5. nov, 2016

SINÉDRIO - FÓRUM - AREÓPAGO

1. SINÉDRIO – O SUPREMO TRIBUNAL DOS JUDEUS 
 
A palavra Sinédrio, significa: conselho. Era esse o nome do supremo tribunal dos judeus em Jerusalém nos tempos do Novo Testamento. Pode ter alguma relação histórica com a primitiva assembleia dos anciãos israelitas no período pré-monarquia, formalmente extinguida pelos reis, embora não o tenha sido inteiramente de fato, pela existência de cidades contrárias à forma de governo monárquico. O rei Josafá parece ter dado, de algum modo, a forma de um tribunal de justiça. 
 
2 Crônicas 19:8-10 “Em Jerusalém Josafá colocou alguns levitas, sacerdotes e chefes de famílias para julgarem os assuntos religiosos e as causas dos moradores da cidade. Ele lhes deu a seguinte ordem: — Cumpram com honestidade todos os seus deveres para com Deus, o Senhor, respeitando-o e obedecendo-lhe com todo o coração. Quando os seus patrícios das cidades de Judá apresentarem a vocês causas de morte ou qualquer caso de desobediência às leis, estatutos e regulamentos, avisem a eles que não cometam pecados contra o Senhor, a fim de que ele não castigue vocês e os seus patrícios. Se derem esse aviso, vocês não serão culpados.”
 
 
Obs1: O rei Jeosafá ou Josafá (que significa “Jeová É Juiz”) foi o 4º rei de Judá e reinou durante 25 anos. Durante o seu reinado, houve grande combate à idolatria, pois destruiu os altares e quebrou as estátuas. Fez reformas militares, políticas e religiosas.
 
Obs2: Relata a história que Jeosafá era um bom rei e “temente ao Senhor” (2 Cr 17.1-19); contudo, tinha uma fraqueza terrível – seu caráter era vacilante quando se tratava de alianças por poder.  Ele se aliou à Acabe, que liderava no Reino do Norte enquanto Josafá governava o Reino do Sul. A aliança bélica visava também a busca por ouro. Acabe era extremamente ímpio e, como se não bastasse, ele tinha por mulher a tenebrosa Jezabel. 
 
Obs3: Jeosafá foi advertido por duas vezes. Uma pelo profeta Jeú, após a fatídica aliança com Acabe -  “Devias tu ajudar ao ímpio e amar aqueles que ao Senhor aborrecem? Por isso, virá sobre ti grande ira da parte do Senhor” 2 Cr 19.2. Na segunda, após aliar-se com Acazias, filho de Acabe, o profeta Eliezer repreendeu Jeosafá, dizendo: “Visto que te aliaste com Acazias, o Senhor despedaçou as tuas obras...”  2 Cr 20.37.
 
(voltamos ao Sinédrio...)  Os romanos permitiam aos judeus resolverem muitas de suas questões religiosas e nacionais. Consequentemente, existiam numerosos sinédrios, ou seja, tribunais locais (os menores, cada sinédrio menor era composto por 23 membros). Acima de todos eles, estava a corte suprema dos judeus, o grande Sinédrio de Jerusalém. Esse Sinédrio chegava mesmo a comandar uma força policial. 

A COMPOSIÇÃO - O Grande Sinédrio era composto de 70 membros, escolhidos entre figuras importantes, entre os quais estava o sumo sacerdote (quem comandava o tribunal/conselho). Normalmente os sumo sacerdotes eram do partido dos Saduceus, e eram os homens mais poderosos do Sinédrio. O sumo sacerdote era o capitão do templo (Atos 5:24-26). Os sacerdotes mais próximos do presidente do Sinédrio serviam de tesoureiros, controlando os salários dos outros sacerdotes e monitorando a vasta quantia de dinheiro que era arrecadada no Templo. 

A Segunda categoria principal dos membros do Sinédrio eram os anciãos. Esses homens representavam a aristocracia sacerdotal e financeira na Judéia. Dentre eles encontravam os fariseus.
 
----------------------------------------------------------------------------------------Vale saber: 
 
Os saduceu - Eles tinham a tendência de ser ricos e de ocupar cargos poderosos, Eles eram dedicados a manter “a paz” através de seguir as decisões de Roma (Israel nesta época estava sob o controle romano), na realidade, pareciam estar mais preocupados com a política do que com a religião. Estavam sempre tentanto acomodar os gostos de Roma, e porque eles eram ricos e da classe alta, eles não se relacionavam bem com o homem comum nem o homem comum os enxergava com alta estima. O homem comum se relacionava melhor com aqueles que pertenciam ao grupo dos fariseus. 
 
A crença dos Saduceus:

1. Auto-suficientes, ao ponto de negar o envolvimento de Deus na vida cotidiana. 
 
2. Negaram qualquer ressurreição dos mortos (Mateus 22:23; Marcos 12:18-27; Atos 23:8). 
 
3. Eles negaram qualquer vida depois da morte, defendendo a crença de que a alma perecia com a morte; eles acreditavam que não há qualquer penalidade ou recompensa depois da vida terrena. 
 
4. Eles negaram a existência de um mundo espiritual, não acreditavam em anjos e demônios (Atos 23:8).
 
Os fariseus - Eram em sua maioria empresários de classe média e tinham contato constante com o homem comum, por isso os fariseus eram os mais populares com o povo. Apesar de serem uma minoria no Sinédrio, eles pareciam controlar o processo decisório do conselho muito mais do que os saduceus, porque tinham o apoio do povo. Os fariseus procuravam obedecer rigorosamente as tradições e o Antigo Testamento. Eles tratavam as tradições como sendo iguais à Palavra de Deus (Mateus 9:14, 15:1-9, 23:5, 23:16, 23; Marcos 7:1-23; Lucas 11:42). Em contraste com os saduceus, os fariseus acreditavam no seguinte:
 
1. Que Deus controlava todas as coisas, mas que decisões tomadas por indivíduos também contribuíam para o que acontecia no curso da vida. 
 
2. Acreditavam na ressurreição dos mortos (Atos 23:6). 
 
3. Acreditavam em uma vida depois da morte, com a devida recompensa e punição individual. 
 
4. Acreditavam na existência de anjos e demônios (Atos 23:8).
 
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(voltamos ao Sinédrio...) Outros membros do Sinédrio eram os escribas. A maioria deles eram fariseus. Eles eram advogados profissionais treinados em teologia, direito e filosofia. Eram organizados em grêmios e normalmente seguiam rabinos ou professores célebres. A exemplo de Gamaliel, um escriba famoso do Sinédrio, que aparece no Novo Testamento (Atos 5:34), foi o erudito que instruiu o apóstolo Paulo (Atos 22:3). 
 

FUNCIONAMENTO – Por ser o tribunal supremo dos judeus, tinha caráter tanto religioso quanto social, moral e até político, podia prender e coagir, mas não tinha poder para exercer penas capitais, estas deveriam ser confirmadas pelo governador romano (Fórum). O processo para a condenação capital exigia o respaldo de duas testemunhas, eram ouvidos primeiro os defensores do acusado. A sentença de absolvição podia ser pronunciada no mesmo dia do processo, mas, a de condenação somente no dia seguinte. A votação era simples, o membro ficava de pé, começando sempre pelos membros mais novos. A condenação exigia a maioria, ou seja, mais de 51% dos votos. Para absolvição bastava maioria simples, ou seja, 51% dos votos.
 
O SINÉDRIO NOS DIAS DE JESUS - Oficialmente, o Sinédrio só tinha jurisdição na Judéia. Mas na prática ele tinha influência na província da Galiléia e até mesmo em Damasco (Atos 22:5). O trabalho do conselho era basicamente julgar assuntos da lei judaica quando surgiam discórdias. Em todos os casos, sua decisão era final. Eles julgavam acusações de blasfêmia como nos casos de Jesus (Mateus 26:65), Estevão (Atos 6:12-14, Atos 7) e até de Paulo (Atos 23), e também participavam na justiça criminal. 
 
Sobre a pena capital, estudiosos alegam que, no período romano, o Sinédrio não podia julgar com pena de morte. A exemplo o julgamento de Jesus, as autoridades estavam convencidas em envolver o governador romano, Pilatos. Parece que só ele ou Herodes tinham poder para mandar matar Jesus (João 18:31).    Mesmo assim não há uma certeza, já que no caso de Jesus, havia a proximidade da Páscoa. Como os judeus estavam em purificação para o evento, não queriam “sujar” as mãos com uma execução. Isso pode explicar o fato deles terem praticamente implorado a Pilatos a condenação e execução de Cristo, como se não tivessem poder ou permissão para isso, e algum tempo depois o mesmo Sinédrio condenou e executou Estevão. O certo é que não existe uma certeza do poder de vida e morte do Sinédrio.
 
Uma coisa é certa, apesar dos fariseus serem rivais com os saduceus, eles conseguiram colocar suas diferenças de lado em uma ocasião - o julgamento de Cristo. Foi neste ponto que os fariseus e saduceus se uniram no Sinédrio para colocar Cristo à morte (Marcos 14:53, 15:1, João 11:48-50).
 
 
2. FÓRUM: Como já comentado anteriormente, o Fórum era o tribunal Romano, o qual acontecia em praças e nos palácios. No Fórum romano eram julgadas as causas política e sociais. No fórum também eram resolvidas as questões econômicas. Tudo sob controle do império romano quem dava a ultima palavra de sentença. 
 
Podemos aqui citar os exemplos do Julgamento de Jesus, o qual passou por Pilatos, depois por Herodes e este o devolveu para Pilatos.
 
Jesus foi condenado por Pôncio Pilatos à crucificação – a forma mais terrível de pena capital da época. O motivo de sua condenação foi exibido pelos romanos no alto da sua cruz como se sua reivindicação fosse a de ser o “Rei dos Judeus”, portanto, nada entenderam.
 
Para os poderosos da época, Jesus passou a significar uma ameaça à ordem social. Ele moveu multidões, cumpriu toda lei e nenhuma prova havia contra ele, mas sim as Boas Novas de Salvação
ensinada e deixada por Ele no cumprimento da mais sublime ordem: AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO TEU PROXIMO COMO A TI MESMO. 
 
O poder jurídico era celebrado ao Governador por transmissão do Imperador. Na época de Jesus, o Governador era Pôncio Pilatos. Jesus passou por dois julgamentos: um religioso, perante o Sinédrio, e outro politico, no Forum frente a Pôncio Pilatos e Roma. As acusações religiosas no Direito Hebraico eram: blasfêmia, profanar no sábado e ser um falso profeta. Estas acusações de nada valiam perante Roma, visto que não violavam o direito romano.
 
Ao levar Jesus para seu segundo julgamento, eram preciso novas acusações. Acusações políticas: sedição, declarar-se rei e incitar o povo a não pagar impostos à César. E este foi o pretexto, porém sem prova alguma. Vem então, no Forum Romano a justiça de olhos vendados, não pela sua imparcialidade, mas, olhos forçosamente vendados para manipular todos os atos e procedimentos necessários com o propósito de legalizar o fim escolhido pelo poder. E naquela ocasião, Pilatos lava suas mãos. (Mateus 26:47-48; 55-67; Mateus 27:11-26) A exemplo de Paulo, este apela para Cesar, ou seja, prefere ser julgado no Fórum Romano do que na podridão do Sinédrio. (Atos 25)
 
 
3. AREÓPAGO (Atos 17:16 em diante)
 
Um dos discursos mais famosos de Paulo foi feito no Areópago. Mas, afinal, o que era o Areópago? Por que era um local tão importante em Atenas?
 
Areópago (em grego antigo: Ἄρειος Πάγος areios pagos, "Colina de Ares") era a parte nordeste da Acrópole em Atenas e também o nome do próprio conselho que ali se reunia. Além de supremo tribunal, o conselho também cuidou de assuntos como educação e ciência por algum tempo.
 
Vale ressaltar que naquela época, Atenas era como o “centro cultural do planeta”. Não havia nenhum outro lugar com tanto fervor cultural como em Atenas. E naqueles dias, mesmo os Romanos tendo conquistado o mundo com o poder político, os Gregos conquistaram as mentes dos Romanos. Grecia formou uma civilização extramante sofisticada e refinada ao que se refere às questões filosóficas, religiosas e do ponto de vista da história, a Grecia já tinha produzido uma cultura humana muito mais rica. Ou seja, o mundo que os Romanos conquistaram, já havia sido fortemente influenciado e moldado pela Grecia.
 
Paulo foi levado à Atenas pelos berianos, para ali aguardar por Silas e Timóteo.
 
“Os atenienses não cuidavam de outra coisa se não de se atualizarem das ultimas notícias.”
 
Imaginem só, Paulo chegando em Atenas e observando toda aquela idolatria.  Ele era um homem culto, viajado, tinha também formação helenista, foi doutrinado na importante escola filosófica de Gamalieu, ele entendia e falava vários outros idiomas. Paulo não era um mero judeu tomado pelo monoteísmo, cru, mas tinha ciência do politeismo que reinava em outras civilizações. Ele já tinha passado pela àsia menor inteira. Mas o que acontecia em Atenas era tão mais
intenso que o proprio Paulo se chocou ao observar tanta idolatria. “Paulo ficou perplexo com tamanha ignorancia presente num lugar que era o maior centro de produção cultural e filosófica-religiosa da humanidade.”  Atos 17: 16
 
Foi uma experiência esmagadora para Paulo. Imagino que tudo o que ele via ali em nada poderia se comparar ao que ele viu antes em outro lugar.
 
Tudo isso, levou Paulo ensinar na sinagoga  dalí para judeus e gregos que tinham se voltado a crença de um Deus único. Ele também foi à praça pregar e ensinar.
 
Paulo naquele lugar sozinho, chamando atenção, a ponto que multidão (escolas filosóficas naquela multidão) parava para ouvi-lo. Em especial dois grupos filosóficos lhe deram especial atenção: 
 
EPICUREUS: acreditavam que não haviam deuses. Como se fossem ateus. Criam que tudo que existia eram átomos, tudo era apenas matéria. Tudo que dissipava, tornaria depois outra matéria. Para eles não havia consciência. Eles se entregavam a toda sorte de caprichos e desejos.  Demonstravam pouco interesse por política e pela sociedade, e tinham como palavra de ordem "viva o agora". Os epicureus eram materialistas ao extremo. O homem vive como se não houvesse um porvir: importa o aqui, o agora, o imediato. Busca o prazer a todo custo.
 
ESTOICOS: Acreditavam que as pessoas são parte de uma mesma razão universal. Criam que os processos naturais eram regidos pelas leis da natureza e por isso o homem deveria aceitar deu destino. Se mostravam insensíveis a tudo. Filosofia que dá margem à insensibilidade quanto ao sofrimento do próximo e ao próprio sofrimento, sempre utilizando as velhas máximas como desculpa: "Deus assim o quis", "Se Deus quiser" e, por isso, não moviam uma palha sequer para reverter situações adversas.
 
No areópago, chamaram Paulo de paroleiro, tagarela, pregador de deuses estranhos. Não se preocupe se acontecer o mesmo com você. A semelhança é gritante entre os pensamentos em destaque nos dias de hoje e os pensamentos dos epicureus e estóicos daquela época.
 
Certo é que destaco aqui, a lição deixada por Paulo: VÁ, FALE, ENSINE, VIVA CRISTO ASSIM MESMO. Não importa se lhe atacam, ou perseguem, ou ignoram, ou lhe chamem de paroleiro/falador. Muitos desdenharão e dirão: "A respeito disso te ouviremos noutra ocasião." (At 17.32). Mas sempre haverá os "Dionísios" e as "Dâmaris" que crerão (At 17.34).
 
O que aprendi preparando esse estudo é que Cristo jamais poderá ser conhecido pelos relatos, letras, figuras ou símbolos, conceitos, tradições, cerimônias, doutrinação seja filosófica ou religiosa... Não é possível conceitua-lo., nem descreve-lo. Sé há uma maneira de conhece-lo, entende-lo e vive-lo: é através da EXPERIENCIA, do exercício. E esses três elementos: Sinédrio, Forum e Areópago só tiveram uma verdadeira única serventia – proporcionar a oportunidade de enfrentar o medo, as pressões, as oposições, os poderosos, as idolatrias, a pobre sabedoria humana que de nada vale;  de tal modo que esses tribunais serviram de palco e escola para ensinar O Evangelho e testemunhar Cristo.
 
Para compreender tudo isso é necessário TRANSFORMAR PELA RENOVAÇÃO DA MENTE, DO ENTENDIMENTO. Esvaziar do lixo, dos trapos, para sermos preenchidos da verdade que liberta. E a verdade é CRISTO. 
 

Efésios 3: 14-21 “Por esse motivo, eu me ajoelho diante do Pai, de quem todas as famílias no céu e na terra recebem o seu verdadeiro nome. E peço a Deus que, da riqueza da sua glória, ele, por meio do seu Espírito, dê a vocês poder para que sejam espiritualmente fortes. Peço também que, por meio da fé, Cristo viva no coração de vocês. E oro para que vocês tenham raízes e alicerces no amor, para que assim, junto com todo o povo de Deus, vocês possam compreender o amor de Cristo em toda a sua largura, comprimento, altura e profundidade. Sim, embora seja impossível conhecê-lo perfeitamente, peço que vocês venham a conhecê-lo, para que assim Deus encha completamente o ser de vocês com a sua natureza. E agora, que a glória seja dada a Deus, o qual, por meio do seu poder que age em nós, pode fazer muito mais do que nós pedimos ou até pensamos! Glória a Deus por meio da Igreja e por meio de Cristo Jesus, por todos os tempos e para todo o sempre! Amém!”
 
Colossenses 2: 6-10 “Portanto, já que vocês aceitaram Cristo Jesus como Senhor, vivam unidos com ele. Estejam enraizados nele, construam a sua vida sobre ele e se tornem mais fortes na fé, como foi ensinado a vocês. E deem sempre graças a Deus. Tenham cuidado para que ninguém os torne escravos por meio de argumentos sem valor, que vêm da sabedoria humana. Essas coisas vêm dos ensinamentos de criaturas humanas e dos espíritos que dominam o Universo e não de Cristo. Pois em Cristo, como ser humano, está presente toda a natureza de Deus, e, por estarem unidos com Cristo, vocês também têm essa natureza. Ele domina todos os poderes e autoridades espirituais.”
 
 
Fontes: Bíblia Dicionário Bíblico - Editora Didática Paulista Dicionário Bíblico Universal – Buckland Panorama do Novo Testamento – Editora Vida Nova Novo Dicionário da Bíblia – John Davis – Editora Hagnos Wikipédia, a enciclopédia livre Blog O caminho e a Vida – www.ocaminhoeavida.com