7. abr, 2015

OS CÉUS E A TERRA - Aula 76

E DEUS DISSE...

 

No princípio, Deus colocou o mundo físico em ordem, de acordo com sua palavra. Ele fez as coisas do modo como quis. Deus falou e chamou a luz do meio das trevas; criou plantas que produziam sementes e árvores (Gn. 1). Ele se expressou e revelou o que era verdadeiro com relação a seus desejos para com a humanidade que ele criou com suas palavras: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.  (Rm. 1:20)

 

Nas culturas antigas do Oriente Próximo as próprias palavras eram vistas como sendo mais do que simples símbolos (sons) com significado. As palavras tinham o poder inerente de provocar conseqüências, como nas maldições e bênçãos. Uma palavra divina, em especial, era vista como algo que continha uma dinâmica criativa que poderia agir sobre o mundo físico. Portanto, a palavra de Deus é mais do que uma simples promessa, mais do que uma mera declaração. Ela é uma força criativa e criadora que agiu sobre os cosmos no princípio dos tempos.

 

Testemunhamos a palavra criativa de Deus no Antigo Testamento. Deus falou e a vida terrestre se espalhou, ordenando a si mesma de acordo com a palavra de Deus: “Os céus por sua palavra se fizeram (...). Pois ele falou, e tudo se fez” (Sl. 33:6-9). A palavra de Deus não apenas criou ordem e deu sentido à vida, mas também é a fonte de toda a vida! Isso tem animadoras implicações sobre nosso estudo do céu, pois a palavra de Deus é eterna. Portanto, o padrão que fez e sustentou todas as coisas no princípio será o mesmo padrão do fim. Então, qual foi o padrão usado por Deus para criar os céus e a terra? De acordo com qual planta Deus fez as coisas? Tudo tem a ver com sua Palavra.

 

A Palavra-base: O poder espiritual da palavra de Deus tem uma contrapartida na filosofia grega antiga. O termo filosófico para palavras com poder criativo e ordenado era “logos”. Embora ele originalmente significasse “palavra” ou “discurso”, o termo “logos” passou a ser usado para incorporar a “razão divina” que governava a humanidade e o cosmo. O Logos de Deus estava presente dede o início da própria criação e organização do mundo. No meio do constate fluxo de vida, o Logos manteve todas as coisas do universo relacionadas entre si em um plano mais elevado.

 

O Novo Testamento nos apresenta um quadro mais detalhado do Logos que estava no princípio, quando Deus criou os céus e a terra. O apóstolo João inicia sua narrativa sobre Jesus Cristo com uma linguagem que traz em si tanto a compreensão secular do mundo de pensar dos gregos como a sensibilidade espiritual das Escrituras Hebraicas: “No princípio era o Verbo [Logos], e o Verbo [Logos] estava com Deus, e o Verbo [Logos] era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele e a vida era a luz dos homens (...). O Verbo [Logos] estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu (...). E o Verbo [Logos] se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”.  (Jo. 1:1-4, 10,14).

 

O Logos é Jesus Cristo. Ele não é o princípio impessoal e oculto da filosofia grega. Ele é a Palavra de Deus encarnada: tudo aquilo que Deus quis comunicar ao universo desde o princípio. Ele é o padrão de Deus e a composição de toda a criação.

 

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Israel Sarlo

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