16. abr, 2015

OS CÉUS E A TERRA - Aula 79

Uma Vastidão Que Não Podemos Medir. 

 

As partes físicas do primeiro céu – a atmosfera e o firmamento – são reinos acima da terra. Suas distâncias e medidas colocam-no em uma dimensão superior à de nosso mundo. Sua proximidade física com a terra e além dela é o que faz dele o céu – acima e além do reino terreal. A mais alta montanha da terra, o monte Everest, tem mais de 8.800 metros de altura. O pico do K2, o segundo monte em altura alcança pouco mais de 8.000 metros. Nossa atmosfera chega a quase 80 quilômetros acima da terra, o que é cerca de 10 vezes a altura do K2. A lua, o corpo celeste mais próximo de nosso planeta, está cerca de 350 mil quilômetros. Deixe-me fazer as contas para você: a distância entre a terra e a lua é cerca de 40 vezes maior que a altura do Everest!

 

As dimensões dos cosmos são tão grandes que as unidades de medida da terra, tão familiares a nós, perdem sentido ou significado. É por isso que se usa a velocidade da luz para medir distâncias cósmicas. Um raio de luz viaja a 300 mil quilômetros por segundo, o que equivale a dar sete voltas ao redor da terra em apenas um segundo. Nosso sol está a cerca 8 minutos-luz de nós; a galáxia mais próxima da Via Láctea é a galáxia de Andrômeda, estando a 2 milhões anos-luz. Os cientistas acreditam que existam galáxias que distam cerca de 10 bilhões de anos-luz. A distância física do cosmo tem o objetivo de nos comunicar uma profunda verdade espiritual. Ela nos fala de Deus.

 

“Porventura, não está Deus nas alturas do céu? Olha para as estrelas mais altas. Que altura!”.  (Jó 22:12).

 

As proporções são de dar um nó na mente. As réguas e os odômetros que nos são tão úteis aqui na terra não servem para quase nada se deixarmos nosso mundo. Um ano-luz é uma medida grande demais para se aplicar à terra. Isso nos apresenta outra verdade sobre o céu: as coisas terrenas serão totalmente insignificantes ali. As maiores alturas do reino terreal são anões no meio do nada se comparadas às proporções do primeiro céu. É por isso que Deus diz: “Porque, assim como os céus são mais altos do quer a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os seus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos”.  (Is. 55)

 

Há ainda outra verdade a ser extraída do primeiro céu com relação ao céu que será nossa morada eterna. Reconhecemos que não podemos habitar os céus físicos na condição atual de nossos corpos. Somos terrenos. Não podemos respirar no vácuo ou no espaço exterior, nem podemos viajar por estas distâncias incríveis. Do mesmo modo que nossos corpos não são adequados ao primeiro céu, também não o são para o Céu (eternidade). É por isso que Jesus disse que precisamos nascer de novo (do alto): “O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. Não admires de eu te dizer; importa-vos nascer de novo”.  (Jo. 3:6,7)

 

Exploraremos a questão de nossos corpos celestiais mais adiante, por hora, devemos reconhecer um fato: “a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus” (1ª Co 15:50). Não poderemos viver no Céu do mesmo modo que vivemos na terra. Precisamos ser transformados e mais bem capacitados para uma dimensão de vida que está muito acima de nossa vida atual, do mesmo modo que as grandezas espaciais estão distantes da terra.

 

Uma Obra Que Não Podemos Negar: Durante os tempos da faculdade, tive amigos que cursaram história da arte, o que fez com que eles fossem capazes de reconhecer traços de artistas famosos em suas obras. Em vez de simplesmente verem um vaso com flores, viam um Monet; no lugar de um sol brilhante, viam um Van Gogh. Pinceladas, cores, climas e temas distinguiam as obras de um pintor das de outros.

 

Com o céu acontece a mesma coisa. Deus é criador dos céus e da terra (Sl. 89:11). Eles nos mostram o estilo de Deus, conforme descrito na Bíblia, no Salmo 19:1: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos”.

 

Sua glória é igual a sua reputação, aquilo que as pessoas sabem e conhecem dele e reconhecem como sendo verdadeiras. Ver a maravilha da expansão da criação nos faz pensar em Deus. É por isso que quando olhamos o amanhecer em um deserto, ou contamos as estrelas cadentes, ou apontamos uma filmadora para uma sequência de relâmpagos, pensamos em Deus. Mesmo sem perceber, agimos como estudante de história de arte e vemos um Criador, não apenas uma maravilha da natureza. Ninguém é capaz de confundir um Monet com um Van Gogh depois de ter estudado suas características distintivas. Do mesmo modo, ninguém pode negar a existência da marca do Senhor: “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis”.  (Rm. 1:20)

 

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Israel Sarlo

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