Estudo bíblico

20. set, 2015

A INDÚSTRIA DA CURA & DINHEIRO NAS COMUNIDADES RELIGIOSAS 

 

“... Olha, não o digas a alguém, mas vai mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho” (Mt. 8:4b).

 

Seria bom também olharmos Mateus 4: 23-25 que diz:

“E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o EVANGELHO do REINO, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava. E seguia-o uma grande multidão da Galileia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judeia e dalém do Jordão”.

 

Estes dois textos nunca poderiam dar a interpretação para a INDÚSTRIA DA CURA e para o MERCADO RELIGIOSO DO DINHEIRO.

 

No texto de Mateus 8, um leproso com o grande mal daquele século que causava repulsa, pois a doença era contagiosa e o indivíduo que contraia tal mal, além de perder seus membros apodrecidos, era execrado da comunidade, isto é, não podia viver em comunidade, era levado para longe, para um leprosário. Não sabemos o que este homem fazia ali, onde Jesus estava, mas é claro que já conhecia a fama do Mestre. Notem que este homem estava convencido, em sua ALMA, na parte EMOCIONAL dela, onde a carência em alta exatamente pelo medo da doença e da lei médica e religiosa em apartá-la tanto da sociedade como da vida, despertou seu termostato e dentro dele havia esta grande necessidade: a da CURA. 

 

Analisando friamente o texto vamos descobrir que:

 1º - O CRER era do doente: “... Senhor, se quiseres, pode tornar-me limpo...” (v2);

 2º - O QUERER sempre será do MESTRE na união com o CRER do necessitado;

 3º - A CURA se dá mediante estes dois componentes – O CRER E O QUERER.

 

No versículo 04, o CRER e o QUERER, que gerou a CURA, teriam que ficar no anonimato para todos, exceto para o SACERDOTE que se dizia defensor da LEI MOSAICA.

 

O MESTRE nos dá uma aula fantástica: “... não digas a alguém” nem mesmo ao SACERDOTE, pois a este apenas “Mostra-te e apresente a oferta que Moisés DETERMINOU, para lhes servir de TESTEMUNHO”.

 

Perceberam que somente neste momento, após o CRER do doente, o QUERER do MESTRE e a CURA é que aparece DINHEIRO em forma de OFERTA? Perceberam que a OFERTA aparece somente para TESTEMUNHAR para o SACERDOTE e ao mesmo tempo para aplacar sua ira contra o fato entre o LEPROSO e o MESTRE? Perceberam que a OFERTA entra neste cenário, segundo o MESTRE, por determinação de Moisés?

 

A INDUSTRIA DA CURA & DINHEIRO nas comunidades religiosas tem sim o APELO DA LEI, aliás a LEI nada fez ou faz sem DINHEIRO e para atraí-lo nada mais natural do que a natural necessidade do povo: necessidade de saúde, educação, segurança e pão e isto as religiões fazem muito bem, usando na ALMA dos povos A EMOÇÃO CARENTE de governantes hábeis e (des)humanos. A ALMA do povo está como se fosse uma esponja, tudo absorve exatamente pela a terrível CARENCIA, ou NECESSIDADE de tudo e de todos, assim como estavam os povos na época do MESTRE e na época APOSTÓLICA.

 

No texto de Mateus 4:23 a 25 encontramos um relato fantástico. Mateus é claro quando diz que o MESTRE ia a todos os lugares ENSINANDO nas suas sinagogas, pregando o EVANGELHO do REINO e notem que nem os livros biblicos de MATEUS, MARCOS, LUCAS e JOÃO haviam ainda sido escrito.

 

Não é hora de entendermos que após o que ensinava, conseqüentemente os SINAIS de Marcos vs. 15 vinham? Será que estamos esquecidos que foi pela PALAVRA que os mundos foram criados? Será que estamos esquecidos de João 1 que diz que o VERBO – PALAVRA, se fez carne e habitou entre nós, exatamente para expor as VERDADES DO REINO e que neste REINO a LEI que opera é A LEI da CURA, tanto do CORPO como da ALMA? E que neste REINO a MOEDA VIGENTE não é o REAL, o DÓLAR e etc.? Mas mesmo assim, o importante não era o PROPAGAR da CURA FÍSICA, mas as verdades do REINO com suas JUSTIÇAS, pois todas as demais coisas viriam como acréscimo, pois era isto que o MESTRE fazia.

 

Entendemos muito bem o relato de Mateus no versículo 24 quando dizia da fama do MESTRE e percebam que sua fama estava sendo a de quem faz “MILAGRE” e MILAGRE tem dois importantes componentes descritos acima, mas pode e isto esta cada vez mais evidente, os homens usam a EMOÇÃO para despertar o termostato dos indivíduos e assim a “CURA” do corpo acontece, como acontece em todas as religiões, independentemente de serem cristãs ou não (são inúmeros os relatos e evidencias de milagres, curas realizadas em centro espírita, macumba, igrejas católicas, igrejas evangélicas, etc).

 

Em Marcos 1: 43 o MESTRE advertiu severamente a este leproso que não propagasse a CURA e que oferecesse oferta por sua purificação, era da LEI cobrar. Este relato também o achamos em Lucas 5:12ss.

 

Está escrito que o conhecer a VERDADE esta VERDADE os liberta em todas as áreas de nossa vida e isto requer conhecimento do EVANGELHO, caso contrário todos os “BENS” em nossas vidas serão apenas benefícios temporários da INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL que tem aparência de alguma coisa, mas coisa nenhuma significa, pois tudo que é temporal termina sob uma LÁPIDE QUALQUER.

 

Israel Sarlo

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13. set, 2015

Em continuação ao tema “Religião”, abordaremos sobre COSTUMES religiosos ou a TRADIÇÃO dos ANCIÃOS, tantas vezes mencionadas na BÍBLIA. Estamos esclarecendo os erros e a questão maior do COSTUME e TRADIÇÃO: os DÍZIMOS.

 

O TEMPLO, CHAMADO “CASA DE DEUS”, NÃO FOI CONSTRUÍDA COM DÍZIMOS (Ex. 25:1, 2).

O que existe na NOVA ALIANÇA é o princípio bíblico de dar.  Deus não construiu “Sua Casa Terrena”, o tabernáculo, com ofertas obrigatórias, ou DÍZIMOS, mas através de OFERTAS VOLUNTÁRIAS de todo homem cujo coração se movesse neste princípio (Ex. 25:1, 2; Iº Cr. 29:1-18; Ed.2: 68).

 

Semelhantemente, Igreja de Deus sendo “Sua Casa Terrena” (Hb. 3: 6; 1ª Tm. 3: 15), também deve ser edificada sem ofertas obrigatórias (2ª Co. 8: 12). Se existem sacrifícios a serem feitos, estes serão “espirituais” e agradáveis a Deus e por intermédio de Jesus Cristo (1ª Pd. 2:2; Éf. 2: 19-22).

 

APRENDENDO SOBRE OFERTAS VOLUNTÁRIAS. (2ª Co. 9: 7)

Deus havia abençoado antes, e independentemente de ter dado sua oferta voluntária, conforme (Gn. 12: 1-3). Melquizedeque quando abençoou Abraão, ele apenas confirmou o que Deus já havia feito. Abraão deu a décima parte dos espólios de guerra, conforme costume pagão vigente, na Palestina, da mesma forma que partiu os animais da aliança sem que Deus o instruísse para faze-lo; agiu conforme costume da época (Gn. 15: 9, 10). Deus aprovou a atitude de Abraão, não porque aceitasse os procedimentos pagãos, mas porque tinham origem nele (Gn. 3: 21).

 

Notem que o reino paralelo ao Reino de Deus tem suas ordenanças, e sempre tirado dos costumes doutrinários de povos com seus reis e deuses bíblicos e vem sempre imitando as coisas de Deus para cegar o entendimento dos incrédulos e se vangloriar de suas “invenções” (Ec. 7: 29; Pv. 19: 3 e Mq. 7:9).

 

Que o ofertar seja voluntário, sabendo que já fomos abençoados por Deus em Cristo Jesus, com todas as bênçãos, pois se somos de Cristo, somos os verdadeiros descendentes de Abraão, e todas as promessas que Deus fez a ele pertencem a nós por direito de aliança (Ef. 1: 3-4; Gl. 3:29).

 

IGUALDADE QUANDO ALIANÇADOS.

Na aliança, o que era de Abraão era de Deus; o que era de Deus igualmente de Abraão. Não somente a décima parte era de Deus, mas tudo lhes era comum por aliança! Deus não deu a décima parte de sua bênção para Abraão, mas o abençoou plenamente, com toda a sorte de bênção, de sorte que viria ainda, a ser uma bênção para todas as famílias da terra (Gn. 12:2, 3).

 

Na NOVA ALIANÇA, tudo o que é nosso é de Deus. Tudo que é de Deus é nosso (1ª Co. 3:21-22; Tg. 2: 5).

 

O que Paulo diz em 2ª Co. 9: 7 é que “cada um deve resolver por si mesmo quanto vai dar. Não forcem ninguém a dar mais do que realmente deseja, pois Deus aprecia os que dão alegremente” (B. Viva).

 

Ninguém deve ser coagido a entregar aquilo que não tem, ou do que não pode ainda tirar. Se você não pode fazer sua oferta em determinada ocasião, porque lhe faltam recursos, não desanimem, não seja obrigado a dar por constrangimento ou obrigação. Você possui todas as bênçãos de Abraão, em Cristo Jesus! “Deus pode ajeitar isso para você, dando-lhe tudo o que você necessita __ e mais ainda __ para que não haja o suficiente para suas próprias necessidades, mas também sobre em abundância para darem prazerosamente aos outros” (2ª Co. 8: 8. B. V).

 

VERDADES SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES NEOTESTAMENTÁRIAS (Lc. 6:38).

O que precisamos compreender é o princípio bíblico de dar com alegria. É a LEI da SEMEADURA e da COLHEITA, que está presente tanto no V.T., como no N.T.

 

O que Jesus nos ensina é que devemos dar para recebermos. Não é receber primeiro para depois ofertarmos. Devemos, primeiro, ofertar no exercício das obras da fé; depois colhermos com abundância, assim como faz o agricultor: Primeiro planta, depois colhe com fartura. Este princípio pode ser exercido liberalmente na pobreza para o enriquecimento (2ª Co. 8: 2, 3; Mc. 121:41-44).

 

Infelizmente a prática dos evangélicos não condiz com a prática do EVANGELHO, vejamos: os evangélicos oram, clamam, fazem promessas, vigilias, jejuns etc., pedindo solução para seus problemas, o que estão fazendo é exatamente o contrário do EVANGELHO. Preste atenção: você pode esperar de um terreno cimentado uma árvore frutífera? Se você não plantar não colherá, aliás, esta máxima é dita por Paulo em Gálatas: “... o que plantar colherá...”. Se você plantar pode descansar que a terra lhe responderá segundo o plantio. Se você orar a Deus depois do plantio, pode ter certeza que Deus é fiel. O Sl. 1º fala sobre este assunto dizendo: “... e tudo que fizerdes (plantares) prosperará...”.

 

ENSINO:

 Lc. 6: 38 __ “Daí, e dar-se-vós-á. Boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos dará. Pois com a medida com que medirdes vos medirão também”.

 

2ª Co. 9: 6 ___ “O que semeia pouco, pouco também ceifará, e o que semeia com fartura, com fartura também colherá”.

 

Pv. 11: 24 ____ “Um homem dá liberalmente, e se enriquece; outro retém mais do que é justo, e se empobrece”.

 

2ª Co. 9: 10 ___ “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para alimento, também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça”.

 

Pv. 3: 9 10 ___ “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a sua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares”.

 

Em todas estas passagens existe uma recompensa para o que semeia com alegria, voluntariamente, segundo resolver em seu coração. Ele recolherá seus frutos multiplicados, pois sua sementeira será multiplicada por Deus. Encherão-se fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares. Isto é prosperidade financeira crescente (para poder contribuir liberalmente), associada a frutos de justiça (+ Os. 10: 112; Tg. 3: 17, 18).

 

Ofertar não é fazer um “negócio com Deus”, como Jacó, que prometeu dar o DÍZIMO com a condição de primeiro receber para depois dar. Isto que Jacó propôs a Deus era suborno puro, uma volta aos princípios pagãos da reciprocidade: “... e, tudo que me deres, certamente te darei o DÍZIMO”. (Gn. 28:20-22).  É possível, como Abraão, que Jacó tivesse em mente um princípio pagão vigente na sua época, de ofertar a décima parte dos ganhos aos deuses pagãos, como “pagamento pôr serviços prestados”. Sabemos que Jacó tornou-se rico (Gn. 30: 43), porém nunca deu o DÍZIMO prometido, provavelmente por falta de a quem o entregar, pois não havia lei nem sacerdote. Abraão entregou a Melquizedeque – rei e sacerdote do Deus Altíssimo (Elyon), muitos anos antes da lei e da instituição dos sacerdotes levitas! Melquizedec foi à figura de Jesus, o qual se tornou, também sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquizedec (Hb, 7: 1-3. 11:22).

 

Hoje, podemos honrar a Deus com as primícias de nossa renda, através do Filho reconhecendo que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem dele, pois o homem não pode receber nada se do céu não lhe for dado (Tg. 1:17; João 3: 27).

 

Abraão não viveu debaixo da lei, mas muitos anos antes.  Nós, também, não vivemos debaixo da lei, mas muitos anos depois (João 1:17; Rm. 10:4). Passamos por cima da maldição da lei, abolida na cruz!  Portanto, os DÍZIMOS e tantas outras TRADIÇÕES eram ORDENANÇAS, eram OBRIGAÇÕES externas; o dar voluntariamente é interior, segundo resolvido no coração (2ª Co. 9:7). O dom de contribuir deve ser feito com liberalidade (Rm. 12:8) e não por mandamento de RELIGIÃO (2ª Co. 8:8; Gl. 3:13).

 

“Graças a Deus pelo seu dom inefável” (2ª Co. 9: 15). Terminamos aqui o item B., da 1ª Parte da Lição 5ª.

 

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Israel Sarlo

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6. set, 2015

Em continuação da matéria anterior, vamos entrar um pouco na história religiosa dos hebreus.

 

COSTUMES RELIGIOSOS NAS IGREJAS EVANGÉLICAS:

Porque se exige o pagamento obrigatório do DÍZIMO em tantas igrejas evangélicas? Jesus não cravou na cruz toda forma de ordenanças? (Cl. 1: 14). Já que não existe base bíblica neotestamentária para adoção do DÍZIMO entre os cristãos, então devemos buscar as provas na HISTÓRIA da IGREJA CRISTÃ. De fato, durante todo o período apostólico, quando foram escritos os livros do Novo Testamento, até por volta do ano 100, não existe nenhum relato bíblico sobre a prática do DÍZIMO dentro das IGREJAS CRISTÃS.

 

IGREJA CATÓLICA – IMPERADOR CARLOS MAGNO:

A partir do ano 313, a “igreja” se desviou da BÍBLIA, associou ao Império Romano, dando origem à IGREJA CATÓLICA ROMANA, através da qual foram introduzidas todas as heresias como vemos hoje.

 

No ano 724, o Imperador Carlos Magno, rei dos Francos, instituiu o “DÍZIMO ECLESIÁSTICO” obrigatório dentro da IGREJA CATÓLICA ROMANA e que vigorou até 1789. Além do “DÍZIMO ECLESIÁSTICO” exigiu o “DÍZIMO SENHORIL”, que era pago à nobreza.  Carlos Magno foi coroado rei do ocidente no ano 800 pelo papa Leão III (tentativa papal de fortalecer sua autoridade mundial pela restauração do extinto Império Romano). Os DÍZIMOS correspondiam à décima parte de um imposto calculado sobre as rendas e pago ao clero e á nobreza sob forma de gêneros alimentícios.

 

O quinto mandamento da Igreja Romana era “pagar DÍZIMOS e primícias” (Dicionário Enciclopédico Lello universal Vol. 2, pg. 770; Vol. 1, pg. 472). No período do reinado de Carlos Magno, por volta do século VI, observa-se a origem do sistema paroquial na França, onde o fortalecimento da igreja Estatal se deu mediante a plena autorização legal para a cobrança de DÍZIMOS. Baseado no exemplo do Velho Testamento, há muito tempo, o clero manifestava-se favorável ao costume, que veio a ser imposto por um sínodo franco reunido em Macon, em 585. Desta maneira, é tirada uma das tantas maldições bíblica, abolida por Jesus na cruz, e reemplantada nas Igrejas Evangélicas. Assim como o sábado, instituído por Ellen G. Whit. Pepino, pai de Carlos Magno (só poderia ser um pepino mesmo) considerou o DÍZIMO como uma taxa legal. Os DÍZIMOS seriam cobrados pelos bispos e ministros encarregados de cada paróquia e seriam usados em benefícios destes. Graças a constantes doações de terras, as propriedades da Igreja haviam crescido a ponto de ocuparem um terço da área da França... Cabia ao próprio Carlos Magno designar os bispos para as SÉS do reino (História da Igreja Crista, W. Walker, vol. 1, pg. 271, 273).

 

COMO FOI INTRODUZIDO O DÍZIMO NAS IGREJAS EVANGÉLICAS:

Agora podemos entender como a obrigatoriedade do DÍZIMO entrou nas IGREJAS EVANGÉLICAS.  Os “DÍZIMOS ECLESIÁSTICOS” impostos em 585, vigoraram até 1789 na Igreja Romana.

 

A Reforma protestante se deu em 1517, dentro ainda do período de vigência da obrigatoriedade do “DÍZIMO ECLESIÁSTICO”. Apesar do objetivo protestante se votar à BÍBLIA, entretanto esta prática que a Igreja Apostólica jamais teria aprovado, com base na obra redentora da cruz, entrou no meio evangélico via reforma, como uma herança do Catolicismo.

 

O DÍZIMO, nas IGREJAS EVANGÉLICAS, tem, portanto, sua origem não no N.T., mas na reforma protestante de 1517. É interessante notar que a Igreja Católica aboliu o DÍZIMO em 1789 e, por tradição da Igreja Primitiva, reconheceu o erro, voltou á origem e não exige DÍZIMOS dos seus fiéis, (agora, parece que estão voltando a esta prática novamente por influência dos evangélicos, influenciados no passado por eles).

 

DÍZIMOS & OFERTAS:

Outro erro doutrinário comum no meio evangélico é ensinar a igualdade entre DÍZIMOS e OFERTAS. Ensinam que os DÍZIMOS são obrigatórios, e as OFERTAS voluntárias, no entanto tendo a mesma intenção: a de negócio entre o homem e Deus. Esta parceria, homem e Deus são bem interessantes na visão do REINO PERENE: negócios somente no lucro. Jesus comprou na cruz o direito do homem com sofrimento e o homem desfruta os prazeres terrenos sem o sacrifício do CULTO RACIONAL, já que o de Jesus foi ANIMAL. Toda OFERTA do V.T. partia da irracionalidade, tanto a OFERTA como o ofertante agia irracionalmente. A OFERTA no N.T. é, segundo Paulo em Rm. 12:1-2: viva, santa, agradável e racional. De onde saiu tal distinção neotestamentária, a não ser da mente de homens religiosos? Não estariam tentando colocar vinho novo em odres velhos? Não estariam tentando remendar roupa velha com remendo novo? Seria o cristianismo uma seita judaico-cristã? Todo discípulo que ultrapassa seu mestre torna-se cego (espiritual), vem como aqueles que o seguem (Mt. 15:14; Lc. 6:39-49).

 

Você sabia que Abrão não foi dizimista e que não deu a décima parte dos espólios de guerra a Melquizedeque por obrigação? Abraão viveu 430 anos antes da lei. Abraão deu sua OFERTA de maneira voluntária, conforme resolveu em seu coração. Sendo DÍZIMO obrigatório, regular (periódico) e proporcional ao ganho (10%), isto não aplica a Abraão. A BÍBLIA relata que Abraão deu DÍZIMO uma vez só. Entre Abraão e Deus nunca houve sumo-sacerdote (a não ser Melquizedeque, figura de Cristo), nem tão pouco um sistema religioso organizado que somente apareceu após a saída de Israel do Egito – Livros de Êxodo, Levíticos, Números e Deuteronômios. Na época de Abraão era comum, entre os pagãos, oferecer a décima parte dos espólios de guerra a seus deuses. É bom atentar para este caso e ver que Melquizedeque, como já falamos não aceitou os despojos e sim pessoas (Gn. 14).

 

Em Hebreus 13: 15,16 vemos que o v. 16 exorta-nos a não somente oferecermos sacrifícios espirituais de louvor, mas, que também, não devemos esquecer do compromisso com a assistência aos santos através da prática do bem e da mútua cooperação, consideradas também como sacrifícios agradáveis a Deus.

 

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Israel Sarlo

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1. set, 2015

Como podem observar, já abordamos o tema DINHEIRO & DÍZIMOS que foi o item “A” da Lição 05. A partir daqui inicia-se a parte “B: RELIGIÃO” da Lição 05. Vocês sempre terão que recorrer às lições anteriores, portanto leiam e acessem todas as lições quando necessário.

 

Assim como o DINHEIRO, a RELIGIÃO também é uma das forças do REINO TEMPORAL. Esta SALVAÇÃO TRINA (do reino temporal): DINHEIRO, RELIGIÃO e SEXO tem sido a razão dos homens buscarem as inúmeras denominações religiosas. Nas RELIGIÕES, as pessoas acham que encontrarão a solução para todos os problemas e que estes existem somente nestas divisões fortes do REINO TEMPORAL.

 

Seria proveitoso estudarmos as muitas religiões que se formaram através da história da humanidade, no entanto nos deteremos ao JUDAÍSMO e em suas ramificações.

 

RELIGIÃO:

Se o cristianismo tivesse por objetivo aperfeiçoar o judaísmo, então não seria necessária a manifestação histórica do propósito eterno de Deus por amor de nós (1ª Pd. 1:18-21), mas uma seita judaica; um sincretismo religioso judaico-cristão. Jesus não teria ensinado a não colocar vinho novo em odres velhos. Seus ensinos são radicalmente ante-religiosos (Mt. 5:20).

 

No início a igreja sofreu muito o efeito maléfico de pessoas que procuraram introduzir práticas judaicas entre os recém-convertidos. O apóstolo Paulo foi um dos homens do Senhor que mais batalhou contra estes “judaizantes”, cujo objetivo era transformar o cristianismo numa seita judaica, como a dos fariseus, saduceus entre outras (At.26:5. Examine. At. 15:1-33; Gl. 1:6-9; Fp. 3:2; Cl. 2:8, 16-19; Tt. 1:10-14; 3:9).

 

O CUIDADO DOUTRINÁRIO DE JESUS:

O Senhor Jesus também enfrentou a tendência de se introduzir princípios religiosos judaicos entre seus primeiros discípulos. Em Mateus 9:14-17, Jesus rejeita a introdução da prática farisaica da obrigatoriedade do jejum semanal entre seus discípulos. Eles eram alegres demais para ficarem tristes pela prática do jejum. Isso perturbava os religiosos. Os hospedes num casamento não jejuam. Seria triste demais. A presença de Jesus só traz alegria, como a de uma festa de casamento.

 

Através de duas parábolas simples, o Senhor ensinou que o cristianismo, o vinho novo, não pode ficar limitado às ordenanças judaicas como odres velhos. Se tentarmos, formaremos uma nova seita religiosa fadada ao fracasso total, pois rompe os odres (estrutura religiosa) e estraga-se tanto o vinho como os odres; o remendo novo rompe o velho e o estrago fica pior. O Cristianismo não veio para ser uma seita judaica e tanto menos para colocar um remendo no judaísmo. É algo radicalmente novo!

 

Qualquer forma religiosa que tentar conter o cristianismo será rompida pela força do vinho novo, pelo poder do Espírito Santo. (2ª Co. 3:17, 18). Os religiosos podem não pensar assim (Lc. 5:39).

 

DOUTRINA & TRADIÇÃO:

Ainda em Mateus 15: 1-4, os fariseus e escribas criticam o comportamento dos discípulos de Jesus por quebrarem a “TRADIÇÃO dos ANCIÃOS” por não lavarem as mãos quando comiam pão. O problema era religioso e não higiene. O homem moderno lava as mãos, não por religião, mas higiene. Os fariseus lavavam e lavam as mãos por religião.

 

Jesus lhes mostra como quebravam os mandamentos de Deus em detrimentos às TRADIÇÕES religiosas ensinadas por homens.  O mandamento era honrar pai e mãe (Ex. 20:12). Entretanto, por causa de uma TRADIÇÃO, uma DOUTRINA criada por homens (Mt. 15), toda oferta “comprometida” ao Senhor não poderia ser mais usada, nem para atender as necessidades dos pais. Se um filho comprometesse, por exemplo, dar parte dos seus ganhos aos religiosos, então, caso seus pais viessem necessitar de alguma ajuda financeira, alegava que o que tinha era dedicada a Deus, ficando, assim, desobrigado de ajudar seus pais (honrá-los) ou opor a uma DOUTRINA de homens.

 

Por isto, Jesus considerou esses religiosos como cegos condutores de cegos e aconselhou aos seus discípulos que os deixassem, pois em vão adoram a Deus, pois ensinam DOUTRINA que são preceitos dos homens + (Is. 9: 16; Ml. 2:8).

 

“Disse-lhes Jesus ‘Cuidado, acautelai-vos dos fermentos dos fariseus e saduceus... Então compreenderam que não dissera que se acautelassem do fermento do pão, mas da DOUTRINA dos fariseus” (Mt. 15:5-12).

 

“Toda planta (doutrina) que meu pai celestial não plantou, será arrancada” (Mt. 15: 13, 14).

 

Os fariseus davam uma ênfase especial ao DÍZIMO. Para o fariseu, o DÍZIMO completamente pago era sinal de lealdade a Deus, independentemente da prática dos preceitos mais importante da lei, que eram a justiça, a misericórdia e a fé em Deus (Mt. 23:23). Por isso Jesus os chamou de hipócritas.  O pagamento do DÍZIMO lhes dava, acima de tudo, o “status” de cumpridores da lei, desobrigando-os, achavam eles, da participação nas necessidades reais das pessoas. Alguns se autojustificavam alegando serem dizimistas e jejuadores, desprezando os outros (Lc. 18: 9-14).

 

Este é o perigo do legalismo religioso formal. Dou o DÍZIMO; “faço a minha parte, o resto fica por conta da liderança da igreja. Se alguém tem necessidade, este problema já não é mais meu. Eu cumpri minha obrigação de dizimista” (1ª João 3:16-18; Tg. 2: 14-17).

 

A DOUTRINA DE JESUS NÃO FOI SUSTADA PELO COSTUME DOS DÍZIMOS:

Jesus nunca exigiu ou recebeu DÍZIMO de seus discípulos, ou de estranhos, nem tão pouco ensinou esta prática (Mc. 10:45). O que ensinou é que todo trabalhador é digno do seu salário quando enviado a serviço dele (Lc. 9: 1-6; 10: 1-7).

 

Na NOVA ALIANÇA, os filhos estão isentos de impostos. O irmão mais velho, Jesus já pagou o resgate da nossa alma (Mt. 17: 24-27 + Ex. 30: 11-16; Cl. 2:14; Sl. 49: 7-9; Mc. 8:35-37).

 

O ministério terreno do Senhor foi sustentado por ofertas voluntárias, de varias mulheres que haviam sido libertadas e curadas por ele (Lc. 8: 1-3). As ofertas recolhidas eram lançadas numa bolsa sob a responsabilidade de Judas Iscariotes, que dela ainda roubava, (João 12:6). {Quero até pedir que pensem neste parágrafo. O judaísmo foi mantido por homens, já o ministério de Jesus, em quase sua totalidade, mantido por mulheres. Infelizmente o machismo judaico perdura nas RELIGIÕES evangélicas. Prestem bem atenção do porque disto. Não seria este machismo um ardil das forças deste REINO exatamente para neutralizar as mulheres para que o cristianismo não cresça? Não seria velho costume cultural na nova contracultura?} Desta bolsa, mantida cheia por mulheres (nas mãos de Judas) eram tirados suprimentos para compra de alimentos para o Senhor, os apóstolos e ainda ofertas para os necessitados (João 4:8; 13: 39)

 

UM EXEMPLO DE JUSTIÇA – MISERICÓRDIA E FÉ EM DEUS (At. 4:32-37):

No livro de Atos os cristãos vendiam suas propriedades e traziam os valores aos apóstolos que repartiam segundo a necessidade dos santos (At. 4: 32:37). Os versículos 36-37 observe que um judeu convertido, chamado José (Barnabé), da tribo de Levi, já tinha aprendido que sua oferta voluntária não era a décima parte, mas segundo resolvido em seu coração. Lembremos que os levitas eram os que recebiam os DÍZIMOS dos filhos de Israel (Nm. 18: 21, 24, 26).

 

Ananias e Safira não foram disciplinados por deixarem de pagar o DÍZIMO, mas porque após venderem suas propriedades com o fim de entregarem o valor total à igreja, reteram parte do pagamento. Nem tão pouco estavam “roubando a de Deus”, mas porque mentiram. Pedro disse a Ananias que ele poderia ter ficado com o dinheiro. Pedro não disse que esse deveria ter ficado com 90% e entregue os outros 10% (dízimos) para a igreja; nem tão pouco morreu porque não pagou o DÍZIMO ou porque roubou a Deus (At. 5:1-11).

 

É claro que não terminamos com esta nossa lição. Continuaremos o tema “RELIGIÃO” na proxima aula. Esperarmos que tenham entendido bem o que foi compartilhado até aqui, pois vamos dar um passeio na história religiosa judaica para melhor entendermos a questão do DINHEIRO na RELIGIÃO.

 

Esperamos que vocês estudem e examinem essas aulas, pois isto é importantíssimo para todos os nossos alunos, porque? Vocês sabiam que estamos caminhando para um grande confronto mundial? Vocês sabiam que o mundo religioso está se desencantando e que virá buscar respostas de suas incredulidades para com as religiões e religiosos e que vocês terão que estar preparados para responder tudo isto? (1ª Pd. 3:15). Vocês sabiam que assim como há necessidade de ir ao colégio para aprender e depois entrar na faculdade para exercer uma profissão, temos que apreender como operar as pessoas para que estas possam saír SALVAS do REINO TEMPORAL para o REINO ETERNO.

 

Jesus chamou-nos para PESCARMOS os seres que possuem sua IMAGEM e SEMELHANÇA. O Senhor quer de volta o que pertence a Ele e está contando com a IGREJA VISÍVEL para este grande RESGATE. Vamos, portanto aprender a resgatar vidas para o nosso GRANDE MESTRE. Lembrem-se: “Eu vim buscar e salvar o que se havia perdido” (alma).

 

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Israel Sarlo

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