21. abr, 2015

ESCOLA DO MESTRE - Aula 83

FILHO DE DEUS – DEUS – FILHO DO HOMEM

DUPLA CAPACIDADE?  NÃO SOMOS NASCIDOS DELE? TAMBÉM SOMOS ASSIM?

 

MARRETA PARA PREGAR TACHINHA, PREGOS, CRUZ, COROA DA VERGONHA, ACOITES PARA RESGATAR A CÉDULA DE DÍVIDA CONTRA A HUMANIDADE, AÇÃO DE CORDEIRO EM CAUSAS GRANDES, REAÇÕES HUMANAS EM CAUSAS PEQUENAS,  MORRER PARA RESSUSCITAR e SOFRER PARA DAR PRAZER.

 

ESTE SÃO MARCOS DA POLÍTICA DO MESTRE.

 

O MESTRE é de uma imprevisibilidade única. Sempre respondia perguntas, fazendo perguntas. Deixava as pessoas perplexas independente de sua cultura ou religiosidade. Independentemente da situação social, moral e psíquica o MESTRE atendia à todas as pessoas incansavelmente e a elas prestava o serviço necessário sem esbanjar ou esnobar nada. Nunca deu nada que o indivíduo pudesse por ele mesmo adquirir, simplesmente mostrava o CAMINHO DAS PEDRAS. Nunca fez do indivíduo dependente seu; afinal, isto tem o sinônimo de dependência e a dependência humilha e leva à escravidão psíquica e depois moral e física. Porém o MESTRE vinha com o EVANGELHO – BOAS NOVAS DE SALVAÇÃO e SALVAÇÃO, neste caso, significa:

 

- LIBERDADE PARA SER;

- LIBERDADE PARA TER;

- LIBERDADE PARA PENSAR;

- LIBERDADE PARA EXECUTAR;

- LIBERDADE PARA SE ALTO-CONSTRUIR.

 

Quero agora partilhar com todos vocês algumas peculiaridades deste nosso MESTRE e assim pensarmos muito na possibilidade do convite feito a todos nós por Paulo: “Sejam meus imitadores como sou de Cristo Jesus”. (1 Co 11.1)

 

1) MARRETA PARA PREGAR TACHINHA:  Ele usava toda sua força, dentro da humanidade dEle, para tratar da humanidade das pessoas. Usava MARRETA para pregar TACHINHA, ou seja, transformava água em vinho, multiplicava pães e peixes, ressuscitava mortos, levantava doentes, curava cegos, fazia mudo falar, aleijado andar, isso era sua MARRETA e homeopaticamente, falava do reino de maneira pequena, por serem pequenas as mentes dos homens. Usava TACHINHAS sob MARRETAS.

 

2) PREGO, CRUZ, COROA VERGONHA, AÇOITES E ETC.:  Quanto a sua dor, em particular, a política sempre foi ao contrário, em seu corpo o homem, a religião do homem, a política humana, as ambições humanas, entre outras paixões, não usavam TACHINHAS e nem MARRETAS, mas o MARTELO E PREGO. A batida do MARTELO é mais leve e levava mais dores em cada batida em seu corpo. No caso dEle não se pode aplicar a máxima: “o que plantamos colheremos”, pois tudo que Ele fazia em favor do homem, o homem lhe dava em troca, em dosagem maior, o contrário que plantara em benefício da humanidade:

 

- PREGO EM LUGAR DE TACHA;

- CRUZ EM LUGAR DO PRAZER DO PEIXE E PÃO;

- COROA DE ESPINHO EM LUGAR DA COROA DE JUSTIÇA QUE PREGOU;

- VERGONHA EM LUGAR DA LIBERDADE QUE FOI SUA PLATAFORMA;

- AÇOITES EM LUGAR DA CURA EM SUAS PISADURAS e

- MORTE EM LUGAR DA COMPRA DA DÍVIDA CONTRÁRIA A TODOS NÓS.

 

3) A AÇÃO DO CORDEIRO EM CAUSAS GRANDES: Se você, ao ler as ESCRITURAS, buscar entender o MESTRE, vai encontrá-lo agindo grandemente em causas humanas. Dando o máximo dEle em favor do homem que nunca buscou os interesses do REINO DO PAI. Por suas curas, e outros “milagres” o povo escravo dos Romanos, na época, buscava um libertador que fosse seu segundo Moisés, Ele, no entanto, dizia que não era aqui seu Reino. Que nada tinha com a política do povo terreno, portanto os “milagres” eram apenas aperitivos para acordar o povo de algo extremamente maior. Que já tinha havido um resgate do Egito para uma cidade chamada santa por um certo líder que acabou levando todos os libertos a morte no deserto e que agora a CIDADE SANTA não era mais uma cidade terrena, mas uma CIDADE ESPIRITUAL e que o DESERTO Ele mesmo passou por ele por quarenta dias, e não como Moisés por quarenta anos. Que Maná, peixes, pães e a liberdade pleiteada não estava em sua política trazida do PAI para seus filhos queridos. Sua causa era GRANDE, não se tratava mais dos problemas humanos, mas de alma. Ele estava trazendo a cura para a ALMA, pois a doença nela existente estava a causa de tantas escravidões, submissões, mortes e terrores. As causas pequenas foram entregues aos homens e estes não as resolveram, mas agora a humanidade foi entregue a Ele, “O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO”.

 

4) REAÇÕES HUMANAS EM CAUSAS PEQUENAS: Falamos nas AÇÕES do MESTRE em CAUSAS GRANDES, agora vamos falar das REAÇÕES em CAUSAS PEQUENAS. Ele como humano, sendo homem,  tinha atitudes ou AÇÕES interessantes em CAUSAS PEQUENAS. Importou-se com os vendilhões do templo que mais tarde dissera que não ficaria pedra sobre pedra que não fosse derrubada. Importou-se e agiu contra uma árvore que não lhe dava alimento quando não era estação de fruto desta mesma árvore. Sendo Filho de Deus, Deus, portanto, se deixou batizar por João Batista. Chamou os escribas e fariseus de sepulcros caiados, belos por fora e podres por dentro. Pediu ao PAI que dEle passasse o CÁLICE. Sua dor foi tão profunda que seu suor se transformou em sangue – tudo isto foram CAUSAS PEQUENAS que, mediante sua existência, Ele preferiu a grande CAUSA GRANDE. 

 

5) MORRER PARA RESSUSCITAR: Duas enormes CAUSAS – MORRER e RESSUSCITAR. Quem trabalha com lavoura sabe que poucas sementes plantadas produzirão uma colheita extremamente superior ao que se plantou. Se o que se planta não MORRER, não nascerá da essência o FATOR MULTIPLICADOR no RESSUSCITAR. Planta-se um grão de milho para se colher um pé de milho, no mínimo, com três espigas e imagine quantos grãos virão nelas? Dá para você entender o significado da MORTE e RESSURREIÇÃO do MESTRE? Dá para você entender que precisamos entender Paulo quando diz batizados em sua MORTE ressuscitamos com Ele em sua RESSURREIÇÃO? Dá para entender o que o MESTRE nos diz quando nos aconselha a buscarmos seu REINO e sua JUSTIÇA para que as demais coisas nos sejam acrescentadas? Porque então buscamos os acréscimos sem buscarmos o REINO E SUA JUSTIÇA? O que fazem nos templos? Estão lavando o vidro por fora quando estão sujos por dentro?

 

6) SOFRER PARA DAR PRAZER: Realmente entender o MESTRE, precisamos passar pelo processo do NASCER DE NOVO, como Ele explicou a NICODEMOS.

 

Paulo explica e nos exorta a nos alegramos com as tribulações, pois elas produzem paciência, experiência e a esperança. Como? O MESTRE sabia das necessidades que a humanidade achava que sofria. Queriam soluções imediatas. Queriam comida, saúde e dinheiro e para isto, queriam a liberdade política. O que não queriam entender era a razão que os levava ao estado de miséria. O que não compreendiam foi sua história, afinal todo povo hebreu passou por inúmeras invasões, submissões e escravidão e agora, com as palavras do MESTRE, acreditavam em outro LIBERTADOR e claro, com o final idêntico a tantos outros que resolveram seus problemas em parte, e não em suas raízes. Não foi a toa que encontramos o dito: “O machado esta posto na raiz da árvore, toda árvore que não presta machado na raiz”. É claro que os problemas em qualquer nação se acham em suas raízes e o MESTRE fala que embora sejamos zambujeiros, precisamos ser enxertados na VIDEIRA VERDADEIRA. Para isto precisamos SOFRE para termos PRAZER na MUDANÇA, MUDANÇA esta nos ensinada por Paulo: “Transformai-vos pela renovação de seu entendimento”.

 

Israel Sarlo

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