Estudo bíblico

31. ago, 2015

Pode até parecer “rebeldia” quando abordamos sobre a maneira como a NOVA ALIANÇA encara a questão do DÍZIMO. A nossa posição, talvez, não seja a posição bíblica no que diz respeito aos seus costumes, no entanto estamos de acordo com o EVANGELHO que está na Bíblia como o centro de Deus.

 

Vamos tratar, nesta lição, do DÍZIMO segundo a VELHA ALIANÇA, já que você, caro aluno(a), já entendeu estas diferenças nas ALIANÇAS ou nos dois TESTAMENTOS como explicado nas aulas anteriores. Vamos trabalhar com Malaquias de maneira clara e objetiva, pois, é necessário que a IGREJA VISÍVEL entenda que a moeda corrente nela é a moeda do REINO TRANSITÓRIO, por isto o que é de César a ele é dado, mas em contra partida o que pertence ao Senhor, no REINO ETERNO, também teremos que repor.

 

Como já explicamos, Jesus veio como homem para ganhar o homem. Se ele viesse em corpo espiritual não seria entendido. Assim é o REINO TRANSITÓRIO, não podemos trabalhar com ele com a moeda do REINO ETERNO, eles não entenderiam. Notem que a própria Palavra de Deus está escrita em linguagem humana e que sendo em linguagem humana necessita da moeda humana para utiliza-la e depois de mudadas as pessoas, entendam o que está escrito em seus corações através da mudança que a IGREJA VISÍVEL fará nelas. Notem também que necessitamos ensinar a Palavra escrita em lugares também humanos para que as pessoas aprovadas sejam transferidas para a IGREJA INVISÍVEL que não mais dependerão de dependências para aprenderem, mas sim para ensinarem.

 

DÍZIMO SEGUNDO DEUTERONÔMIO: (Gn. 14:22).

“Pagar o dízimo de todo o ganho de tuas sementes, que sai do campo após anos”.

 

Antes de falarmos sobre este texto é bom notarmos que os versículos anteriores falam dos animais que deveríamos comer ou não. O DÍZIMO está incluído nesta lista de proibições.

 

PAGAR O DÍZIMO: É um imposto pago pelo camponês sobre o produto de sua terra, e pelo pastor sobre seu rebanho. Ele era destinado ao senhor, ao Adôn, isto no contexto do versículo, ao próprio Adonai, e noutras circunstâncias, ao rei (Iº Sm. 8:15-17). Essa instituição era difundida na antigüidade bem antes da época bíblica. Ia’cob prometeu, após o sonho da escada em Béit-Ètel (Betel) (notem: Jacó e não Israel. Não o que luta com Deus, mas o enganador): “De tudo o que me deres, pagarei o DÍZIMO a ti” (Gn. 28:22). Os DÍZIMOS dos camponeses e dos pastores eram distribuídos aos sacerdotes ministrantes por intermédio dos levitas. Nove décimo ficavam com os próprios levitas, o DÍZIMO dos DÍZIMOS com os kohanîms, os sacerdotes ministrantes. A cada três anos, o DÍZIMO era dado aos pobres, diretamente os levitas deviam então reparti-los com os pobres em todos os lugares.

 

MALAQUIAS TRÊS E AS ORDENANÇAS SOBRE DÍZIMOS E OFERTAS: Quando nos deparamos com a “doutrina” do DÍZIMO na IGREJA de CRISTO, a primeira coisa a questionar é se era ou não uma ordenança religiosa judaica. Se for, precisamos então reformular o ensino para que os cristãos possam conhecer o verdadeiro caminho das contribuições e suas finalidades.

 

Em Malaquias 3:6-12 encontramos declarado que os DÍZIMOS e ofertas faziam parte dos estatutos ou ordenanças, (v.7,8).  Se for uma ordenança, então o DÍZIMO, como vemos hoje, obrigatório, periódico e proporcional. Não pode ser usado como doutrina cristã, pois Jesus “aboliu na sua carne a lei dos mandamentos na forma de ordenanças” (Éf. 2:15).

 

Se formos cristãos versados no REINO de Deus, então não podemos tirar coisas velhas do tesouro para aplica-las como se fossem novas. Aliás, não tiramos da justificada velharia, ele não as tem.  Assim como não devemos obrigar o pagamento dos DÍZIMOS, assim também não podiam igualmente obrigar os discípulos de Jesus a jejuarem semanalmente como ordenança judaica (Mt. 9: 14-17). Precisamos de vinho novo em odres novos para conservarem juntos. Precisamos da doutrina nova sobre contribuições com base na NOVA ALIANÇA, pois somente assim poderemos ofertar com alegria, pois Deus ama quem dá com alegria (2ª Co. 8:7 + 1ª Co. 16: 1-4).

 

Quando os cristãos de Corinto estavam recolhendo suas ofertas para enviar aos irmãos necessitados de Jerusalém, Paulo usou uma expressão que nos trás entendimento a respeito das ofertas. Assim, em 2ª Co. 8:8, Paulo diz: “Não vos falo na forma de mandamento (obrigação), mas para provar... a sinceridade do vosso amor”.

 

Voltando a Malaquias 3 a insistência em se transformar este texto para usa-lo como base para estabelecimento de doutrina neotestamentária, apresenta várias dificuldades. No v. 8. a palavra “roubar” não é a tradução correta do hebraico. Evidentemente ninguém rouba de Deus e nem é possível faze-lo (Sl. 24:1), Aliás, o versículo inicia com uma pergunta cuja resposta é obvia: “Roubará o homem a Deus?” É claro que não! O problema é entendermos a palavra hebraica correta e por que motivo aparece traduzida por “roubar”.

 

A palavra “enganar” foi substituída por “roubar” na tradução da Bíblia do hebraico para o grego, a Septuaginta, com a finalidade de evitar uma alusão a Jacó (Ia-agôg) que significa “enganador”, cuja raiz do nome é a mesma de enganar. Assim, os versículos 8-9 de Malaquias 3 seriam mais bem compreendidos conforme a tradução da Bíblia de Jerusalém: “Pode um homem enganar a Deus? Pois vós enganais! _ E dizeis: Em que te enganamos? Em relação aos DÍZIMOS e OFERTAS...”

 

Outra dificuldade é aceitar que todo aquele que hoje não entrega o DÍZIMO, está sob maldição, com base no v. 9. (Prestem bem a atenção: é verdade que existem maldições no VT e que é perigoso estarmos numa igreja que prestam honras a homens e cultos, com aparência de divindade, no entanto o seu conteudo é pagão. Infelizmente os evangélicos só conseguem ver maldições nas quebras das ordenanças como já vimos em Èfesios 2:15, ordenanças abolidas por Jesus. Isto não é possível aplicar aos cristãos. Aqui, a maldição refere-se ao judeu que ao cumprir toda as ordenanças, ou mais especificamente no caso dos DÍZIMOS). A idéia de maldição é com respeito ao não cumprimento da lei.

 

Paulo em (Gl. 3:10-14), ensina que o Senhor Jesus Cristo “nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se ele mesmo maldição em nosso lugar”. Ou seja, era impossível que a bênção de Abraão prometida a todas as famílias da terra (Gn. 12:3) chegasse até nós, os gentios, pelo cumprimento de ordenanças judaicas.

 

A expressão “maldição da lei” não significa que a lei é maldita, porém o não cumprimento da lei é que redunda em maldição sobre o transgressor. A lei é boa, santa e justa (Rm. 7:12).  A justificação pela lei é impossível, porque a lei somente traz a maldição sobre aqueles que a desobedecem. Por outro lado, na VELHA ALIANÇA, os que cumpriram a lei hão de ser justificados (Rm. 2:12, 13, 16; Mt. 19:17-19). Como somente Cristo cumpriu a lei só seremos justificados nele.

 

Todos os homens desobedeceram a Deus e por isto mesmo éramos filhos da ira, filhos da desobediência por natureza (filhos de Adão Rm. 3:23; 5:12, 18; Èf. 2:1-10; João 3:36).  Jesus, vivendo sob a lei cumpriu toda a lei porque não pecou (1ª João 3:4, 5) para que pudesse resgatar todos que estavam debaixo da maldição do não cumprimento da lei ( + Gl. 4:4,5). A maldição da lei não tem força legal sobre o crente. (Por exemplo, a maldição do Ex. 20: 5,6; 1ª João 3:5) pode ser quebrada hoje, na vida do cristão, pela obra da cruz.

 

Na cruz, ele, que não era maldito, se fez maldição em nosso lugar assim como não sendo pecador se fez pecador por nós, por resgate para nós, nele, fossemos feitos justiça de Deus (2ª Co. 5:21: 1ª João 3:5). “Fossemos feitos...”, significa declarado justo e não transformados em justos __ justificados perante Deus pela fé, sem lei, “... pois já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm. 3:21-28; 8:1). Portanto, pelo cumprimento da lei nós (gentios) não teríamos acesso às bênçãos de Dt. 28:1-13).

 

Jesus quebrou a parede religiosa que nos impedia de chegar a Deus. Pela cruz nós fomos perfeitamente reconciliados com Deus (Éf. 2: 14,15). “Todos quantos, pois, são das obras da lei, estão debaixo de maldições; porque está escrito: Maldito todo aquele que ao permanece em todas as coisas escritas no livro da lei, para pratica-las” (Ainda Gl. 4:4, 5; Tg. 2:10,11).

 

Afirmar que o crente que não entrega o DÍZIMO está debaixo da maldição, é o mesmo que dizer que confessar que estão ainda no VELHO PACTO, não aceitando a cruz e afirmando que também é transgressor por não cumprirem o restante das ordenanças como circuncisão, holocaustos, direitos a várias mulheres etc., e também significa tirar coisas velhas do tesouro, ou tentar colocar o vinho novo dentro de ordenanças judaicas, odres velhos. A perda do conhecimento e suas conseqüências serão inevitáveis na vida dos que aceitam tal administração.

 

O problema não é de maldição, mas perder a bênção da prosperidade da graça de poder contribuir na assistência aos santos, como expressão de generosidade e não de avareza, pois o que semeia com fartura, colherá com abundância (2ª Co. 8: 3,4; 9:5,6,10).

 

Em Ml. 3:10, a “casa do tesouro” não é a igreja hoje, eram as câmaras ou depósitos onde se guardavam objetos valiosos e/ou alimentos recebidos sob a forma de imposto ou DÍZIMO e ofertas voluntárias. Poderia estar ligada ao templo, ou pertencer a um rei (Iº Rs. 7:51; IIº Rs. 12:18).  O objetivo era não faltar mantimento, comida para os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas em Israel, a casa de Deus, (Dt. 26:12, 13; Hb. 3:5). Isto acontece hoje com as igrejas DIZIMISTAS?

 

Daí a necessidade de “Câmaras da casa do tesouro”, “Câmara da CASA do nosso Deus” veja Ne. 10:27-39; 13:4.  Sobre “depósito” preparados para recolherem ofertas e DÍZIMOS, leia IIº Cr. 31:10-19. Ne. 12:44; 13:12. Sobre lugar destes depósitos ou casas do tesouro, leia Dt. 14:20-29.

 

É possível tirar coisas novas do texto de Malaquias? Claro, pois toda Escritura é apta para o ensino, porém não esqueçamos que DÍZIMOS são ordenanças judaicas abolidas na cruz; estas são coisas velhas que devem permanecer no tesouro.

 

Podemos aprender, por exemplo, que na IGREJA do Senhor Jesus as ofertas oferecidas voluntariamente devem suprir as necessidades dos santos, para que não haja “falta de mantimentos” físico e espiritual, na casa de Deus (Mt. 4:4; Hb. 3:6; João14: 23; At. 4:32-34). Se fizermos isto, provaremos a fidelidade de Deus: “provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu (da verdadeira ‘casa do Tesouro’), e não derramar sobre vós bênção sem medidas” (Ml. 3:10). Esta é a lei bíblica de dar, a lei da semeadura e da colheita. É o dar sem constrangimento ou por necessidade, mas com alegria (2ª Co. 9: 6,7). Isto é tirar coisas novas do tesouro. Isto é vinho novo. Isto é o que o Senhor ensinou em Lc. 6:38. Isto significa que nosso trabalho será abençoado por Deus. Ele mesmo repreenderá toda oposição para que não destrua o fruto do nosso trabalho. Isto é bênção em prosperidade e saúde (Ml. 3:11).

 

A IGREJA será conhecida como um povo feliz, onde ninguém passa necessidade (Ml. 3:12 + 2ª Co. 9:8-15; Rm. 12:8; contribuições __Dom). É preferível ensinar à igreja lançar mão de coisas novas do que oprimir nossos irmãos com coisas velhas (At.15:1, 19, 28, 30).  Se exigirmos o DÍZIMO, estaremos obrigados a guardar toda lei, inclusive a circuncisão dos crentes, anulando a obra da cruz, pois Cristo de nada nos aproveitará (Gl. 2:14; 5: 1-4; Rm. 3:26).

 

Se continuar na observância da VELHA ALIANÇA, tenho que obedecer a circuncisão e o selo que deverei carregar não é o de Cristo, mas sim de Moisés. Mas se estou na NOVA ALIANÇA, a circuncisão não será mais na carne, mas no coração, no espírito; carregarei assim o sinal na minha alma e o Espírito Santo em mim estará separado para as coisas do REINO ETERNO. Meu espírito será selado como garantia da NOVA ALIANÇA em Cristo, sinal de que somos sua propriedade guardada para a vinda do Senhor para o dia de nossa REDENÇÃO (Rm. 4:11 com Éf. 1:13-14).

 

O fim da lei (sob forma de ordenanças) é Cristo, que morreu e ressuscitou pra a justificação de todo aquele que crê (Rm. 10:2-4; Gl. 3:24, 25 + João 1:17). “Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, porque, como vivêsseis no mundo, vos sujeitai-vos, as ordenanças superiores, (cristianismo) pela qual nos chegamos a Deus”. (Cl. 2:20-23; Gl. 1:10). “Pois quando se muda o sacerdócio, necessariamente há também mudança da lei; portanto por um lado, se revoga a anterior ordenança (judaísmo) por causa de sua fraqueza e inutilidade e, por outro lado, se introduz esperança superior (cristianismo) pela qual nos chegamos a Deus” (Hb. 7: 11-19).

 

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Israel Sarlo

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27. ago, 2015

Vale lembrar que estamos estudando sobre SALVAÇÃO e dentro deste tema estamos explicando as moedas nos DOIS REINOS. Já foi explicado que a moeda do REINO PASSAGEIRO não compra nada do REINO ETERNO. Os problemas de cada REINO têm suas soluções diferenciadas até mesmo por questões de natureza. Hoje daremos continuação a história bíblica. Sabemos que a Bíblia é cheia de histórias exatamente para diferenciarmos as histórias dos homens, seus costumes, suas crenças para então entendermos a história das BOAS NOVAS, o EVANGELHO, a verdadeira história de nosso Deus.

 

Para melhor compreendermos Paulo e os demais apóstolos e principalmente Jesus, é necessário examinar a VELHA ALIANÇA e trazer de lá o véu, desvendar seus segredos e trazer à tona as verdades da NOVA ALIANÇA. Para tanto, vamos conhecer mais um pouco de história.

 

CRISTO E AS ORDENANÇAS JUDAICAS (Éf. 2:14-15):

 

Hebreus 10:1  ---  “Ora, visto que a lei tem sombra das coisas vindouras, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes”.

 

Hebreus 8:7, 13 --- “Porque se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para a segunda... quando ele diz NOVO, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, está preste a desaparecer”.

 

Nas citações acima, tanto lei como PRIMEIRA ALIANÇA, significam ordenanças religiosas. Não é a lei sob a forma dos DEZ MANDAMENTOS. No final do v. 13, o autor de hebreus profetizou o término dos sacrifícios judaicos, quando afirma que a VELHA ALIANÇA firmada no sangue de animais estava preste a desaparecer, apesar de continuarem ainda sendo oferecidos. Foi substituída na cruz, quando o véu do santuário rasgou de cima a baixo (Dn. 9:27; Mt. 27:5; Cl. 2: 14). Apesar da prática, isto já era uma realidade, pois, Jesus “aboliu na sua carne a dois dos mandamentos sob forma de ordenança (Èf. 2:15; Cl. 2:14)”.

 

Observe que Paulo afirma que Jesus aboliu a lei dos mandamentos no que diz respeito àás ordenanças religiosas e não à lei dos mandamentos morais na forma individual, de relacionamento com Deus e o próximo, isto é, os “DEZ MANDAMENTOS”, cuja validade permanente é evidente pela natureza do seu conteúdo moral e pela atitude como é tratada no Novo Testamento (Mt. 19:16-19; 22: 36-40).

 

COISAS VELHAS E COISAS NOVAS.

 

Como compartilhar doutrinas cristãs com passagens do VT? Em primeiro lugar, saiba que a lei das ORDENANÇAS RELIGIOSAS judaicas não podem servir de base para estabelecimento de doutrinas cristãs; elas serviram apenas como que mestres (aios) para ensinar, conduzir à Cristo (Gl. 3:23-25; 4:1-6; Rm. 10:4). Em segundo lugar, precisamos aprender com o senhor Jesus, o Cristo, a colocar o vinho novo em odres novos; aprender separar coisas novas de coisas velhas.

 

O Velho Testam,ento (V.T.) possui figuras, sombras de realidades doutrinárias cristãs que foram reveladas apenas por Jesus (João 1:18; Pv. 30:1-4; João 3:13; 6:51-63 A igreja caminha aos apóstolos e profetas do NT. Hb. 1:1, 2; 1ª Co. 3:9-11; Éf.2:20; 4:8,11.12).

 

No livro de Mateus, após Jesus ter ensinado sobre as parábolas do REINO, muitos que ali se encontravam passaram a compreender as palavras do Senhor e se tornaram seus discípulos (Mt. 13:51-52). “Entendestes todas estas...” respondera-lhe “Sim”. Então ele lhes disse: “Por isso, todo escriba versado no REINO dos céus é semelhante ao pai de família que tira do seu depósito coisas velhas e coisas novas”. A expressão “versada no REINO”, na forma original, é mais bem traduzida por “que se tornou discípulo do REINO”. Por outro lado, a palavra depósito, no grego, é “thesauros”, ou seja, tesouro.

 

A VISÃO DE PAULO SOBRE O A VELHA E NOVA ALIANÇA.

 

A tradução preferível seria aquela que mais se aproxima do original grego, como na Bíblia de Jerusalém: “Por isso, todo escriba que se tornou discípulo do REINO dos CÉUS, é semelhante a um pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e velhas”. Os escribas eram pessoas entendidas sobre as Escrituras. Eles faziam as cópias dos originais e ensinavam as pessoas a respeito da lei, dos salmos e dos profetas. Eram profundos conhecedores da letra. Creio que eram respeitados pelo seu conhecimento. Este conhecimento obtinha da palavra escrita, o seu tesouro. Quando se convertiam, tornavam-se aptos para pregarem o EVANGELHO de Cristo (Mt. 23:34). Assim, quando um escriba se tornava discípulo de Jesus, ele era capaz de separar coisas velhas.

 

Somente através da revelação a Palavra pelo Espírito, pode separar, tirar das Escrituras o conhecimento da glória de Deus, conhecimento este que como uma luz resplandeceu em nossos corações refletidos através da face de Cristo. Este conhecimento, como um tesouro, foi colocado em nós, vasos de barro, fracos, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós (2ª Co. 4:6-7; João 1:18; 3:13, 31, 35).

 

Assim somente o Senhor nos pode revelar as Escrituras e nos mostrar o que é proveitoso para ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça, a fim de sermos perfeitamente preparados para toda boa obra (Lc. 22:27, 44,45 + 2ª Tm. 3:16, 17).

 

Sabedoria e conhecimento são tesouros que só podem ser encontrados em Cristo (Cl. 2:3).  Paulo aprendeu sobre a revelação do Espírito nas Escrituras. Paulo sabia tirar do seu tesouro coisas novas, separando-as das velhas, para revelar Jesus nas Escrituras (At.28:23-29; 1ª Co. 10:1-4).  Quando Paulo falou sobre a circuncisão que é do coração, no espírito, esta doutrina NOVA, revelada, foi tirada do tesouro, por revelação, como um bom fariseu versado no reino de Deus (Rm. 2:29 cf. Lv. 26:41; Dt. 10:16; Jr. 4:4; 6:10; 9:26; Ez. 44:9).

 

Toda a Bíblia existe dentro de nós, por isso não há necessidade de aprendermos nada com homem algum se já temos a revelação. O que precisamos é da revelação da verdade que já está em nós. Por isto, o apóstolo João nos afirma que todos possuímos a unção (O Espírito) que vem do Senhor (enviado por Jesus), e todos tendes o conhecimento (1ª João 2:20, 23, 27). Vamos continuar aprendendo mais com o Senhor Jesus, o Cristo. No primeiro milagre feito por ele, sabemos que ele transformou água em vinho, “Pois com este, deu Jesus princípio a seus sinais, em Canaã da Galiléia” (João 2:1-11). O bom vinho foi servido no fim, contrariando um costume da época. O bom vinho da ALIANÇA foi servido após o vinho da velha ALIANÇA. A água do judaísmo agora se transformou no velho novo da NOVA ALIANÇA no sangue de Jesus.

 

A água viva do Espírito é superior à água do poço de Jacó (João 4:12-15). A água do Espírito é superior à água derramada nos degraus do templo, no ritual da festa dos tabernáculo, (João 7:37-39). Quando a alegria do vinho velho acabou nas bodas de Canaã, quando não havia mais esperança de alegria, Jesus trouxe o vinho novo, o símbolo da nova alegria no Espírito Santo: “E não vos embriagues com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais...” (2ª Co. 5:18, 19).

 

Continuaremos esse assunto na proxima aula.

 

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Israel Sarlo

 

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23. ago, 2015

(Continuação: Dinheiro - Dízimos)

Esta série de estudos sobre SALVAÇÃO, agora abordando DINHEIRO, nos ajudará a entender que no Velho Testamento tudo estava nebuloso e que o Novo Testamento veio clarear, por às claras todas as coisas. Sem dúvida, a NOVA ALIANÇA veio ajustar todas as coisas, pois não podemos colocar no REINO ETERNO as coisas do REINO TEMPORAL, elas não se combinam fora de seus postos. Portanto, vamos entender o que estava em sombras (Velho Testamento), com a luz reveladora do Novo Testamento.

 

Por exemplo: para punir os homicidas, a lei pronuncia um juízo, ou seja, uma regra estabelecida que dava aos juízes do povo a autoridade de agir nestes casos – “Quem ferir a outro de modo que este morra, também será morto”. (Ex.21:12). Por isto Paulo afirma que toda autoridade vem de Deus (Rm.13:1,2). Autoridade dada para cortar frutos, evitando um desastre moral mundial, isto é, que as sementes fossem espalhadas e o controle não fosse possível. Era necessário um senso moral, uma conduta, um código para inibir o crescimento do mal até que viesse o RESTAURADOR, que através da ESPADA do ESPÍRITO fizesse um transplante de coração como nos fala Ezequiel e então a transformação fosse no entendimento sobre as coisas (Rm12: 1,2). Portanto, não é o homem que deveria matar o homicida. Isto traria uma desorganização social e um caos a nação de Israel que estava se formando como povo de Deus. Deus, através da lei e da autoridade outorgada aos juízes do povo, ignorantes a respeito dos crimes interiores, refletindo no exterior, matava quando Deus mais falava de PERDÃO e, no entanto o povo pedia que aplicasse a pena de morte ao infrator, ou seja, que o homem deveria fazer justiça com as suas próprias mãos (por isso o “não matarás”), mas cabia ao ESTADO, autoridade dos magistrados, a responsabilidade pelo pronunciamento da sentença e cumprimento do juízo estabelecido pela dureza do coração do homem. A palavra ESTATUTO vem de ESTADO (Dt. 16:18-20; Rm. 134:3-5; Mt. 26:52; Ap. 13:10; Gn. 9:6).

 

UM POUCO DE HISTÓRIA: O TERMO ESTATUTO - Este termo difere do juízo, porque no juízo, o apelo é feito ao juiz, enquanto que no ESTATUTO tal apelo é feito à consciência de Deus.

Exemplos:

JUÍZOS (Ex. 21:-36; Dt. 12:2, 3).

ESTATUTOS (Dt. 12:5, 6 + 14: 22-29; 23:19, 20, 24,25).

 

Vejamos Dt. 11:18 a 32 (na v.Jerusalém). Notem que o discurso de Moisés termina inicialmente com 11:1-17, a que se acrescentou uma nova conclusão (vv. 18-25). Os vv. 26-32 ligam este discurso ao CÓDIGO DEUTERONÔMIO (cf. 4:44).  No v. 30 é uma glosa em que as palavras “na terra dos cananeus, que habitam na Arabá, diante de Guilgal” (Gilgal) transferem a Guilgal junto de Jericó (Js. 4:19).

 

CÓDIGO DEUTERONÔMICO: Este código (Dt. 12:26) - de sacrifício votivos dízimos – reúne, sem ordem aparente, diversas coleções de leis de diferentes origens, algumas das quais devem provir do reino do norte, de onde teriam sido introduzidas em Judá depois da queda de Samaria. Este conjunto que leva em conta a evolução social e religiosa do povo devia substituir o antigo código da Aliança. Ele representa pelo menos o seu fundo, a Lei encontrada no Templo sob Josias (IIº Rs. 22:8ss).

 

Esta lei, que se tornaria fundamental para a religião de Israel, pretende, no mesmo espírito que os profetas, defender o culto JAVISTA que qualquer contaminação dos cultos cananeus, pela destruição dos lugares altos destes cultos e pela escolha de um só lugar para o culto a IAHWER. A fórmula “lugar que Deus houver escolhido para ai colocar o seu nome” (vv. 5-21), ou “para aí habitar seu nome” (vv. 11 cf. 14:23; 16:11 etc.) Ou “para aí lembrar seu nome” (Ex. 20:24), podia, em si, designar todo lugar em que Deus tinha se manifestado e onde o culto estava assim legitimado pelo próprio Deus, (CF.JR.7:12 para Silo); durante muito tempo ela foi compreendida assim, e o culto a IAHWER era praticado em numerosos santuários (cf. Jz. 5:24-28; 13:16; Iº Rs. 3:4 etc.). No Dt. esta fórmula designa exclusivamente Jerusalém. Esta lei da unicidade do santuário será um dos pontos principais da reforma do rei Josias (IIº Rs. 23).

 

DIFERENÇA ENTRE ESTATUTO & JUÍZOS: Esta diferença é mostrada claramente em I º Reis 6:12, onde o rei Salomão é exortado a andar nos ESTATUTOS de Deus e executar os seus JUÍZOS.

 

O termo ESTATUTO traduz a palavra “HÕQ”, que se deriva de uma raiz que significa gravar ou escrever. A mesma palavra “HÕQ”, é traduzida ainda por ordenança, decreto e preceito, dependendo da versão bíblica. No Sl. 119:5, 8 e 12, encontramos a palavra “HÕQ” traduzida por preceitos e decretos pela Soc. Bíblica; na Bíblia, Editora Vida, encontram nos três versículos a tradução decreto; já na Bíblia Jerusalém, encontram os ESTATUTOS. Em Malaquias 3:7, encontramos a tradução ESTATUTOS nas Bíblias Ed. Vida e Soc. Bíblica; decretos na Bíblia de Jerusalém e ordenanças na Bíblia soc. Bíblica Unida. Já no NT, encontramos paras estas palavras o vocábulo “dogma”. Em Éfesos 2:15 e Colossenses 2:14, 20, este termo refere-se a ordenanças judaicas (preceitos, decretos ou ESTATUTOS RELIGIOSOS. Lc. 2:39; Hb. 7:18-19; 9:10).  Às vezes a palavra lei significa também ordenanças judaicas, (Hb.10:1-4).

 

ORDENANÇAS: Eram um conjunto de normas judaicas religiosas que determinavam o que deveria fazer debaixo da velha aliança e os DÍZIMOS fazem parte deste conjunto de normas religiosas judaica. Os DÍZIMOS faziam parte entre um povo bárbaro judeu e Deus. Uma maneira de ajudar os caídos, pobres, doentes, obra da religião e a política do judaísmo. A velha aliança não diz respeito a nós, os gentios, que, em Cristo, somos descendentes de Abraão por promessa e não de Moisés por lei (Gl. 3: 17, 29).

 

Bem, o ESTATUTO foi dado como um paliativo, a verdadeira contribuição em DINHEIRO seria esclarecida na NOVA ALIANÇA. O homem necessitava, como bárbaro, que suas obras, as barbaridades, fossem contidas até, como já dissemos, Jesus viesse e toda a árvore do mal fosse cortada na raiz e fossemos enxertados na VIDEIRA VERDADEIRA __ Jesus Cristo (João 17).

 

É importantíssimo não perdermos o fio da meada. Estamos falando de SALVAÇÃO e dentro desta estamos conhecendo os DOIS REINOS e nestes as suas maneiras de discutirmos a SALVAÇÃO. Estamos agora compreendendo o significado do DINHEIRO dentro dos REINOS e os DÍZIMOS na questão SALVAÇÃO. Portanto, é necessário que entendamos toda a história para distinguirmos o que pertence ao PACTO VELHO e as mudanças para o PACTO NOVO.

 

A contribuição, o DINHEIRO, é importantíssima no NOVO PACTO. É importante exatamente para servir de isca para trazermos pessoas para o REINO ETERNO. Felizmente não compra a entrada para a ETERNIDADE, pois esta não tem preço, até mesmo porque Jesus já fez o devido resgate, exatamente pela ineficiência do DINHEIRO para este fim.

 

DINHEIRO é válido como moeda do REINO PASSAGEIRO. Sua utilidade se torna única por ser a única moeda conhecida por seus habitantes. Portanto, vamos ajudar a todos que lá estão e traze-los para o REINO ETERNO para que descubram que todo o mal tem vida natural aqui, no REINO HUMANO, mas se estivermos a possibilidade do passaporte REINO ETERNO, nossas dores, angústias etc., serão claramente resolvidas.

 

Continuaremos esse assunto na proxima aula.

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Israel Sarlo

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15. ago, 2015

Existem três importantes MARCOS que mantém o REINO TEMPORAL e o REINO ETERNO vivos. Estes REINOS, apesar das distâncias, são vizinhos e estranhamente inimigos.

 

“… O meu REINO não é deste mundo (reino)...” (Jo. 18:36);

“... O REINO de Deus não é comida nem bebida...” (Rm. 14:17);

“... O REINO de Deus não consiste em palavras”. (1ª Co. 4:20);

“… os injustos não herdarão o REINO”. (1ª Co. 6:9);

“… a carne e o sangue não podem herdar o REINO” (1ª Co. 15:50);

“... que comete... não herdarão o REINO de Deus” (Gl.5:21);

“... Nenhum devasso... tem herança no REINO de Deus” (Éf. 5:5).

 

Para que entendamos melhor estes dois REINOS é necessário que saibamos da aproximidade e semelhança deles e ao mesmo tempo descobrirmos a distância de suas IDEOLOGIAS. O REINO de cá é sombra do REINO de lá. O amor, o perdão, alegria etc...deste REINO não são iguais a do REINO ETERNO. São pobres e fugazes os sentimentos do REINO destituído, por isto é necessário a mudança de REINO, de divisa. O transporte é necessário: “Corroborados em toda a fortaleza, segundo a força da sua glória, em toda a paciência, e longanimidade com gozo; dando graças ao Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz; o qual os tirou da potestade das trevas, e nos TRANSPORTOU para o REINO do FILHO do seu amor; em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; o qual é imagem do Deus INVISÍVEL, o primogênito de TODA A CRIAÇÃO”. (Colossenses 1. 11-15)

 

Notem a palavra TRANSPORTOU. Ela mostra a necessidade de MUDANÇA em nossa velha vida em nosso velho REINO TRANSITÓRIO. Vejamos alguns textos.

“... Deus que nos chama para o seu REINO...” 1ª Ts. 2:12.

“... Sereis havidos por dignos do REINO de Deus...” 2ª Ts. 1:5.

“... Cetro de equidade é o cetro do teu REINO...” Hb. 1:6a 14.

“... ricos na fé e herdeiros do REINO” Tg. 2:5.

“... concedida à entrada no REINO eterno” 2ª Pd. 1: 10-11.

“... e nos fez REINO e sacerdotes para o seu Deus” Ap. 1:6.

“... o trono da besta, e seu REINO se fizeram tenebroso Ap. 16:10”.

 

Vamos entrar em nossa LIÇÃO de nº 5. Estudaremos com muito cuidado a SALVAÇÃO nestes dois REINOS: I-O REINO TEMPORAL; II-O REINO ETERNO com suas divisões importantíssimas.

 

I- O REINO TEMPORAL COM SUA SALVAÇÃO TRINA.

A- DINHEIRO

B- RELIGIÃO.

C- SEXO.

 

II-O REINO ETERNO COM SUA SALVAÇÃO TRINA.

A- SANTIFICAÇÃO

B- COMUNHÃO e

C- JUSTIFICAÇÃO.

 

I-O REINO TEMPORAL: Sem dúvida nenhuma, a igreja antes de se tornar IGREJA INVISÍVEL, necessita de um corpo visível. Ao plantarmos um grão de milho colheremos espigas com muitos grãos. Portanto, voltamos a repetir que necessitamos de um corpo material para transforma-lo em um corpo imaterial.

 

Notem que a BÍBLIA diz que o corruptível se transformará em incorruptível, e, o mortal em imortal (1ª Co 15:53). A metamorfose se dará mediante a existência de um corpo para outro. Não existiria a borboleta sem a lagarta.

 

Se a IGREJA VISÍVEL não se dá, ou melhor se a IGREJA VISÍVEL não investir com seu dinheiro material, do REINO TRANSITÓRIO, com que material ela fará o cambio com o dinheiro do REINO ETERNO? É bom que não esqueçamos a busca, em todas as religiões, do dinheiro, do REINO TRANSITÓRIO, para se empregar na transitoriedade, no entanto este dinheiro só servirá como ISCA, pois, nosso interesse é o de mostrar tudo que os bens deste mundo não pode mostrar.

 

Deus amou e ama o mundo e para SALVA-LO não mandou seu FILHO com sua glória, ao contrário, Jesus foi despido de todo o seu poder (Jo. 17:22). Todo o poder que havia em Jesus era poder que só tinha valor aqui na terra, valor para os homens. Da mesma forma a IGREJA, o corpo de Jesus. Primeiramente ela terá um corpo igual ao do nosso SALVADOR antes da RESSURREIÇÃO, (Obras maiores farão  - Jo. 14:12), infelizmente a humanidade necessita, antes da ressurreição para a vida, resgatar a sua semelhança anterior. A terra passará por este processo primeiro para depois se tornar NOVA TERRA (Rm. 8:18-22). A necessidade de um corpo humano e organizado para depois se tornar uma IGREJA RESSURRETA terá que acontecer. Jesus comeu, bebeu, teve todas as suas funções humanas em pleno serviço humano; nós, membros deste corpo necessitamos também de nossas funções humanas em pleno serviço humano. Humano entende de humanos. Vamos usar tudo que ele tem para persuadir a todos à Cristo Jesus. Se você investir na IGREJA VISÍVEL, ela lhe responderá da mesma maneira que a terra responde ao grão de milho nela plantada.

 

A- DINHEIRO: Você já leu atenciosamente MALAQUIAS? Você percebeu que este livro foi escrito para um povo que necessitava do irmão patriota? Você percebeu que MALAQUIAS escreve para sacerdotes e escribas que usavam os impostos (DIZIMOS) para monopolizar as tribos? Interessante: os LEVITAS não tinham tribo, não tinham com que ganhar dinheiro, daí o uso da religião para uso próprio dos bens adquiridos pelas outras tribos. (Se alguém interessar temos uma apostila que fala sobre este assunto: DÍZIMOS).

 

Vejamos o que significa o imposto nas religiões e o ofertar na IGREJA VISÍVEL. Se existem dois REINOS, existem duas moedas. Não podemos entrar em um REINO sem antes cambiarmos a moeda. A moeda daqui não serve para lá, no entanto necessitamos aqui do objeto que será transformado lá. Como então faremos a mudança se não sabemos do valor de nossa moeda transitória? Como sabemos, usamos nossa moeda em tudo que seja transitório como a própria moeda, não cambiamos, pois, nada entendemos da CASA de CAMBIO, (IGREJA VISÍVEL). Não investimos certo para que haja mudança certa.

 

Vamos entender as moedas dos dois REINOS? Você já sabe que a moeda daqui não compra nada lá? Você sabe que dinheiro compra carro, comida, apartamento etc e que no REINO ETERNO não possui fábrica de carros, supermercados e nem construtoras? Você sabe que lá não existe cartório e que não se casa e que nem se dão em casamento? (Mt. 22:30).

 

Não pense que a luta travada esteja sendo com a IGREJA INIVÍSIVEL, não. A luta é grande com a IGREJA VISÍVEL que está tentando se por de pé para falar de seu dote único – O EVANGELHO, ou BOAS NOVAS. A igreja necessita crescer dentro da doutrina ensinada por Jesus e apóstolos, no entanto os costumes pagãos, ensinados como doutrina, tem prevalecido e mantido igreja presa sem poder caminhar a “... carreira que lhe foi proposta”. (Hb. 12:1). É claro que estes costumes, hoje doutrinas, estão na BÍLBIA, mas não estão no EVANGELHO.

 

Notem que as denominações se tornaram inimigas, exatamente, por ensinarem tais costumes bíblicos. Temos o véu, o sábado, ósculo santo, lavr pés, os jejuns, as unções com óleo, vigias, línguas estranhas, montes, consagrações, fogueira santa, campanha, escatologias, dízimos etc... O Escritor fala aos Hebreus alguma coisa a este respeito (Hb 5:12-14; 6:1-3).

 

Quando nós, cristãos, propomos tratar do assunto relativo ao dízimo, sempre esbarramos num impasse quanto a validade desta ordenança para nós, filhos da NOVA ALIANÇA. Para compreendermos este assunto, precisamos lembrar que o Velho Testamento não deve ser usado para estabelecer determinadas doutrinas cristãs, próprias da NOVA ALIANÇA. O vinho novo deve ser colocado em odres novos para que ambos se conservem. Portanto, o tratamento dado ao dinheiro na VELHA ALIANÇA não é o mesmo dado na NOVA ALIANÇA, pois mudando o sacerdócio muda-se a lei (Hb. 7:12).

 

Isto não significa dizer que não podemos tirar ensinos práticos do V.T. Isto seria um absurdo. O V.T. é rico em ensino sobre: fé, família, fidelidade, etc. Ensina como erraram e como devemos acertar através de suas experiências trágicas. Foram cobaias para os cristãos. Todos estes ensinos podem passar para o Novo Testamento e serem enriquecidos pelas revelações do Espírito em nosso espírito para o nosso crescimento, exatamente para sermos perfeitamente habilitados para toda a boa obra, pois toda a Escritura (VT) é apta para o ensino e não para o estabelecimento da doutrina cristã, (2ª Tm. 3:16-17; Rm. 15:4; Hb. 1:1-2). As revelações fazem parte da NOVA ALIANÇA (1ª Pd. 1:12; 1ª Co. 1:30; 2:6-16; 4:1).

 

Vamos aprender tudo sobre a NOVA ALIANÇA exatamente para estarmos fora de todas as MALDIÇÕES da VELHA. O dinheiro hoje, usado no ANTIGO PACTO, trará ao usuário os problemas da ANTIGA ALIANÇA, por isto somos contra a contribuição no PACTO ANTIGO. Queremos que você contribua acertadamente. Se os sacrifícios na ANTIGA ALIANÇA eram mortos, mortos ficaram aquelas ofertas, basta darmos uma olhadinha no povo judeu. Se o sacrifício hoje é vivo, santo e agradável a Deus (CULTO RACIONAL) suas ofertas serão vivas e sem dúvida, vida traz vida. Plantando vida nascerá vida cem vezes mais e a IGREJA CRISTÃ é um ótimo campo para a semeadura. Portanto, vamos aprender que os dízimos (plural) fazem parte da lei sob a forma de ordenança, e eram obrigatórios, periódicos e proporcionais aos ganhos (10%).

 

Os dez mandamentos, o decálogo, dizem respeito ao relacionamento do homem com Deus, e dos homens entre si (Ex.20). São princípios morais de conduta primária individual desejada pelos anciões quando renunciaram a promessa feita a Abrão e depois, novamente á Moisés no capítulo 19 de Êxodo.

 

Os estatutos e juízos formavam com o decálogo um conjunto de normas ou preceito de conduta do povo em relação à sociedade corrompida. Tornaram-se bárbaros e não havia quem trabalhasse com o interior do homem, era necessário que os frutos (externos) fossem destruídos até que viesse a promessa: Jesus o que mexeria com o interior através do seu corpo a IGREJA. Portanto, o matar, o furtar, adulterar, o idolatrar etc. teriam que ser cortados até que as raízes fossem exterminadas definitivamente.

 

Temos alguns textos que merecem nossa atenção: (Dt. 4:44-45; 26:17; Ed. 7:10, 25).  Às vezes a palavra “mandamento” refere-se aos ensinos (Jo. 14:15, 21,23-24; 1ª Jo. 2:5). A lei as vezes refere-se às Escrituras, no que diz respeito ao cumprimento profético integral da palavra escrita: Mt. 5:18; 24:35 se cumprirá em Ap. 21:1. Às vezes podem referir-se aos cincos primeiros livros da BÍBLIA, escrito por Moisés, com parte integrante das Escrituras (Lc. 22:44-455).

 

Continuaremos com este assunto em outras aulas. É necessário que a igreja saiba diferenciar entre o DINHEIRO do ANTIGO e do NOVO PACTO. Infelizmente o DINHEIRO nas religiões, continua ser a raiz de todo o mal (1ª Tm. 6:10) precisamos torna-lo um veículo do bem. Precisamos entender que o DINHEIRO é um péssimo senhor, mas como servo é ótimo. Saibamos transformar este senhor em servo.

 

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Israel Sarlo

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10. ago, 2015

Textos Bíblicos: Jr.49:1; Ec. 2:26; Jo. 1:12-13; Rm. 8:17; Gl. 3:29; 4:1; Tt. 3:7; Hb. 1:2; Tg. 2:5.

 

1 - REINO TEMPORAL: Para MORDOMOS.

2 - REINO ETERNO: Para HERDEIROS.

 

Nesta 4ª LIÇÃO estudaremos a diferença social nestes dois ORGANISMOS, nestes dois REINOS chamados MUNDOS. É claro, para cada mundo existem corpos, leis e naturezas diferentes. Passaremos a entender que no REINO TEMPORAL os JUSTOS são os MORDOMOS, os que brigam, lutam, matam e morrem para defender o seu REINO e são eles chamados de RELIGIOSOS, pois lutam pela carne e pelo sangue. São criadores de novas modalidades religiosas e entre elas organizam suas pelejas na defesa de seus direitos bíblicos e não os direitos do EVANGELHO. Suas religiosidades estão firmadas nos costumes bíblicos e não na VERDADE do EVANGELHO.

 

Estudaremos o REINO ETERNO onde os JUSTIFICADOS fazem parte como HERDEIROS, pois estes são os CRISTÃOS, chamados para a ETERNIDADE.

 

I -  REINO TEMPORAL: OS JUTOS – MORDOMOS.

A terra, segundo Pedro em 2ª Pd. 3:10-12, está destinada ao fogo para purificação, pois, segundo a BÍBLIA, nada aqui é permanente (Hb. 13:14), pois, o próprio Jesus disse que seu REINO não é deste mundo (Jo. 18:36), no entanto existem neste REINO os destruidores e construtores, ou melhor, os JUSTOS do REINO e os ÍMPIOS.

 

Os MORDOMOS: Existem dois tipos de MORDOMOS neste planeta, os MORDOMOS religiosos que cuidam das coisas religiosas e os MORDOMOS da CIÊNCIA, os que cuidam das coisas relacionadas ao nosso planeta e nossa vida biológica.

 

A) MORDOMOS RELIGIOSOS: São os que lutam para tirar da SOCIEDADE o seu sustento físico, emocional e vaidoso. Por este REINO EMOCIONAL matam e morrem, assim como a Irlanda, católica e protestante; Judeus e mulçumanos, evangélicos contra evangélicos... e por ai vai.

 

B) MORDOMOS da CIÊNCIA: Estes estão mais próximos de GÊNESIS. A Árvore da CIÊNCIA do BEM e do MAL (Gn. 2:9; 3:22; Ez. 3:8-9; Pv. 3:18 e Ap. 2:7). São eles que lutam para explicar a humanidade, como funciona a VIDA, daí o ECO SISTEMA.

 

II - RENO ETERNO: OS JUSTIFICADOS – HERDEIROS (Jo. 1:12-13).

Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.

 

Este texto diz que Jesus nos torna FILHOS de Deus; portanto HERDEIROS. Não cuidamos, primeiramente deste REINO TEMPORAL por ser este conseqüência do ETERNO. Os MORDOMOS existem para nos dar o necessário para o bem deste CORPO TEMPORAL, é só buscarmos o REINO ETERNO que as coisas deste REINO TEMPORAL serão acrescentadas para nós (Lc. 12:31). A IGREJA VISÍVEL é abastecida pelos JUSTOS JUSTIFICADOS (Ec. 2:26) embora possa existir JUSTOS não JUSTIFICADOS e a impossibilidade de JUSTIFICADOS sem serem JUSTOS.

 

Vejamos Romanos 8:17. Se a cruz nos torna FILHOS, isto quer dizer que somos HERDEIROS em Jesus. Se formos de Cristo, somos descendentes de Abraão e HERDEIROS conforme a promessa (Gl.3:25).

 

Em todo o tempo que o HERDEIRO é menino, em nada difere de SERVO, MORDOMO ou JUSTO, ainda que seja senhor de tudo, é, portanto necessário crescermos para deixar de ser menino (Hb. 5:13-14), daí a necessidade da JUSTIFICAÇÃO pela GRAÇA. Desta maneira somos feitos HERDEIROS, segundo a esperança da VIDA ETERNA no REINO ETERNO (Tt. 3:7).

 

Jesus nos constituiu HERDEIROS de TUDO porque também (Deus) fez o mundo (Hb. 1:2). Portanto, vamos ouvir, amados irmãos. Vamos entender que Deus escolheu aos pobres (de espírito) deste mundo para serem ricos na fé e HERDEIROS do REINO ETERNO que prometeu aos que o amam (Tg. 2:5).

 

Que tenhamos a SALVAÇÃO ampla no REINO ETERNO.

Que o estágio como IMPIO, SERVO, JUSTO e até mesmo, de FILHOS, tenhamos passado.

Que exista entre nós, irmãos amigos, a amizade que deverá ser o PONTO ALTO entre Deus e nós (Jô.15:14-15 e Tg.2:23).

 

CONCLUSÃO.

Existem três naturezas no homem segundo GÊNESIS:

1) A Natureza SANTA. Somos semelhantes a Deus (Gn. 1:26).

2) A Natureza PECAMINOSA (Rm. 3:23).

3) A Natureza REGENERADA (Tt. 3:5).

 

Sempre cito o texto onde Jesus disse para amarmos a Deus sobre todas as coisas e depois o próximo como a si mesmo. É claro que neste texto notamos que o amor ÁGAPE tem três colunas importantes.

 

1-AMOR A DEUS: O culto DEVOCIONAL.

2-AMOR A SI MESMO: O culto RACIONAL.

3-AMOR AO PRÓXIMO: O culto COMUNITÁRIO (comunhão).

 

Quando o AMOR é ÁGAPE, estamos falando do amor dos JUSTIFICADOS, mais quando este AMOR não vem do PONTO ALTO, as coisas se complicam e ficamos a mercê do AMOR CARNAL e do AMOR JUSTO que muda o sentido do texto bíblico, vejamos:

 

1-AMOR A DEUS: O culto EMOCIONAL.

2-AMOR A SI MESMO: O culto EGO-LATRIA.

3-AMOR AO PRÓXIMO: O culto IDO-LATRIA.

 

Que esta 4ª LIÇÃO esteja nos levando a uma pergunta importantíssima: “Qual o meu papel no AMOR de Deus? Sou uma pessoa JUSTA ou JUSTIFICADA. Sou MORDOMO ou HERDEIRO?”.

 

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Israel Sarlo

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