13. set, 2015

ESTUDO SOBRE REINO (11ª Parte) - Aula 99

Em continuação ao tema “Religião”, abordaremos sobre COSTUMES religiosos ou a TRADIÇÃO dos ANCIÃOS, tantas vezes mencionadas na BÍBLIA. Estamos esclarecendo os erros e a questão maior do COSTUME e TRADIÇÃO: os DÍZIMOS.

 

O TEMPLO, CHAMADO “CASA DE DEUS”, NÃO FOI CONSTRUÍDA COM DÍZIMOS (Ex. 25:1, 2).

O que existe na NOVA ALIANÇA é o princípio bíblico de dar.  Deus não construiu “Sua Casa Terrena”, o tabernáculo, com ofertas obrigatórias, ou DÍZIMOS, mas através de OFERTAS VOLUNTÁRIAS de todo homem cujo coração se movesse neste princípio (Ex. 25:1, 2; Iº Cr. 29:1-18; Ed.2: 68).

 

Semelhantemente, Igreja de Deus sendo “Sua Casa Terrena” (Hb. 3: 6; 1ª Tm. 3: 15), também deve ser edificada sem ofertas obrigatórias (2ª Co. 8: 12). Se existem sacrifícios a serem feitos, estes serão “espirituais” e agradáveis a Deus e por intermédio de Jesus Cristo (1ª Pd. 2:2; Éf. 2: 19-22).

 

APRENDENDO SOBRE OFERTAS VOLUNTÁRIAS. (2ª Co. 9: 7)

Deus havia abençoado antes, e independentemente de ter dado sua oferta voluntária, conforme (Gn. 12: 1-3). Melquizedeque quando abençoou Abraão, ele apenas confirmou o que Deus já havia feito. Abraão deu a décima parte dos espólios de guerra, conforme costume pagão vigente, na Palestina, da mesma forma que partiu os animais da aliança sem que Deus o instruísse para faze-lo; agiu conforme costume da época (Gn. 15: 9, 10). Deus aprovou a atitude de Abraão, não porque aceitasse os procedimentos pagãos, mas porque tinham origem nele (Gn. 3: 21).

 

Notem que o reino paralelo ao Reino de Deus tem suas ordenanças, e sempre tirado dos costumes doutrinários de povos com seus reis e deuses bíblicos e vem sempre imitando as coisas de Deus para cegar o entendimento dos incrédulos e se vangloriar de suas “invenções” (Ec. 7: 29; Pv. 19: 3 e Mq. 7:9).

 

Que o ofertar seja voluntário, sabendo que já fomos abençoados por Deus em Cristo Jesus, com todas as bênçãos, pois se somos de Cristo, somos os verdadeiros descendentes de Abraão, e todas as promessas que Deus fez a ele pertencem a nós por direito de aliança (Ef. 1: 3-4; Gl. 3:29).

 

IGUALDADE QUANDO ALIANÇADOS.

Na aliança, o que era de Abraão era de Deus; o que era de Deus igualmente de Abraão. Não somente a décima parte era de Deus, mas tudo lhes era comum por aliança! Deus não deu a décima parte de sua bênção para Abraão, mas o abençoou plenamente, com toda a sorte de bênção, de sorte que viria ainda, a ser uma bênção para todas as famílias da terra (Gn. 12:2, 3).

 

Na NOVA ALIANÇA, tudo o que é nosso é de Deus. Tudo que é de Deus é nosso (1ª Co. 3:21-22; Tg. 2: 5).

 

O que Paulo diz em 2ª Co. 9: 7 é que “cada um deve resolver por si mesmo quanto vai dar. Não forcem ninguém a dar mais do que realmente deseja, pois Deus aprecia os que dão alegremente” (B. Viva).

 

Ninguém deve ser coagido a entregar aquilo que não tem, ou do que não pode ainda tirar. Se você não pode fazer sua oferta em determinada ocasião, porque lhe faltam recursos, não desanimem, não seja obrigado a dar por constrangimento ou obrigação. Você possui todas as bênçãos de Abraão, em Cristo Jesus! “Deus pode ajeitar isso para você, dando-lhe tudo o que você necessita __ e mais ainda __ para que não haja o suficiente para suas próprias necessidades, mas também sobre em abundância para darem prazerosamente aos outros” (2ª Co. 8: 8. B. V).

 

VERDADES SOBRE AS CONTRIBUIÇÕES NEOTESTAMENTÁRIAS (Lc. 6:38).

O que precisamos compreender é o princípio bíblico de dar com alegria. É a LEI da SEMEADURA e da COLHEITA, que está presente tanto no V.T., como no N.T.

 

O que Jesus nos ensina é que devemos dar para recebermos. Não é receber primeiro para depois ofertarmos. Devemos, primeiro, ofertar no exercício das obras da fé; depois colhermos com abundância, assim como faz o agricultor: Primeiro planta, depois colhe com fartura. Este princípio pode ser exercido liberalmente na pobreza para o enriquecimento (2ª Co. 8: 2, 3; Mc. 121:41-44).

 

Infelizmente a prática dos evangélicos não condiz com a prática do EVANGELHO, vejamos: os evangélicos oram, clamam, fazem promessas, vigilias, jejuns etc., pedindo solução para seus problemas, o que estão fazendo é exatamente o contrário do EVANGELHO. Preste atenção: você pode esperar de um terreno cimentado uma árvore frutífera? Se você não plantar não colherá, aliás, esta máxima é dita por Paulo em Gálatas: “... o que plantar colherá...”. Se você plantar pode descansar que a terra lhe responderá segundo o plantio. Se você orar a Deus depois do plantio, pode ter certeza que Deus é fiel. O Sl. 1º fala sobre este assunto dizendo: “... e tudo que fizerdes (plantares) prosperará...”.

 

ENSINO:

 Lc. 6: 38 __ “Daí, e dar-se-vós-á. Boa medida, recalcada, sacudida e transbordante, generosamente vos dará. Pois com a medida com que medirdes vos medirão também”.

 

2ª Co. 9: 6 ___ “O que semeia pouco, pouco também ceifará, e o que semeia com fartura, com fartura também colherá”.

 

Pv. 11: 24 ____ “Um homem dá liberalmente, e se enriquece; outro retém mais do que é justo, e se empobrece”.

 

2ª Co. 9: 10 ___ “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para alimento, também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça”.

 

Pv. 3: 9 10 ___ “Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a sua renda; e se encherão fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares”.

 

Em todas estas passagens existe uma recompensa para o que semeia com alegria, voluntariamente, segundo resolver em seu coração. Ele recolherá seus frutos multiplicados, pois sua sementeira será multiplicada por Deus. Encherão-se fartamente os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares. Isto é prosperidade financeira crescente (para poder contribuir liberalmente), associada a frutos de justiça (+ Os. 10: 112; Tg. 3: 17, 18).

 

Ofertar não é fazer um “negócio com Deus”, como Jacó, que prometeu dar o DÍZIMO com a condição de primeiro receber para depois dar. Isto que Jacó propôs a Deus era suborno puro, uma volta aos princípios pagãos da reciprocidade: “... e, tudo que me deres, certamente te darei o DÍZIMO”. (Gn. 28:20-22).  É possível, como Abraão, que Jacó tivesse em mente um princípio pagão vigente na sua época, de ofertar a décima parte dos ganhos aos deuses pagãos, como “pagamento pôr serviços prestados”. Sabemos que Jacó tornou-se rico (Gn. 30: 43), porém nunca deu o DÍZIMO prometido, provavelmente por falta de a quem o entregar, pois não havia lei nem sacerdote. Abraão entregou a Melquizedeque – rei e sacerdote do Deus Altíssimo (Elyon), muitos anos antes da lei e da instituição dos sacerdotes levitas! Melquizedec foi à figura de Jesus, o qual se tornou, também sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquizedec (Hb, 7: 1-3. 11:22).

 

Hoje, podemos honrar a Deus com as primícias de nossa renda, através do Filho reconhecendo que toda boa dádiva e todo dom perfeito vem dele, pois o homem não pode receber nada se do céu não lhe for dado (Tg. 1:17; João 3: 27).

 

Abraão não viveu debaixo da lei, mas muitos anos antes.  Nós, também, não vivemos debaixo da lei, mas muitos anos depois (João 1:17; Rm. 10:4). Passamos por cima da maldição da lei, abolida na cruz!  Portanto, os DÍZIMOS e tantas outras TRADIÇÕES eram ORDENANÇAS, eram OBRIGAÇÕES externas; o dar voluntariamente é interior, segundo resolvido no coração (2ª Co. 9:7). O dom de contribuir deve ser feito com liberalidade (Rm. 12:8) e não por mandamento de RELIGIÃO (2ª Co. 8:8; Gl. 3:13).

 

“Graças a Deus pelo seu dom inefável” (2ª Co. 9: 15). Terminamos aqui o item B., da 1ª Parte da Lição 5ª.

 

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Israel Sarlo

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