22. jan, 2017

ESCOLA PROFÉTICA – João Batista

Se vamos falar das grandes aulas da ESCOLA DOS PROFETAS, nada mais justo começar com o último PROFETA INSTITUCIONAL – JOÃO BATISTA. Após ele, os PROFETAS que vieram, vieram pelo DOM e não pelo MINISTÉRIO PROFÉTICO.

 

João Batista era um homem contundente, polêmico para seu tempo. Veio abrindo o caminho para seu primo de sangue, JESUS.

 

Filho de Isabel, João batista tornou-se um homem rude, do deserto, pregava aquEle que viria pós ele e que segundo ele não era digno de desamarrar suas sandálias. Foi ele que batizou o MESTRE JESUS nas margens do RIO JORDÃO e foi testemunho do TESTEMUNHO dado por Deus ao seu filho batizando: “Eis o meu FILHO amado e nele tenho prazer”.

 

Neste episódio do batismo, João sai de cena para a entrada do MESTRE que inicia sua vida pública indo para o deserto levado pelo espírito.

 

João era um grande homem como foi também grande o seu MINISTÉRIO de PROFETA, no entanto, maior e mais importante foi aquEle que teve o privilégio de abrir caminhos – JESUS. Está escrito em Mateus 11:11: “... entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista; mas o menos no REINO DOS CÉUS é maior do que ele”. Sim, João Batista era grande entre os nascidos de mulher, mas os nascidos no REINO que ele viera apregoar seriam e são maiores que ele, João o último profeta.

 

João não tinha total clareza do papel do Messias e em seus últimos dias de vida pediu que seus seguidores certificassem se realmente o homem que havia batizado era realmente o MESSIAS: “Quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo mandou por seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outros?” (Mt. 11:2). João estava prestes a ter sua cabeça tirada de seu corpo exatamente por expor os erros do rei Herodes e este manda servir sua cabeça em uma bandeja numa festa.

 

Mas o que destaco deste mestre fantástico em sua passagem como exímio profeta em sua ESCOLA PROFÉTICA? “No décimo quinto ano do reinado de Tibério Cesar, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca do Galiléia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconides, e Lisânias, tetrarca de Abilene, sendo sumo sacerdotes Anás e Caifás, veio a PALAVRA DE DEUS a João Batista, filho de Zacarias, no deserto. Ele percorreu a circunvizinhança do Jordão, PREGANDO BATISMO DE ARREPENDIMENTO para remissão de pecados, conforme está escrito no LIVRO DAS PALAVRAS DO PROFETA ISAÍAS” (Mt. 3:1-3. Notem que João era filho de Zacarias e tinha título de PROFETA, isto é, tinha um pé no templo de Deus e outro no palácio do rei).

 

Mas o que nos leva a escrever sobre este PROFETA é exatamente uma de suas maiores loucuras, isto é, quando ele fere profundamente a estrutura religiosa que tinha e até hoje tem, Abraão como sua base máxima. Também porque feriu ao rei apontando seu pecado diante da TORÁ. Foi neste conflito total, isto é, João Batista contra o rei e seu pecado e lançando verdades sobre os sacerdotes Anás e Caifás que as coisas se voltaram contra o PROFETA.

 

João fala: “... Raças de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos do arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a ABRAÃO; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos de ABRAÃO” (Lc. 3:7, 8).

 

Percebam, João está pregando exatamente para fariseus e saduceus (Mt. 3:7), as duas correntes religiosas mais fortes do judaísmo e estas correntes ouvindo João Batista dizer que Deus podia tirar das pedras filhos de seu grande PATRICARCA ABRAÃO, ficaram loucos e este dito, sem dúvidas, vieram aos ouvidos dos sacerdotes.

 

Terminando seu caloroso discurso dizendo: “Já está posto o machado à raiz das árvores (está falando das muitas religiões que entre si lutavam sob a sombra da Torá); toda árvore, (a religião, agora no singular), pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Mt.3:10).

 

Seqüência do texto vem mais ensino e ao mesmo tempo o que identifica o bom professor – a humildade. Ele fala de seu batismo como testemunho para o arrependimento, BATISMO NAS ÁGUAS, e fala logo após, sobre o outro BATISMO que seria feito por aquEle que viria após ele – JESUS que BATIZARIA COM FOGO e com o ESPÍRITO SANTO. É importantíssimo este BATISMO, pois ele significa a PALAVRA CRISTO, isto é, UNÇÃO.

 

Todo religioso que tem seu BATISMO NAS ÁGUAS, apenas mostra arrependimento do que fez por julgar sua vida toda errada, não dando certo e por isto, para melhoria de vida, entra nos templo e se dá a todas as formalidades e assim pensa que toda sua vida estará protegida dos erros cometida por ele e que venha a cometer. Mas o BATISMO NO ESPÍRITO SANTO é um batismo em nosso ESPÍRITO HUMANO, isto é, um despertamento. Assim como a água banha o corpo dando assim testemunho público de aceitação a Deus, o batismo no ESPÍRITO SANTO banha o espírito humano impossibilitado de agir por ordem de nosso LIVRE-ARBÍTRIO e declarando o nosso NOVO NASCIMENTO.

 

“A SUA PÁ, ELE TEM NA MÃO E LIMPARÁ COMPLETAMENTE A SUA EIRA; RECOLHERÁ O SEU TRIGO NO CELEIRO, E QUEIRMARÁ A PALHA COM FOGO INESTINGUIVEL” (Mt. 3:12).

 

Israel Sarlo

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