27. ago, 2015

ESTUDO SOBRE REINO (7ª Parte) - Aula 95

Vale lembrar que estamos estudando sobre SALVAÇÃO e dentro deste tema estamos explicando as moedas nos DOIS REINOS. Já foi explicado que a moeda do REINO PASSAGEIRO não compra nada do REINO ETERNO. Os problemas de cada REINO têm suas soluções diferenciadas até mesmo por questões de natureza. Hoje daremos continuação a história bíblica. Sabemos que a Bíblia é cheia de histórias exatamente para diferenciarmos as histórias dos homens, seus costumes, suas crenças para então entendermos a história das BOAS NOVAS, o EVANGELHO, a verdadeira história de nosso Deus.

 

Para melhor compreendermos Paulo e os demais apóstolos e principalmente Jesus, é necessário examinar a VELHA ALIANÇA e trazer de lá o véu, desvendar seus segredos e trazer à tona as verdades da NOVA ALIANÇA. Para tanto, vamos conhecer mais um pouco de história.

 

CRISTO E AS ORDENANÇAS JUDAICAS (Éf. 2:14-15):

 

Hebreus 10:1  ---  “Ora, visto que a lei tem sombra das coisas vindouras, não a imagem real das coisas, nunca jamais pode tornar perfeitos os ofertantes”.

 

Hebreus 8:7, 13 --- “Porque se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, de maneira alguma estaria sendo buscado lugar para a segunda... quando ele diz NOVO, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, está preste a desaparecer”.

 

Nas citações acima, tanto lei como PRIMEIRA ALIANÇA, significam ordenanças religiosas. Não é a lei sob a forma dos DEZ MANDAMENTOS. No final do v. 13, o autor de hebreus profetizou o término dos sacrifícios judaicos, quando afirma que a VELHA ALIANÇA firmada no sangue de animais estava preste a desaparecer, apesar de continuarem ainda sendo oferecidos. Foi substituída na cruz, quando o véu do santuário rasgou de cima a baixo (Dn. 9:27; Mt. 27:5; Cl. 2: 14). Apesar da prática, isto já era uma realidade, pois, Jesus “aboliu na sua carne a dois dos mandamentos sob forma de ordenança (Èf. 2:15; Cl. 2:14)”.

 

Observe que Paulo afirma que Jesus aboliu a lei dos mandamentos no que diz respeito àás ordenanças religiosas e não à lei dos mandamentos morais na forma individual, de relacionamento com Deus e o próximo, isto é, os “DEZ MANDAMENTOS”, cuja validade permanente é evidente pela natureza do seu conteúdo moral e pela atitude como é tratada no Novo Testamento (Mt. 19:16-19; 22: 36-40).

 

COISAS VELHAS E COISAS NOVAS.

 

Como compartilhar doutrinas cristãs com passagens do VT? Em primeiro lugar, saiba que a lei das ORDENANÇAS RELIGIOSAS judaicas não podem servir de base para estabelecimento de doutrinas cristãs; elas serviram apenas como que mestres (aios) para ensinar, conduzir à Cristo (Gl. 3:23-25; 4:1-6; Rm. 10:4). Em segundo lugar, precisamos aprender com o senhor Jesus, o Cristo, a colocar o vinho novo em odres novos; aprender separar coisas novas de coisas velhas.

 

O Velho Testam,ento (V.T.) possui figuras, sombras de realidades doutrinárias cristãs que foram reveladas apenas por Jesus (João 1:18; Pv. 30:1-4; João 3:13; 6:51-63 A igreja caminha aos apóstolos e profetas do NT. Hb. 1:1, 2; 1ª Co. 3:9-11; Éf.2:20; 4:8,11.12).

 

No livro de Mateus, após Jesus ter ensinado sobre as parábolas do REINO, muitos que ali se encontravam passaram a compreender as palavras do Senhor e se tornaram seus discípulos (Mt. 13:51-52). “Entendestes todas estas...” respondera-lhe “Sim”. Então ele lhes disse: “Por isso, todo escriba versado no REINO dos céus é semelhante ao pai de família que tira do seu depósito coisas velhas e coisas novas”. A expressão “versada no REINO”, na forma original, é mais bem traduzida por “que se tornou discípulo do REINO”. Por outro lado, a palavra depósito, no grego, é “thesauros”, ou seja, tesouro.

 

A VISÃO DE PAULO SOBRE O A VELHA E NOVA ALIANÇA.

 

A tradução preferível seria aquela que mais se aproxima do original grego, como na Bíblia de Jerusalém: “Por isso, todo escriba que se tornou discípulo do REINO dos CÉUS, é semelhante a um pai de família que do seu tesouro tira coisas novas e velhas”. Os escribas eram pessoas entendidas sobre as Escrituras. Eles faziam as cópias dos originais e ensinavam as pessoas a respeito da lei, dos salmos e dos profetas. Eram profundos conhecedores da letra. Creio que eram respeitados pelo seu conhecimento. Este conhecimento obtinha da palavra escrita, o seu tesouro. Quando se convertiam, tornavam-se aptos para pregarem o EVANGELHO de Cristo (Mt. 23:34). Assim, quando um escriba se tornava discípulo de Jesus, ele era capaz de separar coisas velhas.

 

Somente através da revelação a Palavra pelo Espírito, pode separar, tirar das Escrituras o conhecimento da glória de Deus, conhecimento este que como uma luz resplandeceu em nossos corações refletidos através da face de Cristo. Este conhecimento, como um tesouro, foi colocado em nós, vasos de barro, fracos, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós (2ª Co. 4:6-7; João 1:18; 3:13, 31, 35).

 

Assim somente o Senhor nos pode revelar as Escrituras e nos mostrar o que é proveitoso para ensinar, repreender, corrigir e instruir em justiça, a fim de sermos perfeitamente preparados para toda boa obra (Lc. 22:27, 44,45 + 2ª Tm. 3:16, 17).

 

Sabedoria e conhecimento são tesouros que só podem ser encontrados em Cristo (Cl. 2:3).  Paulo aprendeu sobre a revelação do Espírito nas Escrituras. Paulo sabia tirar do seu tesouro coisas novas, separando-as das velhas, para revelar Jesus nas Escrituras (At.28:23-29; 1ª Co. 10:1-4).  Quando Paulo falou sobre a circuncisão que é do coração, no espírito, esta doutrina NOVA, revelada, foi tirada do tesouro, por revelação, como um bom fariseu versado no reino de Deus (Rm. 2:29 cf. Lv. 26:41; Dt. 10:16; Jr. 4:4; 6:10; 9:26; Ez. 44:9).

 

Toda a Bíblia existe dentro de nós, por isso não há necessidade de aprendermos nada com homem algum se já temos a revelação. O que precisamos é da revelação da verdade que já está em nós. Por isto, o apóstolo João nos afirma que todos possuímos a unção (O Espírito) que vem do Senhor (enviado por Jesus), e todos tendes o conhecimento (1ª João 2:20, 23, 27). Vamos continuar aprendendo mais com o Senhor Jesus, o Cristo. No primeiro milagre feito por ele, sabemos que ele transformou água em vinho, “Pois com este, deu Jesus princípio a seus sinais, em Canaã da Galiléia” (João 2:1-11). O bom vinho foi servido no fim, contrariando um costume da época. O bom vinho da ALIANÇA foi servido após o vinho da velha ALIANÇA. A água do judaísmo agora se transformou no velho novo da NOVA ALIANÇA no sangue de Jesus.

 

A água viva do Espírito é superior à água do poço de Jacó (João 4:12-15). A água do Espírito é superior à água derramada nos degraus do templo, no ritual da festa dos tabernáculo, (João 7:37-39). Quando a alegria do vinho velho acabou nas bodas de Canaã, quando não havia mais esperança de alegria, Jesus trouxe o vinho novo, o símbolo da nova alegria no Espírito Santo: “E não vos embriagues com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais...” (2ª Co. 5:18, 19).

 

Continuaremos esse assunto na proxima aula.

 

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Israel Sarlo

 

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