Estudo bíblico

3. mar, 2017

Parte 04 de 04

IV.       Ocasião e Propósito de 1ª Coríntios

A ocasião imediata da epístola foi a carta que Paulo recebeu da igreja coríntia, e à qual uma réplica era necessária. Conseqüentemente ele escreveu, respondendo questões que lhe foram levantadas, perguntas sobre casamento e celibato, sobre alimento oferecido a ídolos, e provavelmente também sobre o culto público e sobre os dons espirituais. Havia dificuldades na mente dos cristãos coríntios. Paulo escreveu para resolver essas dificuldades.

 

Mas, evidentemente, o que importava muito mais para Paulo era a notícia que lhe chegara independentemente da carta. Havia inquietantes irregularidades na conduta dos crentes de Corinto. Paulo estava preocupado com a “tendência da parte de alguns membros de tornar a ruptura com a sociedade pagã tão indefinida quanto possível... A igreja estava no mundo, como tinha de estar, mas o mundo estava na igreja, como não devia estar”. Tanto efeito essa questão causou a Paulo, que ele gastou seis capítulos tratando dela antes de sequer tocar nas questões sobre as quais lhe tinha escrito.

 

Ele estava preocupado com a s divisões dentro da igreja. Os partidos se haviam formado legando-se aos nomes de Paulo e Apolo ou Pedro, ou até de Cristo. Paulo passa um tempo enorme tratando disso, e é evidente que o julgava coisa séria. Depois, havia um caso de incesto. A igreja, porém, não censurava o ofensor. Provavelmente, como o coloca L. Pullan, “Eles achavam difícil odiar o sensualismo que anteriormente consideravam divinos”. Havia também um espírito contencioso. Alguns membros da igreja tinham de fato buscado a lei com outros, e Paulo achava que isso tinha de ser corrigido. Em seguida, a sua atenção se volta para a impureza sexual. Não se podia permitir a continuação de pecados grosseiros dessa espécie. Primeiramente antes de tudo, 1ª Coríntios é uma carta que visa á reforma do comportamento. 

 

Havendo tratado desses males graves, Paulo se volta para as questões mencionadas na carta a ele escrita. Depois inclui uma passagem magnífica sobre a ressurreição, trazida a lume, ao que parece, pelo fato de que alguns dos coríntios negavam que os mortos ressuscitarão (15:12). O resultado disso tudo é ‘“uma inesgotável mina de pensamento e vida cristã’. Em nenhum outro lugar do Novo Testamento há uma incorporação mais multiforme dos imperecíveis princípios e instintos que devem inspirar cada membro do corpo de Cristo em todos os tempos”.

 

O propósito de Paulo, então, ao escrever esta epístola, é principalmente endireitar desordens que os coríntios encaravam superficialmente, mas que ele considerava graves pecados. Em segundo lugar, escreveu para responder questões que lhe levantaram. Em terceiro lugar, escreveu para ministrar algum ensino doutrinário, particularmente sobre a ressurreição. (Manson vê a epístola como provavelmente escrita contra o cenário de fundo da luta de Paulo “contra os agentes do cristianismo judaico palestino, sob a direta liderança de Pedro, ou agindo em seu nome”. Contudo, embora o artigo de Manson seja muito estimulante, não parece ter estabelecido o ponto que tem em mira). Mas seria um engano considerá-la, por isso, irrelevante para as nossas necessidades. O coração do homem não muda, e os princípios sobre os quais Paulo trabalha são tão importantes para nós quanto para os coríntios do primeiro século. Como Godet o coloca, “a tendência de fazer das verdades religiosas o tema de estudo intelectual em vez de uma obra da consciência e de aceitação do coração, a disposição disso resultante, de nem sempre colocar a conduta moral sob a influência da convicção religiosa, e de dar campo a esta mais num discurso oratório do que no vigor da santidade __ são defeitos que mais de uma nação moderna partilha em comum com o povo grego”. Paulo não apenas trata de problema que têm um modo de reaparecer noutras épocas e regiões; ele nos dá o princípio sobre o qual agir. Ele trata de problemas cotidianos “de um ponto de vista central, e coloca os problemas cotidianos á luz da eternidade.”.

 

Israel Sarlo

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25. fev, 2017

Parte 03 de 04

III.        Subseqüentes relações de Paulo com a Igreja de Corinto.

 

Depois que Paulo saiu de Corinto, a obra de expansão e consolidação da igreja foi levada adiante por Apolo, homem douto oriundo de Alexandria. Este havia estado antes em Éfeso, onde, conquanto batizado somente com o batismo de João Batista, pregara a Cristo. Sua pregação foi ouvida por Áqüila e Priscila, que o tomaram “consigo e, com mais exatidão, lhe expuseram o caminha de Deus” (At.18:26). Armado deste novo conhecimento, Apolo foi para a Acaia, província cuja capital era Corinto. Ali sua eloqüência foi empregada para demonstrar “por meio das Escrituras que Cristo é Jesus” (At.18:28). Parece que é este o sentido do grego (embora a VR diga, “Jesus é o Cristo”). A expressão implica em que o pregador e os ouvintes esperavam igualmente a vinda do Messias (Cristo). Mas Apolo podia dizer: “O Messias que esperais é Jesus.”

 

Muitas vezes se tem dito que Apolo usou o método alegórico de interpretação da Escritura. Pode bem ser que o tenha feito, mas a única prova é que ele vinha de Alexandria, ninho paterno da interpretação alegórica. Seja, porém, qual for o seu método, quase certamente diferia do de Paulo. A prédica de Paulo tinha estudada simplicidade (1Co 2:2-4); a de Apolo era provavelmente retórica em alto grau (At.18:24, Paulo fala de Apolo como continuando a obra que ele iniciara (1Co 3:6,8). Mas a diferença na apresentação era suficiente para produzir certo  partidarismo da parte de alguns coríntios (Nestas cidades, com as suas populações móveis, ávidas e excitáveis, paixões de alguma espécie são, não apenas um traço comum, mas quase uma necessidade social... Com diz Renan... Basta que haja dois pregadores, ou dois mestres, numa das pequenas cidades da Europa meridional, e logo os habitantes ficam em lados opostos quanto a qual é o melhor dos dois mestre, podem estar nas melhores relações; isso de modo algum impede que os seus nomes sejam transformados em grito de guerra dos partidos, e o sinal para deflagrar veementes dissensões. Proctor observa que o processo teria sido auxiliado pela multiplicidade de raças em Corinto).

 

Algum tempo depois, Paulo escreveu uma carta aos coríntios, carta que sumiu. A prova  da sua existência acha-se em 5:9, onde Paulo diz que anteriormente escrevera uma carta dizendo aos crentes que não se associassem “com os impuros” (AV: “com os fornicários”; ARC: “com os que se prostituem”). Não sabemos mais nada sobre essa carta, ou sobre como Paulo veio a escrevê-la. Alguns eruditos acham que parte dela está preservada em 2ª Co.6:14; 7:1. Se, como é provável, esta hipótese deve ser rejeitada, a carta desapareceu inteiramente. Isto não tem por que causar surpresa. A referência de Paulo a ela em 5:9 mostra que fora mal compreendida. Mencionou-a apenas para eliminar um falso conceito quanto ao que ela queria dizer. Assim, a carta mais recente substitui com vantagem a anterior, e, por conseguinte, não havia propósito em preservá-la.

 

Houve depois contatos mantidos por Paulo com certos coríntios. Gente da casa de Cloe levou-lhe notícias da existência de facções na igreja (1Co 1:11). Foi-lhe enviada uma carta a igreja (1Co 7:11), presumivelmente levada por Estéfanas, Fortunato e Acaico (1Co 16:17). Conseqüentemente, Paulo se dispôs a escrever á igreja. A carta que conhecemos como 1ª Coríntios é o resultado. Desta carta aprendemos que nem tudo ia bem na igreja coríntia. Há algumas coisas que ele diz com muita fraqueza. Paulo evidentemente percebeu que a situação estava começando a agravar-se, pois resolveu mandar Timóteo, e de fato o mandou antes de expedir 1ª Coríntios (ver 4:17; 16:10,11). Que Timóteo fez apenas uma breve visita é indicado pelo fato de que ele se juntou a Paulo na saudação de 2ª Coríntios. Ao tempo em que aquela carta foi escrita, ele estava de novo fora da cidade (a menos que, como é possível, ele nunca tenha chegado lá). Mas Timóteo não pôde fazer muita coisa.

 

A situação piorou, em vez de melhorar. É curioso que não temos informação quanto á causa exata do problema. Pode Ter sido uma ou outra das questões mencionadas em 1ª Coríntios. Não sabemos. Mas evidentemente envolvia uma negação da autoridade de Paulo. Paulo achou necessário deixar a sua obra em Éfeso e fazer corrida visita na tentativa de endireitar as coisas. Alguns duvidam que esta seja uma boa reconstrução dos eventos, mas certas passagens de 2ª Coríntios tornaram-na bem segura. Assim, diz Paulo: “Eis que pela terceira vez estou pronto a ir ter  convosco...” (2ª Co. 12:14), enquanto que em 2ª Co.13:2 olha retrospectivamente para “quando estive presente pela segunda vez” (RV; ARA). Quando essas palavras foram escritas, é patente que tinha sido feita uma visita adicional aquela quando a igreja fora fundada. As palavras não se referem, como algum têm sustentado, ás intenções de Paulo, antes que uma visita concretizada. Como Moffatt convincentemente argumenta: “Contra pessoas que suspeitavam da sua coerência e boa vontade, teria sido pouco útil alegar que ele estivera sinceramente intencionada a vir, que estivera pronto para visitá-lo”. Deve  Ter-se referido a uma visita feita. As suas referências a vir de novo em tristeza ou pesar (ex. 2ª Co.2:1) indicam a natureza desagradável daquela visita.

 

Alguns especialistas situam esta visita antes de ser escrita a 1ª Coríntios, mas não foi exposta boa razão para isso. Essa epístola parece implicar somente numa visita anterior, aquela durante a qual foi fundada a igreja (ex. 2:1; 3:2; 11:2). Outra visita é prenunciada (4:19), mas não é ainda fato consumado. O conhecimento q eu Paulo tinha das coisas de Corinto não era pessoal, mas derivava da casa de Cloe (1:11; cf.5:1; 11:18), e de uma carta da igreja coríntia (7:1). Evidentemente a Segunda visita foi uma coisa muito penosa. O tom geral de 1ª Coríntios é inexplicável depois de uma visita dessa. Parece muito mais de acordo com a evidência pensar na situação implicada em 1ª Coríntios como em processo de deterioração depois do recebimento dessa carta. Assim, a visita penosa tornou-se necessária.

 

Embora esta visita tenha evidentemente produzido algumas falas francas, não conseguiu normalizar a situação. Paulo  partiu de Corinto profundamente inquieto. T.W. Manson  acha que ele foi para a Macedônia. Nega que de Éfeso fosse feita uma visita apressada, e sugere que Paulo concluiu a sua obra nessa cidade e depois deu prosseguimento a seu plano esboçado em 2ª Co 1:15 ss.. A vantagem disso é que elimina a necessidade de pressupor uma visita partindo de Éfeso. A desvantagem é que para levar Paulo a Trôade (2ª Co 2:12), ele tem que pressupor uma expedição especial feita na região de Trôade. Também que em 2ª Co 1:15 ss. Paulo fala do plano como se tivesse sido abandonado, não como se ele tivesse começado a pô-lo em execução. Parece melhor pensar na visita penosa como uma interrupção do ministério entre os efésios, de sorte que agora voltou para Éfeso.

 

Paulo resolveu escrever outra carta. Tinha esta obviamente um tom muito severo, e lhe custou muito escrevê-la (2ª Co 2:4; 7:8). Se não tivesse obtido sucesso, pode-se conceber que significaria uma ruptura final entre Paulo e esta igreja que ele fundara. Como a primeira carta que escrevera aos coríntios, esta carta severa também se perdeu, a não ser que, como pensam alguns estudiosos, parte dela esteja preservada em 2ª Co 10-13 (há irresistível razão para crer que 2ª Coríntios 10-13 é parte da severa carta e que 2ª Co1-9 é uma carta posterior. Por outra lado, diz: “as cartas antigas tinham bem segura proteção contra esses entrelaçamentos acidentais, no fato de que o endereçamento da carta ficava no reverso do papiro. Isso tornaria difícil tomar acidentalmente uma parte de uma carta por outra carta, e um editor que sem bases visíveis fizesse duas cartas de quatro seria uma figura estranha, especialmente se ele suprimisse da carta intermediária a matéria essencial referida em 2º Co 2 e 7, e ainda usasse um fragmento dessa carta em 2ª Co 10-13. Daí, devemos contentar-nos com a perda dessas duas cartas, a saber, a primeira, original, e a terceira, intermediária). Pelo que se vê, a carta foi levada por Tito,  que deveria voltar via Macedônia e Trôade. Paulo estava impaciente para saber como ela fora recebida. Foi a Trôade, mas, não encontrando Tito, não pode ficar em paz ali. Fez a travessia para a Macedônia (2ª Co 2:13, 13. Ali o encontrou Tito, com as boas novas de que tudo estava bem (2ª Co 2:14 ss.; 7:6 ss.). Em sua grande alegria, Paulo escreveu a carta que denominamos 2ª Coríntios. É quase certo que ele visitou a igreja logo em seguida.

 

Desta forma, temos conhecimento de três visitas feitas por Paulo a Corinto: 

1.         Quando foi fundada a igreja.

2.         A visita penosa.

3.         Uma visita depois de ter sido enviada 2ª Coríntios.

 

Houve quatro epístolas: 

1.         A Carta “Anterior”.

2.         1ª Coríntios

3.         A Carta Severa.

4.         2ª Coríntios.

 

Uma discussão mais pormenorizada desta estruturação pertence com maior propriedade à introdução de 2ª Coríntios. Basta aqui anotar prova suficiente para colocarmos 1ª Coríntios em sua posição própria na seqüência dos procedimentos de Paulo para com a igreja de Corinto.

 

Israel Sarlo

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18. fev, 2017

Parte 02 de 04

II.         Paulo em Corinto

Para melhor compreensão do contexto vamos percorrer a viagem de Paulo à Corinto. Para tanto, usaremos algumas referencias fora de 2ª Corintios.

 

Quando Paulo chegou em Corinto pela primeira vez, estava experimentando grande desânimo. Tivera em Filipos um começo prometedor esmagado pela oposição de Judeus fanáticos. A mesma coisa acontecera em Tessalônica e em Beréa. Em Atenas tivera pouco sucesso. Não admira que quando foi para a ocupada, orgulhosa e intelectual Corinto, fosse “em fraqueza, temor e grande tremor” (1Co 2:3). Seus companheiros nessa viagem missionária, Silas e Timóteo, estavam ocupados na Macedônia, de modo que, provavelmente, Paulo estava sozinho, o que não tornaria as coisas nada mais fáceis.

 

Chegado a Corinto, hospedou-se com Áquila e Priscila, judeus que tinham sido expulsos de Roma mediante um decreto do imperador Cláudio, e, como Paulo, fabricantes de tendas por profissão. Quando Silas e Timóteo se juntaram de novo a ele, trouxeram-lhes notícias de que, a despeito de toda a oposição, os conversos de Paulo em Tessalônica permaneciam firmes. Paulo viu que, apesar das dificuldades e de desencorajamento que enfrentara, a bênção de Deus pousava sobre a obra que ele realizara. As notícias lhe deram novo ânimo, e ele se entregou á proclamação do Evangelho com renovada energia. “Paulo se entregou totalmente á palavra, testemunhando aos judeus que o Cristo é Jesus” (At.18:5).

 

Contudo, a sua pregação não se provou aceitável para os judeus, e ele foi constrangido a abandonar a sinagoga.  Não com muito tato, foi á casa de Justo, contígua á sinagoga (Deve-se admitir que ele escolheu uma localização que não tinha a probabilidade de evitar aborrecimento, conquanto tivesse a vantagem de ser facilmente encontrada pelos tementes a Deus que anteriormente freqüentavam a sinagoga), casa que aparentemente veio a ser a sua nova base para a pregação (Parece que é este o sentido de At. 8:7, e não que deixou de morar com Áqüla e Priscila, passando a morar com Justo). “O principal da Sinagoga”, um tal de Crispo, creu, juntamente com toda a sua casa (At.18:8). Mas estes são os únicos judeus convertidos em Corinto, de que lemos em Atos (a menos que Áqüila e Priscila se tenham convertido lá), e é em harmonia com isto que não figuram nomes judaicos nas epístolas aos coríntios. (É possível que haja outro judeu. O Sóstenes que se uniu a Paulo e a Timóteo na a saudação (1Co 1:1) pode ser “o principal da Sinagoga” de At.18:7). Mas isso está longe de se poder dizer com certeza.). Mas muitos coríntios creram e foram batizados. Paulo foi encorajado por uma visão (talvez ao tempo da sua expulsão da sinagoga) que lhe assegurou que Deus tinha “muito povo nesta cidade” (At.18:10). Ele ficou em Corinto coisa de dezoito meses, e evidentemente fez muitos conversos. Não se nos fiz expressamente, mas parece provável que ali, como em qualquer outra parte, a grande massa dos crentes veio da classe de pagãos devoto que se haviam ligado frouxamente á sinagoga. Estavam insatisfeitos com a vida pagã e com a moralidade pagã. Sentiram-se atraídos pela moral elevada e pelo monoteísmo puro dos judeus, mas repugnava-lhes o nacionalismo estreito deles, e algumas das suas práticas rituais, como por exemplo a circuncisão. Essas pessoas, de modo geral, deram calorosas boas vindas ao cristianismo. Viram nele uma fé que as satisfazia, e que estava livre das coisas que achavam objetáveis no judaísmo. Alguns dos conversos eram pessoas de recursos. Gaio é mencionado em Rm.16:23 (carta quase certamente escrita de Corinto) como “meu hospedeiro e de toda a igreja”. O mesmo versículo se refere a Erasto como “tesoureiro da cidade”. Se estamos certos, considerando (1Co 1:11) Cloe como conversa coríntia, ela foi uma mulher rica, dona de escravos, e com interesses em Corinto e em Éfeso (mas, talvez fosse, com maior probabilidade, uma efésia com interesses em Corinto). Não é provável que fosse procedente das classes mais altas. O nome “Cloe”) era um epíteto de deusa Deméter. Geralmente os que tinham nomes de divindades eram escravos ou libertos; conseqüentemente, na maioria os comentadores acham que Clóe era uma liberta, embora rica. As referências de Paulo a alguns crentes envolvidos em litígios e freqüentadores de banquetes particulares apontam para libertos, e homens de recursos. Mas, a despeito destes exemplos, o maior volume dos crentes era proveniente das camadas sociais inferiores, como ele salientou em 1 Co 1:26 e seguintes.

 

Por toda a Grécia, Paulo viu que, tão logo sua missão parecia propensa a obter sucesso, os judeus levantaram oposição (“Ele não era apenas um fariseu renegado que acreditava num Messias, mas um homem assim e de sucesso” diziam todos, daí era o que eles achavam impossível perdoar). Corinto não constitui exceção. As epístolas aos tessalonicenses, quase certamente escritas de Corinto, mostram algo da determinada oposição que  ele estava experimentando (1ª Ts.2:15; 2ª Ts.3:1,2). Ele foi compelido a parar de pregar na sinagoga. Mas tarde, os seus inimigos o levaram perante o procônsul Gálio, acusando-o de persuadir os homens a “adorar a Deus, por modo contrário a lei” (At.18:13). Gálio depressa viu que Paulo não era transgressor da lei, mas que a contenda era puramente religiosa. Por conseguinte, destituiu o caso, e Paulo ficou livre para continuar a sua obra sem embaraços. Da duração da sua estada, deduzimos que ele considerava a sua missão em Corinto como possivelmente a mais importante que até então empreendera.

 

Israel Sarlo

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12. fev, 2017

Preparamos um estudo especial sobre II CORÍNTIOS. O material está dividido em 02 grupos:

1) HISTÓRICO e

2) TEOLÓGICO.

 

O grupo 1 (histórico) foi dividido em 04 partes. Abaixo consta a parte 01/04 para ser estudada.

 

Parte 01 de 04

O pensamento central das ESCRITURAS é que Deus deseja trabalhar a Si mesmo em Cristo, por meio do Espírito, para dentro de nós, de tal forma que Deus e nós, nós e Deus, possamos ser um em vida, em natureza e no Espírito. A Segunda Epístola aos Coríntios é a carta mais profunda da Bíblia a revelar-nos experimentalmente este desejo. É a carta voltada muito mais para o desfrute e experiência subjetivos de Cristo do que para a doutrina.

 

Segunda Coríntios também mostra que pode ser considerada como uma autobiografia do apóstolo Paulo. Se alguém deseja conhecer que tipo de pessoa Paulo era, precisa ir a essa carta. Nela vemos o retrato de uma pessoa que vivia no espírito. Para desfrutarmos experienciarmos Cristo de uma maneira rica, precisamos ser pessoas no espírito, conforme simbolizado pelos dez aspectos em IIª.Coríntios:

 

1-         Cativos,

2-         Cartas,

3-         Espelhos,

4-         Vasos;

5-         Embaixadores;

6-         Cooperadores,

7-         Templos,

8-         Virgens,

9-         Os que amam a igreja e

10-       Os que experimentaram Cristo.

 

É por todos esses aspectos que podemos ser completamente trabalhados por Deus e com Deus e ser constituídos ministros da nova aliança para a edificação da igreja. É nossa esperança que o professor e aluno ore muito para ser levado á realidade subjetiva das riquezas de Cristo, conforme revelado em IIª Coríntios.

 

INTRODUÇÃO: __ (Histórica)

I.          Cenário de Fundo

A posição geográfica de Corinto, numa estreita faixa de terra entre o Golfo do Corinto e o Golfo Sardônico, era a sua garantia de prosperidade comercial. Os comerciantes e os navegante preferiram enviar as suas mercadorias através do istmo a arriscar-se á longa viagem rodeando os cabos rochosos e invadidos por tempestades ao sul do Peloponesco. (No caso dos grande navios, isso tendo que significar a baldeação das cargas. Os navio menores eram puxados através do istmo (Istmo: Faixa estreita de terra que liga uma península a um continente ou duas porções de um continente)  “por meio de uma linha de bonde para barcos, com carros de madeira” Nero tentou abrir um canal, mas sem sucesso. O canal segue o curso planejado por Nero). Era um ponto de parada natural na rota de Roma para  o Oriente, e o lugar onde se encontravam várias rotas do comércio. A antigo Corinto foi totalmente destruída pelo romano L.Mummius Achaicus, em 146 ªC. Mas quando, um século mais tarde, a cidade foi reerguida como colônia romana, reconquistou rapidamente muito da sua grandeza anterior.

 

Como a nova cidade era colônia romana, naturalmente os seus habitantes eram romanos, no início. Os gregos pareciam por um tempo relutantes em estabelecer-se ali, mas eventualmente retornaram em grande número. A cidade atraiu também homens de muitas raças orientais. Incluía-se entre eles uma população judia bastante numerosa para ter uma sinagoga (At.18:4). O elemento romano da população é ilustrado pelo número de nomes latinos associados a Corinto no N.T., tais como Lúcio, Gaio, Tércio, Erato, Quarto (Rm.16:21-13), Crispo, Tício Justo (At.18:7,8), Fortunato, e Acaico (16:17). Mas o modo como os hábitos gregos de pensamento se tornaram dominantes é revelado pelas questões levantadas nas correspondência de Paulo com os corintos, e pela maneira como são tratados. Edwards diz de Corinto: “Das cidades gregas a menos grega, era por esse tempo a menos romana das colônias romana.” Era uma cidade em que “gregos, latino, sírios, asiáticos, egípcios e judeus, compravam e vendiam, trabalhavam e folgavam, brigavam e se divertiam juntos, na cidade e nos seus portos, como em nenhuma outra parte da Crécia. Aliás, Corinto foi a primeira cidade da Grécia a admitir os jogos gladiatórios”.

 

A velha Corinto fora de licenciosidade proverbial, e esta confusão de raças apressaria o processo pelo qual a nova Corinto adquirisse também uma reputação malsã. Diz ªM. Hunter que no período neo-testamentário, na mente popular Corinto sugeria “cultura e cortesãs. ... ‘Palavras coríntias’ era expressão que implicava em pretensões a filosofia e letras, e ‘corintianizar’ era uma forma polida de dizer em grego ‘ir para o diabo’” (Isto pode ser ilustrado com o fato de que, em conexão com o culto de Afrodite, havia 1000 prostitutas sagradas, santas, na velha Corinto.) Como tudo isso, porém, a cidade tinha grande prestígio. Era populosa. O comércio fluía por ela, e a cidade prosperava materialmente. Era a capital da província romana da Acaia. Os Jogos Ístmicos eram celebrados ali perto, e sob a égide da cidade. Eram convocados os mais excelentes atletas.

 

Portanto, a cidade á qual Paulo foi pregar o Evangelho era um lugar muito cosmopolita. Era uma cidade importante. Era intelectualmente viva. Era materialmente próspera. Era moralmente corrupta. Os seus habitantes eram pronunciadamente prósperos a satisfazer os seus desejos, fossem de que espécie fossem. Nas palavras de Von Dosbscüstz: “O ideal dos coríntos era o atrevido desenvolvimento do indivíduo. O negociante que conseguia lucro por todo e qualquer meio, o amante de prazeres que se entregava a toda luxúria, o atleta acerado para todos os exercícios corporais e orgulhoso de sua força física, não os verdadeiros tipos coríntos, num mundo em que o homem não reconheci nenhum superior e nenhuma lei, senão os seus desejos.

 

Alguns têm achado que foi o lado mau de Corinto que induziu Paulo a pregar ali. Uma cidade tão corrupta precisava da influência purificadora do Evangelho. Conquanto isto não houvesse de estar fora da mente do apóstolo, a probabilidade e a de que a consideração exaustiva foi a situação geográfica da cidade. Era o centro do qual o Evangelho poderia irradiar-se para as regiões vizinhas. Havia uma grande população flutuante. Negociantes e viajantes costumavam ficar ali alguns dias, e pôr-se a caminho. Qualquer coisa apregoada em Corinto podia estar segura de ampla disseminação.

 

Israel Sarlo

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5. fev, 2017

A SUA FREQUÊNCIA É RESPONSÁVEL POR SUA ESTABILIDADE OU NÃO.

 

Todas as vezes que positiva ou negativamente criticamos a alguém entramos imediatamente na frequência desta pessoa. Todas as vezes que nos sentimos pra baixo, doente, físico, sentimental e financeiramente, com ódio, vontade de vingar..., pois bem, estes sentimentos nos levam ao que chamamos de baixa-imunidade Psicológica. Portanto, o “orar e vigiar” significa observar severamente os sentimentos, eles são energias, são massas que corporificados fazem mal a ALMA (psique) e o universo responde com a colheita exata, conforme a sua semente "... o que plantamos colhemos". Assim nos diz Paulo a Carta aos Galatas.

 

Está em nós atrairmos ENERGIA NEGATIVA ou POSITIVA; depende de nossas EMOÇÕES e HUMOR. Portanto, cuide de sua MENTE, pois ela é responsável por sua VONTADE e EMOÇÕES. Seu DIAPASÃO é que capta a harmonia ou desarmonia de seu universo corpóreo.

 

Cuidado para você não entrar na frequência (sintonia) “de rádio” dos alheios, pois assim, você estará assumindo a vida deles, a qual nunca caberá na sua. Alguma coisa vai faltar ou sobrar. Não entre e nem permaneça na FREQUÊNCIA (sintonia) alheia, mantenha sua individualidade, sendo a unidade como MEMBRO DO CORPO DE CRISTO.

 

A crítica destrutiva é como veneno, mata. A construtiva é como remédio, o paciente usa, embora não goste, mas precisa curar-se. O Mestre e apóstolos usaram muito deste dispositivo e sabemos do resultado na vida deles. Se você conhece as ESCRITURAS, descobrirá o preço pago, tanto pelo MESTRE como pelos APÓSTOLOS e hoje, A IGREJA vem pagando por CRÍTICAS POSITIVAS e será compensada por isto trazendo ABUNDANCIA para seus membros.

 

Acompanhe nossos estudos sobre 2 Corintios, abordaremos esse tema e outros bem contagiantes e transformadores.

 

Israel Sarlo

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