12. abr, 2015

OS CÉUS E A TERRA - Aula 77

A Canção de Amor do Grande Compositor

 

A maioria de nós se lembra das vezes em que teve de escrever redações na escola, mas ninguém sabia por que aquelas frases escritas em “no mínimo vinte e cinco linhas”, sob o título “Minhas férias na casa da vovó”, chamam-se “redação”. Escrever ou fazer uma redação é o ato de reunir palavras e frases de acordo com regras gramaticais e de retórica. Uau! Não é de se espantar que ninguém soubesse por que elas eram chamadas de redação.

 

Mas também existem outras formas de expressão, chamadas composições, nos ramos artísticos e musicais. Trata-se de coisas maravilhosas, muito diferentes daquele fardo colocado sobre os alunos na sala de aula. A composição musical possui três partes: a letra, a harmonia e o ritmo, todos trabalhando de maneira complementar. Apesar de cada parte ser diferente, cada uma se encaixa para formar um plano maior. Tal qual uma composição musical, o Grande Compositor criou um cosmo de incrível beleza. Todas as suas partes componentes – visíveis ou não – têm seu lugar definido na grande composição. Crio que seja esta a razão de os anjos estarem cantando quando os mundos foram criados (Jó 38:7).

 

Toda a plenitude da divindade habita em Jesus Cristo (Cl. 1:19). Ele é tudo o que Deus quer comunicar a nós na terra. É por isso que a Bíblia diz: “Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas”. (Hb. 1:1-3)

 

Esta analogia de Jesus sendo a composição de Deus não deve nos levar a pensar que Jesus foi criado como todo o restante do universo. Ele “estava no princípio com Deus” (Jo 1:2). Jesus é como uma regra gramatical que se aplica à redação. Em outras palavras, ele é tanto um agente ativo da criação quanto sua própria base. Ele é o primogênito de toda a criação.

 

“Pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”.  (Cl. 1:16).

 

Não podemos ter uma visão precisa do céu se tentarmos vislumbrá-lo de fora de seu lugar no cosmo composto por Deus. O céu é nosso destino final, onde estaremos para sempre com Deus. Ao contrário do que acontece na terra, as coisas no céu permanecerão para sempre em sua ordem original. É por isso que ele será um lugar maravilhoso para se viver.

 

Isso explica por que tantas coisas desta vida ficaram tão ruins. Forças e pessoas, que não têm “o olho” que Deus tem, mudaram e subverteram o padrão pelo qual Deus arranjou o cosmos. Tais quais adolescentes descuidados, mudaram as coisas de lugar. Pegamos os objetos que Deus usou para decorar o universo e cometemos atos de violência com eles. O que fizemos foi bagunçar a sala, sem saber como arrumá-la de novo. Este é o principal papel do pecado: fazer coisas com ou para as partes do cosmos de modo que seu propósito original seja violado. Por ir contra as coisas de Deus, o pecado está sempre contra o próprio Deus (Sl. 51:4). Quando cometemos pecado, estamos fazendo uma afirmação de nossa rebelião e independência, colocando-o na posição daqueles que acham que podem organizar o universo à sua própria maneira.

 

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Israel Sarlo

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