12. nov, 2016

FESTAS JUDAICAS

No antigo calendário israelita estão relacionadas três festas (Ex 23.14-17; 34.18-23): a primeira é a Páscoa(celebrava a libertação do Egito), celebrada junto à dos Ázimos ou Asmos; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas. As duas primeiras celebrações foram adotadas pelo cristianismo, porém, a terceira foi relegada ao esquecimento.

Posteriormente no calendário judaico, elas passam a ser chamados de Festa de Peregrinos, porque nestas 3 festas era exigido que todo homem judeu fizesse uma peregrinação até o Templo de Jerusalém. Nos dias de hoje multidões entre 50 a 100 mil pessoas se reúnem aos pés do Muro das Lamentações participando da Benção dos Sacerdotes.

 

FESTA DOS TABERNÁCULOS - TEXTO BASE: (Levítico 23.33-43).

A festa dos Tabernáculos ou Festa da Colheita era originalmente uma festa agrícola, assim como a Páscoa e Pentecoste. . É comemorada no décimo-quinto dia do mês de Tishri, duas semanas após Rosh Hashanah e, usualmente, cai final de Setembro ou princípio de Outubro.

 

CURIOSIDADE: A contagem dos anos judaicos começa no dia da criação do homem, de forma que agora eles estão no ano 5.777, diferente de nós que estamos em 2016 pós Cristo.

 

A palavra “tabernáculo” origina-se da palavra latina “tabernaculum” que significa “uma cabana, um abrigo temporário”. No original hebraico a palavra equivalente é Sucá, cujo plural é Sucot. 

A Festa dos Tabernáculos durava uma semana e durante este período habitavam em tendas construídas com ramos. 

A Festa dos Tabernáculos tinha como objetivo fazer o povo se lembrar do tempo em que morou em tendas, durante a peregrinação pelo deserto, e que Deus o sustentou ali, após havê-lo tirado da escravidão no Egito (Lv 23:33-43) Nesta festa, toda a região próxima a Jerusalém ficava coberta de cabanas ou tendas feitas de ramos de árvores, daí o nome hebraico sucot. Todos os israelitas moravam ali durante aqueles dias. Eram também conhecida como Festa da Colheita ou Festa das Cabanas. Acontecia por sete dias. Era realizada logo após o povo de Deus colher o trigo e recolher os frutos próprios da estação, e em memória à provisão divina, que nunca faltou, mesmo nos momentos mais difíceis que o povo viveu no deserto (Lv23:43) De acordo com a Lei, a cobertura da sucá deve ser feita de tal forma que através dela se possam ver as estrelas. Resulta um teto pelo qual se infiltram a chuva e o vento, mas pelo qual também penetra a luz do sol. A sucá é o modelo de um verdadeiro lar: sem uma estrutura sofisticada, sem decoração luxuosa, mas cheia de calor, tradição e santidade. Um lar deve ter espiritualidade, deve ter uma vista para o céu.

 

A sucá é uma construção rústica cuja cobertura é feita de produtos da terra – fácil de se obter. Inclui ramos, arbustos, palha e mesmo ripas de madeira. Frutas, vegetais e outros alimentos não são usados.  O povo judeu tomou as palavras de Deus em Levítico 23 “habitareis” em seu sentindo literal. Eles interpretaram a palavra “habitar” como significando que se devia comer e dormir na sucá, e não apenas construí-la. O toque das trombetas convocava o povo, que se postava nas ruas para assistir á marcha do sacerdotes que iam ao tanque de Siloé, enchiam uma vasilha de prata de água e depois rumavam para o templo e a derramavam no altar.  Durante 7 dias eram oferecidos  muitos sacrifícios a Deus.

 

CURIOSIDADE:  “O verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1.14). A palavra “habitou” no grego é “Skeneseii” e significa tabernaculou entre nós. Isto é, Jesus veio na sua 1a. vinda para fazer morada no coração daquele que confessa e o recebe como Senhor e Rei, o Salvador!

 

SIGNIFICADO: A palavra Tabernáculo quer dizer habitação portátil, ou seja, que podia ser levada de um lugar para o outro. Durante os dias dessa festa, cada família deveria armar uma tenda ou barraca, e se hospedar ali. Essas tendas eram chamadas sucá (tenda). Por isso, em hebraico, essa festa era chamada sucot. Elas eram feitas de galhos de árvores, folhas de palmeiras e outras plantas. Essas tendas ou barracas eram para os israelitas se lembrassem do tempo em que moravam em tendas, enquanto viajaram por 40 anos, pelo deserto até a Terra Prometida.  Jesus na Festa dos Tabernáculos  A Festa dos Tabernáculos, também conhecida como a Festa das colheitas, era a mais alegre e mais longa de todas as festas bíblicas. “Era uma celebração da graciosa provisão de Deus para os israelitas no deserto, ao término da colheita do ano. Havia um cerimonial de águas corrente (comemorando a provisão de águas no deserto, Nm 20:2-13) e o ritual acender lâmpadas.”  Nos tempos do N.T., os judeus tinham o costume de carregar água do poço de Siloé e despejá-la numa bacia, posta ao lado do altar do sacrifício, todos os dias da festa. Esse fato não é mencionado no A. T. A cerimônia de derramamento de água significava um ato de agradecimento pelas chuvas que proporcionaram boas colheitas durante o ano. Quando Jesus esteve presente na Festa dos tabernáculos, em Jerusalém, no último dia da Festa, declarou: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (João 7:37-38) Jesus declarou ser essa água e afirmou que se os presentes na celebração bebessem da água que Ele oferecia (e ainda oferece), a sede espiritual deles seria saciada. Isso causou grande impacto nos Seus ouvintes. Com o passar os anos, nas noites da Festa dos Tabernáculos, as pessoas se reuniam em frente ao Templo, sob a luz de quatro grandes candelabros. “Essa brilhante iluminação talvez fosse um memorial da coluna de fogo, que guiava o povo de Israel à noite, quando habitava em tendas, durante suas peregrinações pelo deserto. Jesus, pois, é a nova coluna de fogo, que veio iluminar os homens de todo mundo”. Exatamente como Jesus declarou; “Eu sou a luz do mundo” (João 8:12) Com a vinda de Jesus, não precisamos mais celebrar cada ano os sacrifícios que os israelitas tinham que celebrar, pois essas festas eram “sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:17)  

 

APLICAÇÃO NO N.T: Sabemos que quando este tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa eterna nos céus! — Paulo, aos II Corintio 5.

Sou um ser em passagem. Habito um tabernáculo corpóreo que é herança de meus pais.  Entretanto, assim como o corpo deles (de meus pais) é terreno e corruptível, assim é também o meu. Desse modo, estou envelhecendo; e meu corpo vai se desgastando; até que chegue o desgaste final; isso se nenhum acidente atingir o tabernáculo e encurtar seus dias de existência.

 

Todos os dias vemos pessoas partirem para a eternidade. Entretanto, muitos de nós parecemos existir perenemente sob a ilusão da continuidade daquilo que é passageiro. Ou seja: existem no corpo como se o corpo fosse tudo o que existisse e importasse.

Ora, quem assim existe (apenas para o corpo, o tempo e o espaço) jamais terá poder e força para fazer as renuncias e as escolhas que somente acontecem se motivadas pela presença da eternidade em nós.

 

Não há poder para se viver o Evangelho no corpo (único lugar no qual ele deve ser vivido e pode ser vivido) sem que nosso espírito esteja impregnado pela glória da eternidade!

 

Desse modo (todos os dias) deixo às coisas que somente julgam importantes os que pensam que a vida no tabernáculo terreno é a única que existe ou que importa; e, assim, abraço resolutamente os significados de meu edifício eterno, ao invés de sucumbir aos apelos do momento que têm o poder de embotar meu significado eterno.

 

Não adiante alguém tentar se enganar julgando que encontrará sentido para a fé em Jesus apenas na dedicação da vida as coisas deste mundo.  Pois, o reino de Jesus tanto não é deste mundo, como também não vem com visível aparência.

Quem não se gloria na esperança da glória de Deus jamais se gloriará também nas próprias tribulações — conforme a recomendação de Paulo em Romanos 5. Sem consciência da transitoriedade de todas as coisas nenhum de nós jamais se alegrará em Deus na presente existência. Neste mundo somente os que discernem o que não é conseguem obter entendimento a fim de privilegiarem as coisas que são. O que você privilegia? O tabernáculo que se desfaz ou o edifício que não perece?

 

A FESTA DE PENTECOSTES NO ANTIGO TESTAMENTO (Lv 23.15-21)

Pentecostes não é o nome próprio da segunda festa do antigo calendário bíblico, no Antigo Testamento (Ex 23.14-17; 34.18-23). Originalmente, essa festa é referida com vários nomes:

1. Festa da Colheita ou Sega - no hebraico hag haqasir. Por se tratar de uma colheita de grãos, trigo e cevada, essa festa ganhou esse segundo nome. Provavelmente, hag haqasir Festa da Colheita é o nome original (Ex 23.16).

2. Festa das Semanas - no hebraico, hag xabu´ot. A razão desse nome está no período de duração dessa celebração: sete semanas. O início da festa se dá, cinqüenta dias depois da Páscoa, com a colheita da cevada; o encerramento acontece com a colheita do trigo (Dt 34.22; Nm 28.26; Dt 16.10).

3. Dia das Primícias dos Frutos - no hebraico yom habikurim. Este nome tem sua razão de ser na entrega de uma oferta voluntária, a Deus, dos primeiros frutos da terra colhidos naquela sega (Nm 28.26). Provavelmente, a oferta das primícias acontecia em cada uma das três tradicionais festas do antigo calendário bíblico. Na primeira, Páscoa, entregava-se uma ovelha nascida naquele ano; na segunda, Colheita ou Semanas, entregava-se uma porção dos primeiros grãos colhidos; e, finalmente, na terceira festa, Tabernáculos ou Cabanas, o povo oferecia os primeiros frutos da colheita de frutas, como uva, tâmara e figo, especialmente.

4. Festa de Pentecostes. As razões deste novo nome são várias: (a) nos últimos trezentos anos do período do Antigo Testamento, os gregos assumiram o controle do mundo, impondo sua língua, que se tornou muito popular entre os judeus. Os nomes hebraicos - hag haqasir e hag xabu´ot - perderam as suas atualidades e foram substituídos pela denominação Pentecostes, cujo significado é cinqüenta dias depois (da Páscoa). Como o Império Grego assumiu o controle do mundo, em 331 anos antes de Jesus, é provável que o nome Pentecostes ganhou popularidade a partir desse período.

 

Da cerimônia Festa da Colheita ou Semanas ou Pentecostes era uma celebração agrícola, originalmente, realizada na roça, no lugar onde se cultivava o trigo e a cevada, entre outros produtos agrícolas. Posteriormente, essa celebração foi levada para os lugares de culto, particularmente, o Templo de Jerusalém. Os muitos relatos bíblicos não revelam, com clareza, a ordem do culto, mas é possível levantar alguns passos dessa liturgia:

1. a cerimônia começava quando a foice era lançada contra as espigas (Dt 16.9

2. a cerimônia prosseguia com a peregrinação para o local de culto (Ex 23.17);

3. o terceiro momento da festa era a reunião de todo o povo trabalhador com suas famílias, amigos e os estrangeiros (Dt 16.11). Essa cerimônia era chamada de "Santa Convocação" (Lv 23.21). Ninguém poderia trabalhar durante aqueles dias, pois eram considerados um período de solene alegria e ação de graças pela proteção e cuidado de Deus (Lv 23.21);

4. no local da cerimônia, o feixe de trigo ou cevada era apresentado como oferta a Deus, o Doador da terra e a Fonte de todo bem (Lv 23.11).

5. Os celebrantes alimentavam-se de parte das ofertas trazidas pelos agricultores;

6. As sete semanas de festa incluíam outros objetivos, além da ação de graças pelos dons da terra: reforçar a memória da libertação da escravidão no Egito e o cuidado com a obediência aos estatutos divinos (Dt 16.12).

 

A troca do nome da festa Originalmente, a festa recebeu o nome "Festa da Colheita", porque se tratava de uma cerimônia que girava em torno de uma sega de grãos, após o período de formação e maturação. O nome "Festa das Semanas" também faz sentido, porque ele diz respeito às sete semanas de duração da festa quando se processava a colheita de trigo e cevada. Como parte da forte influência exercida pela cultura grega sobre os judeus, a partir do século IV, antes de Cristo, o nome "pentecostes" - cujo significado é "cinqüenta dias depois" - foi usado para substituir o nome da Festa das Colheitas ou Festa das Semanas. O livro Atos dos Apóstolos usa o nome Pentecostes (At 2.1).  Da natureza e do local da festa Originalmente, a festa das Colheitas era agrícola. Era uma reunião de agricultores que se prolongava por sete semanas. O longo tempo de duração da festa e o nome "colheita" sugerem que os agricultores reuniam-se, originalmente, para uma sega em mutirão. Como na época dessa celebração (maio/junho) não há chuva, em Israel, os celebrantes, que moravam longe do local da colheita, se abrigavam em tendas. Contudo, o livro de Deuteronômio apresenta duas novidades à festa: a memória da libertação do Egito e a recomendação de estudar os estatutos (a Torá de Javé) durante as sete semanas de festa. Além disso, ele fornece uma outra informação: o nome da festa para o livro de Deuteronômio é Semanas e o local é o templo de Jerusalém (16.9-12). Quanto ao relato do livro Atos dos Apóstolos, o nome da festa é Pentecostes e o local é a cidade de Jerusalém, não especificando se a reunião foi realizada no Templo ou próxima a ele. Quanto ao número de pessoas presentes à festa, é possível crer que os relatos de Levítico (23.15-22) e Deuteronômio (16.9-12) sugerem um limite máximo de pessoas bem inferior ao número indicado no livro de Atos dos Apóstolos (2.1-13). 

 

APLICAÇÃO NO N.T: ATOS 2 - Jesus disse aos Seus discípulos que permanecessem na cidade até que do alto fossem revestidos de poder.

A cidade era Jerusalém. O poder viria no “centro do poder”, e mudaria o significado de poder para sempre, tirando-o das potestades da religião, e derramando-o como chama divina que, simbolicamente, pousou sobre suas cabeças, mas que, existencialmente, ‘de-fato’, lhes incendiou para sempre a mente e o coração.

 

Galileus falaram em outras línguas e a Babel dos Homens foi confundida pela capacidade do espírito de ser comunicar em qualquer língua.

 

Em Babel(Gen11), as almas se separaram pela arrogância do intelecto. No Pentecoste mostrou-se o caminho da re-comunicação entre os homens: as línguas do espírito.

As pessoas pensam que “Poder do Alto” é a capacidade de exercer poderes psíquicos. Ora, há milhões que têm poderes psíquicos.

 

Jejuam mortificando as forças animais da carne, buscando poder espiritual, que, em geral, não tem nada de espiritual, posto que não vem da fonte do espírito, mas sim dos recursos da alma, e que são muitos.

 

Por isto é possível ver pessoas fazendo certas proezas psíquicas, e, certamente ficam mais aptas a o fazerem quando mortificam alguns desejos do corpo por um tempo, pois, por tais exercícios, a alma concentra sua energia, e quando a deflagra, ela se apresenta como “feito psíquico”, que com muita facilidade é confundido com um ato do espírito.

 

No entanto, o verdadeiro poder espiritual não é curar, nem operar milagres, mas sim se fazer entender num ato do espírito ungido pelo Espírito.  “Elas falavam em outras línguas... e todos os ouviam falar em suas próprias línguas maternas”. O Pentecoste ensina que os homens só se entenderão quando falarem a língua do espírito no Espírito. Antes disso, nada teremos. Além disso, o Pentecoste nos ensina que a natureza essencial desse poder para testemunhar é ser capaz de se fazer entender, e de levar e ser levado pelo Espírito até os berços de cada outro ser, posto que eles os ouviam falando em “suas línguas maternas”.

 

A presença do Espírito faz os homens se entenderem. Onde há entendimento espiritual, aí está o Espírito. Onde não há entendimento espiritual, aí há toda sorte de confusão e discórdia, ainda que os diabos falem todos em “línguas”.  Ora, o que tal entendimento comunica não é algo condicional, mas sim o amor incondicional de Deus. Essa é a Boa Nova. Esse é o Poder. Esse é o Testemunho. Esse é o resultado: entendimento pelo espírito daquilo que nossos pensamentos apenas conseguem separar.

 

JUBILEU ANO DO PERDÃO - (Levítico 25:10) YOM KIPUR 

“Consagrem o qüinquagésimo ano e proclamem libertação por toda a terra a todos os seus moradores. Este lhes será um ano de jubileu, quando cada um de vocês voltará para a propriedade da sua família e para o seu próprio clã.”

O perdão sempre existiu entre o povo de Deus, desde o principio Deus sempre proveu formas de perdoar sua criação. Porem muitos não conseguem perdoar, a si mesmo ou a outros. Por isso é significativo analisar o que os Judeus tradicionais, pensam sobre o perdão. A cultura do perdão atualmente vem sendo desconsidera no oriente médio, mais especificamente na faixa de Gaza, Israel e países vizinhos. A intolerância tem guiado ambas as partes, mas nem sempre foi assim.

 

Entendendo o Jubileu:

O Senhor Deus nunca permitiu desigualdade entre os homens, mas avisou que a ganância, e outros sentimentos adquiridos após a queda do homem e separação do Criador, conduziria o povo a uma forma de jugo desigual, sofrimento, injustiças e por fim aprisionamento dos direitos dados por Deus a cada um de nós. Por isso o Jubileu era, e ainda é para alguns Judeus, tão importante. Entenda-mos melhor: O Yom Kipur – Dia do perdão (Jubileu).

 

Sobre o Dia da Expiação: todo dia era oferecido sacrifícios em favor dos pecados, mas uma vez por ano, o sumo-sacerdote, mediador entre Deus e os homens, oferecia um sacrifício a Deus em favor dos pecados dele e do povo. Se ele saísse vivo dos santo dos santos, o povo sabia que Deus tinha concedido o perdão. Hebreus 9 

 

Após o pecado do bezerro de ouro, Moshê (Moisés) rezou (orou) e, no dia dez do mês hebraico de Tishrei, Deus concedeu pleno perdão ao povo judeu. (Ex 32)  Yom Kipur é o Dia da Expiação, sobre o qual declara a Torá: "No décimo dia do sétimo mês afligirás tua alma e não trabalharás, pois neste dia, a expiação será feita para te purificar; perante Deus serás purificado de todos teus pecados."

 

Portanto os Judeus sempre tiveram em mente a necessidade de arrependimento e perdão. E que é necessária libertação de vidas, pois assim Deus criou a humanidade, livre.

Se houvessem dividas, seriam perdoadas, se houvessem escravos, seriam libertos, ou seja, o perdão atingiria a todos. Mas é claro Deus estabeleceu normas justas para obter-se o Yom Kipur – Dia do perdão. (Veja Levitico 25). Neste dia eles se tornariam um só com Deus, com um vinculo intocável, intransponível ao pecado, não havendo mais obstáculos entre o homem e Deus. O Jubileu nada mais é do que uma das provisões de Deus para que o homem retorne ao caminho da aprovação e salvação divina, ou Teshuvá, porem o Yom Kipur – Jubileu é superior, a expiação não é meramente a remissão da punição pelo pecado; significa também que a alma de um judeu é purificada das máculas causadas pelo pecado. Além disso, não apenas nenhuma impressão das transgressões permanece, como as transgressões são transformadas em méritos. Esta é mais uma provisão de Deus de libertação, acompanhada de verdadeiro arrependimento e não só uma falsa devoção piedosa, ou remorso pelo erro, ou pecado.

O Jubileu religava o homem a Deus, libertando, devolvendo o que foi perdido, vendido, ou tomado. Como por exemplo, para pagamento de uma divida, o devedor deveria dar até mesmo seus filhos como escravos. No Jubileu, estes seriam libertados.

 

APLICAÇÃO NO N.T:  A lei dada aos Judeus (povo primeiramente escolhido por Deus) tem outras implicações, e nos é dada como sombra de algo maior, a provisão sacrificial de Jesus o Cristo de Deus. (Cl 3:17). Jesus é o dia do perdão, todos os dias, escondido N’ele encontra-se a salvação, o perdão representado pelo Yom Kipur, seguindo seus mandamentos encontramos o caminho ou a Teshuvá, pois somente Jesus pode dizer; - “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6). Jesus é o Leão da tribo de Judá, o Messias, a palavra que se fez carne e entregou-se por todos nós, quebrando a barreira do pecado que nos afastava de Deus (Is 59:2).

 

Até hoje é tocado o Shofar (instrumento musical parecido com uma corneta, feito especialmente de chifres), anunciando o ano do Jubileu, porem aqueles que descobriram o segredo sagrado de Deus, Jesus, podem entender o que o apostolo Paulo registrou na carta aos Efésio 3:8-12 (ler), sim não necessitamos mais de liturgias religiosas, leis e datas especificas para obter a salvação, a remissão de pecados ou de um evento especifico para retornar a Deus, podemos e devemos estar apresentando-nos como filhos amados e livres, todos os dias. O Shofar que tocamos hoje se chama Boas Novas do Reino de Deus, em cumprimento a ordem imperativa de Jesus; “Ide, e pregai o evangélio” (Mt 28:19-20). Não ficamos presos a cinco preces do judaísmo, ou a liturgias de rezas repetitivas de religiões orientais ou do catolicismo, não paramos nas obras excelentes, ou simplesmente tratamos a natureza como um deus, nos conectando ao arquiteto do universo como alguns o fazem. Não, nós não precisamos correr como néscios, como amadores, lutando para ter nosso Jubileu. Deus já nos deu Jesus, ele é nosso Jubileu, nossa salvação, ele é o bom pastor, que quer quantidade e qualidade (1 Ti 2:3-4). Não vivemos mais de baixo da lei dada ao povo judeu, através de Moises, pois ela era à sombra de algo maior (Cl 3:13-17), contudo ela não poderia ser substituída ou aperfeiçoada antes de ser cumprida, e é ai que Jesus tem papel fundamental. (Mt 517-20)

 

Quem de nós, ou dos homens e mulheres que já viveram, poderiam cumprir a lei perfeita de Deus? A palavra de Deus garante; - “Se dizemos que não temos pecado, estamos pecando” (1 Jo 1:8). Mas como tomamos consciência do pecado (erro do alvo)? Através da lei (Rm 7:7-8).

 

Jesus é o que Deus definitivamente proveu para a salvação do homem, por isso pode dizer: - “Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.” (Mt 11:28).

 

Hoje não vivemos debaixo da lei, mas sim da graça divina, Cristo nos libertou para que nos sejamos realmente livres, se vivermos debaixo de códigos e leis, anulamos o sacrifício de Jesus, diz o apostolo Paulo aos Gálatas (5:1-2,4). É assim que devemos entender o Jubileu, livramento de cativos, pagamento de dividas, e retorno ao Deus de nossa vida.

 

CONSIDERAÇÕES:

JUBILEU para o mundo cristão não significa apenas compor cinqüenta anos de existência, mas também relembra outros aspectos relatados na Bíblia como instrução ou mandamento de Deus para seu povo. Uma contagem do tempo que ao se completar trazia novidade de vida e libertação, Levítico, Capítulo 25. Jubileu, no hebraico quer dizer “Sonido de trombeta”, um instrumento feito do chifre do carneiro; instrumento através do qual se extraia uma nota musical longa e aguda. Usado para anunciar o ano do Jubileu. O ano do Jubileu correspondia ao primeiro ano depois de sete vezes o ano sabático judaico. Este ano sabático compreendia, por sua vez, o total de sete anos, dentre eles, seis anos se trabalhava a terra e ao completá-los, no sétimo, deviam fazer descansar; descansando tanto a terra como também os trabalhadores.

O ano do Jubileu, por sua vez, era o primeiro ano depois de sete anos sabáticos, ou seja: sete vezes sete anos que é igual a quarenta e nove. No ano seguinte, o qüinquagésimo ano, celebrava-se então, em comemoração solene, o ano do Jubileu, que tinha inicio no dia 10 do mês Tisri, que corresponde, no nosso calendário, ao mês de setembro; era um ano tão importante que o povo comemorava-o com solenidades marcantes, porque no que se diz, trazia o Jubileu que em muito tem haver com JÚBILO. Júbilo que é alegria. Jubileu tempo de celebrar, tempo de festa na alegria do Senhor. Era considerado um ano de resgate. Nele eram observados preceitos tais como: repouso da terra e descanso dos trabalhadores, liberdade de escravos, instituição de normas que regularizassem a negociação de propriedades; resgate de propriedades das famílias; dívidas anuladas e outras mais.

 

O Jubileu lembrava libertação e como tal, sua mensagem já trazia na simbologia a tipificação da chegada do reino de Deus por Cristo Jesus, o libertador. O Senhor Jesus nos deixou um legado grandioso do seu reino e como mensagem escrita disse que veio para cumprir a Lei e não anulá-la, portanto, Ele cumpriu em si mesmo também o Jubileu do Antigo Testamento. Isaías profetizou o “ano aceitável do Senhor” Is. 61-2; e “o ano dos meus redimidos é chegado” Is.63-4. Se lermos atentamente a profecia que fala de Jesus, em Isaias 61:1-3 vê-se claramente, que os benefícios concedidos pelo ano do Jubileu, o Senhor os confirmou e os ampliou ainda mais.  Oferecendo “boas novas aos mansos, restauração aos contritos de coração, liberdade aos cativos, abertura das portas das prisões aos presos e consolação a todos os tristes” Isto é Jubileu hoje!

 

DECRETO DO JUBILEU:

Em Levíticos 25 tem uma lista de bênçãos que Deus promete para aqueles que observam este decreto, também chamado de lei a favor dos pobres, escravos e prisioneiros. Aqui estão algumas delas:

 

- Perdão das dividas: no dia 10 do sétimo mês ao toque do shofar que começava o ano do jubileu, Deus ordenou que toda divida fosse quitada. Seja qual fosse o valor da divida naquele dia era zerada.

 

- Restituição das propriedades: todos que tinham perdidos suas propriedades ou estavam empenhoradas, naquele dia recebiam tudo de volta.

 

- Liberdade para os escravos: todos os escravos eram libertos. 

 

- Bênçãos triplicadas: Deus promete bênçãos triplicadas para quem comemorar o ano jubilar, isto quer dizer que já no início do ano jubilar eles receberiam o equivalente ao salário de três anos.

 

- Segurança: o Senhor promete que eles habitarão em segurança se tão somente obedecer a seus estatutos.

 

- Ano de resgate: Deus deu uma ordem ao seu povo: resgate a terra, resgate os escravos, resgate o pobre, parentes ou resgate a si mesmo. Este era o ano de resgatar tudo que se havia perdido. Então obedeça! Faça deste ano um ano de jubileu e resgate tudo que foi perdido.

 

Tudo isto apontava proféticamente para o dia que o Messias viria proclamar o Jubileu para toda terra.  Quando Jesus voltou do deserto depois de 40 dias de jejum Ele foi à sinagoga como era seu costume e lhe deram o livro do profeta Isaías onde está escrito:

Lucas 4 –  18. O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, 19. e para proclamar o ano aceitável do Senhor. 20. E fechando o livro, devolveu-o ao assistente e sentou-se; e os olhos de todos na sinagoga estavam fitos nele. 21. Então começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu esta escritura aos vossos ouvidos.Jesus foi ungido para proclamar o Jubileu. Tudo que Jesus fazia ou pregava estava de acordo com os padrões do Ano do Jubileu. Jesus era o pregador do Ano do Jubileu. Todo o evangelho Jesus é a proclamação das bençãos do  Ano Jubileu.

 

Jubileu era o melhor ano da vida do povo de Deus em Israel. Quando Jesus ungiu os apóstolos Ele os enviou à proclamar libertação, restauração e restituição de tudo que se havia perdido. Isto é Jubileu! Então somos pregadores do Jubileu.

 

CONCLUSÃO:

O ano do perdão, YOM KIPUR, nos leva ao holocausto do Mestre que foi holocausto de expiação. Isto quer dizer que foi feito fora da cidade, além dos muros da comunidade e que todo animal oferecido não podia ser dividido entre os sacerdotes, toda vítima era queimada, nada aproveitava, era considerada impura. Significa que todas as nossas impurezas foram destruídas na cruz, sacrifícios de bárbaro, significa que nada poderia atingir nosso lar, pois o sacrifício foi feito fora dos muros, afinal passamos pelo YOM KIPUR, o perdão de Deus. A nação judaica sofreu o holocausto de Hitler e nos demais exílios a até hoje há guerras entre seus meio-irmãos exatamente por não entenderem o YOM KIPUR. As religiões passam por problemas entre seus membros pelo mesmo motivo.

 

O ano do jubileu é a festa de maior significado para nós cristãos. A cada 50 anos esta festa trazia segundo Isaias:

 

*o ano aceitável do Senhor,

*amor praticável,

*comunhão exercitada,

*alegria com felicidade,

*saúde, paz, abundância.

 

Nós tivemos o nosso YOM KIPUR no calvário nos dado por Jesus, o Cristo. Além de cumprir a lei humana religiosa “sem derramamento de sangue não há remissão de pecado”, o Mestre ainda cumpre o YOM KIPUR através do holocausto de Expiação, trazendo perdão a humanidade cumprindo (João 3:16).

 

Ele cumpriu toda a lei, nos libertando de qualquer dívida. Foi nosso ano jubileu!

 

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