezes a altura do K2. A lua, o corpo celeste mais próximo de nosso planeta, está cerca de 350 mil quilômetros. Deixe-me fazer as contas para você: a distância entre a terra e a lua é cerca de 40 vezes maior que a altura do Everest!

 

As dimensões dos cosmos são tão grandes que as unidades de medida da terra, tão familiares a nós, perdem sentido ou significado. É por isso que se usa a velocidade da luz para medir distâncias cósmicas. Um raio de luz viaja a 300 mil quilômetros por segundo, o que equivale a dar sete voltas ao redor da terra em apenas um segundo. Nosso sol está a cerca 8 minutos-luz de nós; a galáxia mais próxima da Via Láctea é a galáxia de Andrômeda, estando a 2 milhões anos-luz. Os cientistas acreditam que existam galáxias que distam cerca de 10 bilhões de anos-luz. A distância física do cosmo tem o objetivo de nos comunicar uma profunda verdade espiritual. Ela nos fala de Deus.

 

“Porventura, não está Deus nas alturas do céu? Olha para as estrelas mais altas. Que altura!”.  (Jó 22:12).

 

As proporções são de dar um nó na mente. As réguas e os odômetros que nos são tão úteis aqui na terra não servem para quase nada se deixarmos nosso mundo. Um ano-luz é uma medida grande demais para se aplicar à terra. Isso nos apresenta outra verdade sobre o céu: as coisas terrenas serão totalmente insignificantes ali. As maiores alturas do reino terreal são anões no meio do nada se comparadas às proporções do primeiro céu. É por isso que Deus diz: “Porque, assim como os céus são mais altos do quer a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os seus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”.  (Is. 55)

 

Há ainda outra verdade a ser extraída do primeiro céu com relação ao céu que será nossa morada eterna. Reconhecemos que não podemos habitar os céus físicos na condição atual de nossos corpos. Somos terrenos. Não podemos respirar no vácuo ou no espaço exterior, nem podemos viajar por estas distâncias incríveis. Do mesmo modo que nossos corpos não são adequados ao primeiro céu, também não o são para o Céu (eternidade). É por isso que Jesus disse que precisamos nascer de novo (do alto): “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não admires de eu te dizer; importa-vos nascer de novo”.  (Jo. 3:6,7)

 

Exploraremos a questão de nossos corpos celestiais mais adiante, por hora, devemos reconhecer um fato: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (1ª Co 15:50). Não poderemos viver no Céu do mesmo modo que vivemos na terra. Precisamos ser transformados e mais bem capacitados para uma dimensão de vida que está muito acima de nossa vida atual, do mesmo modo que as grandezas espaciais estão distantes da terra.

 

Uma Obra Que Não Podemos Negar: Durante os tempos da faculdade, tive amigos que cursaram história da arte, o que fez com que eles fossem capazes de reconhecer traços de artistas famosos em suas obras. Em vez de simplesmente verem um vaso com flores, viam um Monet; no lugar de um sol brilhante, viam um Van Gogh. Pinceladas, cores, climas e temas distinguiam as obras de um pintor das de outros.

 

Com o céu acontece a mesma coisa. Deus é criador dos céus e da terra (Sl. 89:11). Eles nos mostram o estilo de Deus, conforme descrito na Bíblia, no Salmo 19:1: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”.

 

Sua glória é igual a sua reputação, aquilo que as pessoas sabem e conhecem dele e reconhecem como sendo verdadeiras. Ver a maravilha da expansão da criação nos faz pensar em Deus. É por isso que quando olhamos o amanhecer em um deserto, ou contamos as estrelas cadentes, ou apontamos uma filmadora para uma sequência de relâmpagos, pensamos em Deus. Mesmo sem perceber, agimos como estudante de história de arte e vemos um Criador, não apenas uma maravilha da natureza. Ninguém é capaz de confundir um Monet com um Van Gogh depois de ter estudado suas características distintivas. Do mesmo modo, ninguém pode negar a existência da marca do Senhor: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.  (Rm. 1:20)

 

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Israel Sarlo

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