23. ago, 2015

ESTUDO SOBRE REINO (6ª Parte) - Aula 94

(Continuação: Dinheiro - Dízimos)

Esta série de estudos sobre SALVAÇÃO, agora abordando DINHEIRO, nos ajudará a entender que no Velho Testamento tudo estava nebuloso e que o Novo Testamento veio clarear, por às claras todas as coisas. Sem dúvida, a NOVA ALIANÇA veio ajustar todas as coisas, pois não podemos colocar no REINO ETERNO as coisas do REINO TEMPORAL, elas não se combinam fora de seus postos. Portanto, vamos entender o que estava em sombras (Velho Testamento), com a luz reveladora do Novo Testamento.

 

Por exemplo: para punir os homicidas, a lei pronuncia um juízo, ou seja, uma regra estabelecida que dava aos juízes do povo a autoridade de agir nestes casos – “Quem ferir a outro de modo que este morra, também será morto”. (Ex.21:12). Por isto Paulo afirma que toda autoridade vem de Deus (Rm.13:1,2). Autoridade dada para cortar frutos, evitando um desastre moral mundial, isto é, que as sementes fossem espalhadas e o controle não fosse possível. Era necessário um senso moral, uma conduta, um código para inibir o crescimento do mal até que viesse o RESTAURADOR, que através da ESPADA do ESPÍRITO fizesse um transplante de coração como nos fala Ezequiel e então a transformação fosse no entendimento sobre as coisas (Rm12: 1,2). Portanto, não é o homem que deveria matar o homicida. Isto traria uma desorganização social e um caos a nação de Israel que estava se formando como povo de Deus. Deus, através da lei e da autoridade outorgada aos juízes do povo, ignorantes a respeito dos crimes interiores, refletindo no exterior, matava quando Deus mais falava de PERDÃO e, no entanto o povo pedia que aplicasse a pena de morte ao infrator, ou seja, que o homem deveria fazer justiça com as suas próprias mãos (por isso o “não matarás”), mas cabia ao ESTADO, autoridade dos magistrados, a responsabilidade pelo pronunciamento da sentença e cumprimento do juízo estabelecido pela dureza do coração do homem. A palavra ESTATUTO vem de ESTADO (Dt. 16:18-20; Rm. 134:3-5; Mt. 26:52; Ap. 13:10; Gn. 9:6).

 

UM POUCO DE HISTÓRIA: O TERMO ESTATUTO - Este termo difere do juízo, porque no juízo, o apelo é feito ao juiz, enquanto que no ESTATUTO tal apelo é feito à consciência de Deus.

Exemplos:

JUÍZOS (Ex. 21:-36; Dt. 12:2, 3).

ESTATUTOS (Dt. 12:5, 6 + 14: 22-29; 23:19, 20, 24,25).

 

Vejamos Dt. 11:18 a 32 (na v.Jerusalém). Notem que o discurso de Moisés termina inicialmente com 11:1-17, a que se acrescentou uma nova conclusão (vv. 18-25). Os vv. 26-32 ligam este discurso ao CÓDIGO DEUTERONÔMIO (cf. 4:44).  No v. 30 é uma glosa em que as palavras “na terra dos cananeus, que habitam na Arabá, diante de Guilgal” (Gilgal) transferem a Guilgal junto de Jericó (Js. 4:19).

 

CÓDIGO DEUTERONÔMICO: Este código (Dt. 12:26) - de sacrifício votivos dízimos – reúne, sem ordem aparente, diversas coleções de leis de diferentes origens, algumas das quais devem provir do reino do norte, de onde teriam sido introduzidas em Judá depois da queda de Samaria. Este conjunto que leva em conta a evolução social e religiosa do povo devia substituir o antigo código da Aliança. Ele representa pelo menos o seu fundo, a Lei encontrada no Templo sob Josias (IIº Rs. 22:8ss).

 

Esta lei, que se tornaria fundamental para a religião de Israel, pretende, no mesmo espírito que os profetas, defender o culto JAVISTA que qualquer contaminação dos cultos cananeus, pela destruição dos lugares altos destes cultos e pela escolha de um só lugar para o culto a IAHWER. A fórmula “lugar que Deus houver escolhido para ai colocar o seu nome” (vv. 5-21), ou “para aí habitar seu nome” (vv. 11 cf. 14:23; 16:11 etc.) Ou “para aí lembrar seu nome” (Ex. 20:24), podia, em si, designar todo lugar em que Deus tinha se manifestado e onde o culto estava assim legitimado pelo próprio Deus, (CF.JR.7:12 para Silo); durante muito tempo ela foi compreendida assim, e o culto a IAHWER era praticado em numerosos santuários (cf. Jz. 5:24-28; 13:16; Iº Rs. 3:4 etc.). No Dt. esta fórmula designa exclusivamente Jerusalém. Esta lei da unicidade do santuário será um dos pontos principais da reforma do rei Josias (IIº Rs. 23).

 

DIFERENÇA ENTRE ESTATUTO & JUÍZOS: Esta diferença é mostrada claramente em I º Reis 6:12, onde o rei Salomão é exortado a andar nos ESTATUTOS de Deus e executar os seus JUÍZOS.

 

O termo ESTATUTO traduz a palavra “HÕQ”, que se deriva de uma raiz que significa gravar ou escrever. A mesma palavra “HÕQ”, é traduzida ainda por ordenança, decreto e preceito, dependendo da versão bíblica. No Sl. 119:5, 8 e 12, encontramos a palavra “HÕQ” traduzida por preceitos e decretos pela Soc. Bíblica; na Bíblia, Editora Vida, encontram nos três versículos a tradução decreto; já na Bíblia Jerusalém, encontram os ESTATUTOS. Em Malaquias 3:7, encontramos a tradução ESTATUTOS nas Bíblias Ed. Vida e Soc. Bíblica; decretos na Bíblia de Jerusalém e ordenanças na Bíblia soc. Bíblica Unida. Já no NT, encontramos paras estas palavras o vocábulo “dogma”. Em Éfesos 2:15 e Colossenses 2:14, 20, este termo refere-se a ordenanças judaicas (preceitos, decretos ou ESTATUTOS RELIGIOSOS. Lc. 2:39; Hb. 7:18-19; 9:10).  Às vezes a palavra lei significa também ordenanças judaicas, (Hb.10:1-4).

 

ORDENANÇAS: Eram um conjunto de normas judaicas religiosas que determinavam o que deveria fazer debaixo da velha aliança e os DÍZIMOS fazem parte deste conjunto de normas religiosas judaica. Os DÍZIMOS faziam parte entre um povo bárbaro judeu e Deus. Uma maneira de ajudar os caídos, pobres, doentes, obra da religião e a política do judaísmo. A velha aliança não diz respeito a nós, os gentios, que, em Cristo, somos descendentes de Abraão por promessa e não de Moisés por lei (Gl. 3: 17, 29).

 

Bem, o ESTATUTO foi dado como um paliativo, a verdadeira contribuição em DINHEIRO seria esclarecida na NOVA ALIANÇA. O homem necessitava, como bárbaro, que suas obras, as barbaridades, fossem contidas até, como já dissemos, Jesus viesse e toda a árvore do mal fosse cortada na raiz e fossemos enxertados na VIDEIRA VERDADEIRA __ Jesus Cristo (João 17).

 

É importantíssimo não perdermos o fio da meada. Estamos falando de SALVAÇÃO e dentro desta estamos conhecendo os DOIS REINOS e nestes as suas maneiras de discutirmos a SALVAÇÃO. Estamos agora compreendendo o significado do DINHEIRO dentro dos REINOS e os DÍZIMOS na questão SALVAÇÃO. Portanto, é necessário que entendamos toda a história para distinguirmos o que pertence ao PACTO VELHO e as mudanças para o PACTO NOVO.

 

A contribuição, o DINHEIRO, é importantíssima no NOVO PACTO. É importante exatamente para servir de isca para trazermos pessoas para o REINO ETERNO. Felizmente não compra a entrada para a ETERNIDADE, pois esta não tem preço, até mesmo porque Jesus já fez o devido resgate, exatamente pela ineficiência do DINHEIRO para este fim.

 

DINHEIRO é válido como moeda do REINO PASSAGEIRO. Sua utilidade se torna única por ser a única moeda conhecida por seus habitantes. Portanto, vamos ajudar a todos que lá estão e traze-los para o REINO ETERNO para que descubram que todo o mal tem vida natural aqui, no REINO HUMANO, mas se estivermos a possibilidade do passaporte REINO ETERNO, nossas dores, angústias etc., serão claramente resolvidas.

 

Continuaremos esse assunto na proxima aula.

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Israel Sarlo

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