18. set, 2016

O QUE PODEMOS APRENDER SOBRE JESUS X MONTES

Jesus Cristo e o monte Gerizim 

"E será que, quando o SENHOR teu Deus te introduzir na terra, a que vais para possuí-la, então pronunciarás a bênção sobre o monte Gerizim, e a maldição sobre o monte Ebal." - Deuteronômio 11:29. 

 

Os montes Gerizim e Ebal, situados na serra de Efraim, Palestina, são considerados gêmeos, são muito semelhantes em altura e formas. Na topografia de Israel, ocupam posições estratégicas de defesa. Estão próximos um do outro, separados por um profundo vale onde foi edificada a cidade de Siquém, a moderna Nablus (Juízes 9.7).Ambos foram usados como símbolos da escolha entre o bem e o mal, entre ser obediente e desobediente ao Senhor. Antes de apresentar as leis e mandamentos a que os israelitas deveriam obedecer, Moisés ordenou que assim que o povo tivesse atravessado o rio Jordão, se dirigisse a Siquem e naquele local se dividisse em dois grupos, cada um composto de seis tribos, e fossem um grupo para o Gerizim e outro para o Ebal. Aqueles que estivessem no Gerizim deveriam proclamar as bênçãos de Deus aos israelitas que observassem com fidelidade as leis do Senhor, enquanto que aqueles que estivessem sobre o Ebal deveriam proferir maldições aos infiéis (Deuteronômio 11.29; 27.11-13; Josué 8.30-31). 

 

O MONTE EBAL 

Ebal, no idioma hebraico é "descoberto", "pedra". Considerado célebre, tem 900 metros de altura, fica a mais de mil metros acima do Mediterrâneo, está ao norte do vale de Siquém. É desprovido de vegetação tem solo aridificado e com muitas escarpas. 

O primeiro grande altar foi construído nele (Deuteronômio 27.2-8). Ali foi erigido um memorial em pedras para recordar a chegada dos israelitas na terra prometida depois da vitória sobre as cidades de Jericó e Ai. Os samaritados sustaram a versão que este memorial foi feito no monte Gerizim. 
 

O monte Gerizim 

Gerizim, em hebraico significa "terra estéril", embora se encontre paisagem verde. Um monte de 869 metros acima do nível do mar. mais ao sul do vale de Siquém, defronte do monte Ebal, que faz sombra para a moderna aldeia Nablus, na Cisjordânia. 

Por ter sido o local onde ocorreu os pronunciamentos de bênçãos, é conhecido como o Monte da Bênção. Neste monte foram abertas muitas cisternas para captação de águas das chuvas. Segundo tradição samaritana, diz-se que Abraão teria entregue o dízimo para Mequisedeque neste lugar, e que foi ali que Abraão sacrificaria Isaque, apesar de Gênesis 22.2 apontar como certo o monte Moriá.. 
 
Jotão pronunciou seu apólogo do cume deste monte. E dessa engenhosa maneira incitou Israel a lutar contra o usurpador Alimeleque. Uma saliência, a meio caminho do topo, ganhou o nome de Púlpito de João por conta dessa ocorrência. 
 
Os samaritanos, povo miscigenado através da migração de babilônicos, descendentes das tribos de Manassés e Efraim, circularam bastante por esta região. A mistura de povos provocou sincretismo religioso e causou guerras contra Israel. Moedas encontradas em Nablus apresentam a figura de uma escadaria que conduzia adoradores a um templo dedicado a Júpiter no topo do Gerizim. 
 
Ali contou-se a parábola de Jotão aos homens de Siquém (Juízes 9.7). 

O monte foi venerado pelos samaritanos - que aceitavam apenas Moisés como profeta. O templo samaritano localizava-se neste mesmo monte. Após o exílio babilônico, por volta do ano 400 a.C, foi construído no monte Gerizim o templo de Sambalate (Sambalate (ou Sambalá), o horonita, foi um governador da Samaria, no tempo do Império Aquemênida, por volta da segunda metade do século V a.C.. Foi um dos principais opositores das reformas, e da reconstrução das muralhas de Jerusalém, levadas a cabo por Neemias. (Neemias 4)

Com objetivo de centralizar o culto judaico no local, depois que o genro foi expulso pelo governo persa. O objetivo da construção era tirar a glória do templo reconstruído por Neemias e Esdras em Jerusalém. Segundo o historiador Flávio Josefo, era uma réplica do templo de Israel. E por este motivo os judeus entraram em guerra contra eles e quase os eliminaram. 
 
O templo dos samaritanos foi destruído por João Hircano (foi um sumo sacerdotee membro da dinastia dos hasmoneusque governou a Judeia entre cerca de 135 e 104 a.C. 
No tempo de Antioco IV, o monte Gerizim tornou-se centro político e de culto. Descobertas arqueológicas fez com quem se soubesse que era uma construção suntuosa. A mulher samaritana fez alusão a esse templo ao conversar com Jesus. Na beira do poço de Jacó, ela perguntou para Cristo qual era o lugar correto para adorar a Deus, se no templo em Jerusalém ou no templo situado no monte Gerizim. Jesus respondeu que não era em nenhum dos dois, pois Deus procura adoradores que o adorem em espírito e não fisicamente. (João 4.20). 

Ainda nos dias de hoje o monte Gerizim é endereço de culto. Os remanescentes dos samaritanos celebram ali a Festa dos Tabernáculos, da Páscoa e do Pentecostes. O nome atual do monte é Jebel et-Tor. 

 

Monte Sinai 

O Monte Sinai (também conhecido como Monte Horeb ou Jebel Musa, que significa “Monte de Moisés” em árabe) está situado no sul da península do Sinai, no Egito. Esta região é consideradasagrada por três religiões: cristianismo, judaísmo e islão.  É um pico de granito com uma altitude de2285 metrosonde, segundo a Bíblia e a tradição judaica, Moisés recebeu as Tábuas da Lei. Ao longo dos séculos foram sendo construídos sobre o monte e à sua volta vários locais de culto e acumulados tesouros da cultura religiosa. 


No pico do monte encontra-se a pequena Capela da Santíssima Trindade, construída em 1934 sobre as ruínas de uma igreja do século XVI, onde se pensa que existiriaa sarça ardente– no entanto,o Mosteiro de Santa Catarina, no sopé do monte, clama a mesma localização. Entre a base e o pico, existe uma escadaria escavada na rocha com cerca de 4000 degraus (leva 3 horas a subir), chamada “SikketSaydna Musa”, que significa, em árabe, “O Caminho de Moisés”. 
750 degraus abaixo do pico, existe uma plataforma onde Aarão e os 70 sábios esperaram, enquanto Moisés recebia as Tábuas da Lei (Êxodo 24:14) e uma caverna, chamada “Retiro de Elias”, onde se acredita que aquele profeta passou 40 dias e noites em comunhão com Deus. A noroeste deste ponto, encontra-se o monte Safsaafa, onde viveram eremitas bizantinos, como São Gregório e, logo abaixo deste pico, encontra-se a planície de ar-Raaha, onde os israelitas acamparam enquanto Moisés subia à montanha e onde, depois ergueu o primeiro tabernáculo. 


Esta ligação do Monte Sinai com a Bíblia atraiu muitos peregrinos ao longo dos séculos e uma das mais famosas foi a Imperatriz Helena de Bizâncio, no século IV que fez ali construir uma igreja, a Capela da Sarça Ardente, no local onde ainda se encontra vivo um arbusto de Rubus sanctus, que os monges acreditam ser a sarça ardente original. Imediatamente se estabeleceu ali uma comunidade monástica e, para proteger a igreja e os monges dos ataques de beduínos, o imperador Justiniano I mandou construir uma muralha à volta da igreja, no ano 542 e os edifícios que são hoje o Mosteiro Ortodoxo de Santa Catarina. 

“E Moisés, entrando pelo meio da nuvem, subiu ao monte; e lá permaneceu quarenta dias e quarenta noites”(Êxodo 24:18). Uma das histórias mais conhecidas é o relato do encontro de Moisés com Deus no monte Sinai. Depois de 80 anos de preparação para a tarefa, Moisés foi o instrumento usado por Deus para libertar os israelitas da escravidão no Egito. Como Deus havia prometido para Abraão 400 anos antes, uma nova nação estava sendo formada. A constituição dessa nação não seria redigida por homens e ratificada por um voto popular. A constituição de Israel foi revelada por Deus pela mão de Moisés. 

Depois de Deus humilhar os opressores egípcios com dez pragas devastadoras, Moisés conduziu o povo de Israel, atravessando o mar Vermelho e entrando no deserto de Sinai. Seis semanas depois da última praga, chegaram ao monte Sinai (também conhecido como Horebe), o lugar onde Deus havia falado com Moisés antes deste descer ao Egito (Êxodo 19:1; Êxodo 3:1-6). A aparição de Deus na sarça ardente havia chamado a atenção de Moisés, mas a demonstração do poder divino diante da nação de Israel foi bem maior:“Ao amanhecer do terceiro dia, houve trovões, e relâmpagos, e uma espessa nuvem sobre o monte, e mui forte clangor de trombeta, de maneira que todo o povo que estava no arraial se estremeceu... Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR descera sobre ele em fogo; a sua fumaça subiu como fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia grandemente. E o clangor da trombeta ia aumentando cada vez mais; Moisés falava, e Deus lhe respondia no trovão”(Êxodo 19:16,18,19).  

A voz de Deus pronunciou os princípios fundamentais da constituição da nova nação, uma série de ordenanças que nós conhecemos como os dez mandamentos (Êxodo 20:1-17). O povo temia tanto o poder de Deus que pediu para ficar longe de Deus enquanto Moisés subiria ao monte para receber outras instruções do Senhor (Êxodo 20:18-21). Alguns outros líderes do povo subiram parte do caminho, mas foi o próprio Moisés que permaneceu no monte por 40 dias (Êxodo 24:18). 

Foram quarenta dias nos quais Deus comunicou as coisas que Moisés ensinaria e faria na direção da nação de Israel. Ele deu instruções sobre os sacerdotes e as festas religiosas, sobre sacrifícios e ofertas, e especialmente sobre o tabernáculo, um templo móvel, que Moisés e outros teriam de construir. Deus falou de materiais e medidas para o tabernáculo e todos os seus móveis, e mostrou para Moisés o modelo celestial que serviria como padrão para o tabernáculo (Hebreus 8:5). O tabernáculo e seus pertences foram cópias das coisas do céu (Hebreus 9:23). 

Foram quarenta dias para o povo refletir sobre tudo que havia acontecido. Em poucos meses, eles presenciaram a devastação do Egito pela mão poderosa de Deus, a divisão do mar Vermelho para permitir sua saída da escravidão, milagres que Deus fez pelas mãos de Moisés no deserto e, por último, a demonstração assustadora da grandeza de Deus. O tempo da ausência de Moisés deu uma excelente oportunidade para os israelitas refletirem sobre o Deus que os libertou e suas instruções para o bem do seu povo. 

Foram quarenta dias para o povo demonstrar sua confiança em Deus. A triste realidade da história é que o povo de Israel errou gravemente e foi reprovado. Enquanto Moisés estava no monte, o povo pediu a ajuda de Arão, o irmão de Moisés, para voltar às suas práticas idólatras, desobedecendo abertamente algumas das ordens dadas pelo Senhor poucas semanas antes. 

Foram quarenta dias que revelaram claramente a fraqueza da nova nação. Israel se mostrou espiritualmente carente. Depois do episódio do bezerro de ouro que Arão fez (Êxodo 32:1-10), ficou evidente que a nação, desde os mais simples cidadãos até um dos principais líderes, não conseguiria andar sozinha. Precisavam de Deus, e teriam de reconhecer sua dependência do Senhor. Deus lhes deu mais quarenta dias enquanto Moisés permaneceu outra vez no monte, tempo para se prepararem para fazer o tabernáculo exatamente da maneira que Deus mandou. Depois do grave erro da imagem de ouro, os israelitas se mostraram determinado a fazerem o tabernáculo de Deus para agradar a ele. 

Dois períodos de quarenta dias determinaram a direção da nação de Israel por séculos depois. Deus falou com Moisés no monte Sinai! 

Nesse monte, Moisés recebeu os 10 mandamentos. Encontramos a citação dos 10 mandamentos em Êxodo 20:3-17 e sua repetição em Deuteronômio 5:7-21. 

Jesus encerra e transforma os 10 mandamentos: Veja que os quatro primeiros mandamentos de Êxodo 20 estão representados pelo primeiro grande mandamento de Jesus que refere-se ao nosso amor a Deus; e os seis últimos de Êxodo 20:3-17 estão representados pelo segundo grande mandamento de Jesus, com relação ao nosso próximo. 

Jesus fez mais. Em Mateus 22:37-40, resumiu-os em dois grandes mandamentos: 

“Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. “Este é o grande e primeiro mandamento. “E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” 

Traz ainda a grande lição das Bem Aventuranças para nosso entendimento. Leia e estude também Mateus 5. 

Por fim, Jesus cumpriu a Lei e iniciou com sua morte a dispensação da Graça. Enquanto cumpria a Lei, foi respondendo a todos os equívocos e invenções ali praticados. 

 

 Por Giovana Canal