15. abr, 2015

OS CÉUS E A TERRA - Aula 78

INCONSCIÊNCIA CÓSMICA.

 

Como ter consciência do cosmo? O que devemos saber sobre ele? Em que lugar do cosmos se encaixa o céu? Primeiramente, “cosmologia” nao deve ser confundida com “cosmetologia”. A raiz dessas duas palavras é a mesma, mas são estudos de áreas completamente diferentes. As complexidades do universo e os componentes que fazem os mundos mais compreensíveis, em oposição à compleição humana e os compostos que deixam os seres humanos mais bonitos. Normalmente, na sociedade moderna, o que existe é uma maior compreensão da cosmetologia do que da cosmologia.

 

A palavra hebraica para céu (shamayim) está relacionada com uma raiz que significa “nas alturas”. Sua equivalente grega (ouranos) baseia-se em um adjetivo semelhante que é mais bem traduzido como “elevado”. Tanto a palavra grega quanto a hebraica é freqüentemente traduzida como “céu”, referindo menos a um lugar físico ou uma direção espacial do que uma dimensão acima e em outro nível da que temos na terra. Quando falamos de céu como algo geograficamente acima de nós, estamos na verdade nos desviando do ponto. Qualquer estudante da 6ª série é capaz de descobrir que as pessoas que moram em Sydney, na Austrália, estão na direção oposta daquelas que moram em Oslo, na Noruega, quando ambas apontam o dedo em direção ao céu.

 

Pode nos causar surpresa o fato de a Bíblia falar de três céus, não apenas de um! No princípio, Deus criou os céus (plural) e a terra. A única referência numérica aos céus vem de um relato do apóstolo Paulo contando do momento em que ele “foi arrebatado até ao terceiro céu” (2ª Co. 12:2, ênfase adicionada). Para compreendermos o que a Bíblia diz sobre o céu, devemos começar entendendo a pluralidade daquilo que chamamos céus. Veja alguns outros versículos que descrevem a existência demais de um céu:

 

“Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR, teu Deus, a terra e tudo o que nela há”.  (Dt. 10:4)

 

“Aquele que encima dos céus, os céus da antiguidade; eis que ele faz ouvir a sua voz, voz poderosa”.  (Sl. 68:33)

 

É claro que nosso interesse maior está no céu onde vamos passar a eternidade, mas cada um dos céus descritos na Bíblia nos dá uma melhor compreensão daquele céu mais elevado onde Deus habita e onde viveremos para sempre.

 

O fato de existirem três céus nada tem a ver com diferentes níveis de iluminação espiritual ou de capacidade, como é o caso de outras religiões como o hinduísmo, ou dos três degraus de glória (celestial, terrestre e reinos celestiais) do mormonismo. Os três céus da Bíblia correspondem ao seguinte: o que chamamos de céu, firmamento e espaço exterior é o primeiro céu; a dimensão espiritual invisível que envolve a terra, o segundo céu; o lugar onde Deus vive e onde os que crêem em Jesus Cristo viverão por toda a eternidade é o terceiro céu. Neste último céu, segundo João é onde existem muitos lugares (Jo. 14).

 

O PRIMEIRO CÉU: O primeiro céu da cosmologia bíblica – a atmosfera e o espaço exterior – é descrito como sendo a abóbada celeste que se coloca sobre a terra (Jó. 22:14). É o reino das nuvens, dos trovões e da chuva, assim como a região intergaláctica das estrelas, planetas e luas. O primeiro céu é puramente um vasto componente físico, no qual muitos sonhos e pensamentos são inspirados.

 

Sabemos que o pôr-do-sol deve sua aparência à poeira presente na atmosfera; tempestades de vento é o resultado do encontro de zonas de alta e baixa pressão, conforme descrito nos programas de previsão de tempo que vemos na televisão; chuva de granizo nada mais é que água congelada. Então, por que temos os sentimentos que temos ao olhar para o céu à noite? Estrelas cadentes, lua cheia com um halo colorido e o planeta Vênus próximo à linha do horizonte em uma bela manhã de verão mexem com alguma coisa dentro de nós. A obra de Deus no primeiro céu nos inspira admiração, mesmo nos corações de pessoas que não crêem nele.

 

Uma grande parte da admiração que sentimos vem da magnitude do primeiro céu. Também ficamos abalados ao percebemos que são estranhos e não participantes de nossa dimensão de vida. O céu e o firmamento que envolve a terra constituem um reino completamente diferente daquele em que vivemos. Fenômenos atmosféricos como tempestades e trovões, assim como fenômenos extraterrestres como ventos solares, buracos negros ou a aurora boreal, são de outro mundo, mas plenamente críveis. Embora não vejamos as estrelas durante o dia, não duvidamos de sua existência. Do mesmo modo, não deveríamos duvidar das realidades espirituais simplesmente porque não as vemos a todo instante. O que faz que o primeiro céu – o firmamento e o espaço – sejam um céu não são suas qualidades espirituais, mas suas características extraterrestres e etéreas.

 

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Israel Sarlo

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