12. fev, 2017

II CORÍNTIOS – Parte histórica – Aula 01

Preparamos um estudo especial sobre II CORÍNTIOS. O material está dividido em 02 grupos:

1) HISTÓRICO e

2) TEOLÓGICO.

 

O grupo 1 (histórico) foi dividido em 04 partes. Abaixo consta a parte 01/04 para ser estudada.

 

Parte 01 de 04

O pensamento central das ESCRITURAS é que Deus deseja trabalhar a Si mesmo em Cristo, por meio do Espírito, para dentro de nós, de tal forma que Deus e nós, nós e Deus, possamos ser um em vida, em natureza e no Espírito. A Segunda Epístola aos Coríntios é a carta mais profunda da Bíblia a revelar-nos experimentalmente este desejo. É a carta voltada muito mais para o desfrute e experiência subjetivos de Cristo do que para a doutrina.

 

Segunda Coríntios também mostra que pode ser considerada como uma autobiografia do apóstolo Paulo. Se alguém deseja conhecer que tipo de pessoa Paulo era, precisa ir a essa carta. Nela vemos o retrato de uma pessoa que vivia no espírito. Para desfrutarmos experienciarmos Cristo de uma maneira rica, precisamos ser pessoas no espírito, conforme simbolizado pelos dez aspectos em IIª.Coríntios:

 

1-         Cativos,

2-         Cartas,

3-         Espelhos,

4-         Vasos;

5-         Embaixadores;

6-         Cooperadores,

7-         Templos,

8-         Virgens,

9-         Os que amam a igreja e

10-       Os que experimentaram Cristo.

 

É por todos esses aspectos que podemos ser completamente trabalhados por Deus e com Deus e ser constituídos ministros da nova aliança para a edificação da igreja. É nossa esperança que o professor e aluno ore muito para ser levado á realidade subjetiva das riquezas de Cristo, conforme revelado em IIª Coríntios.

 

INTRODUÇÃO: __ (Histórica)

I.          Cenário de Fundo

A posição geográfica de Corinto, numa estreita faixa de terra entre o Golfo do Corinto e o Golfo Sardônico, era a sua garantia de prosperidade comercial. Os comerciantes e os navegante preferiram enviar as suas mercadorias através do istmo a arriscar-se á longa viagem rodeando os cabos rochosos e invadidos por tempestades ao sul do Peloponesco. (No caso dos grande navios, isso tendo que significar a baldeação das cargas. Os navio menores eram puxados através do istmo (Istmo: Faixa estreita de terra que liga uma península a um continente ou duas porções de um continente)  “por meio de uma linha de bonde para barcos, com carros de madeira” Nero tentou abrir um canal, mas sem sucesso. O canal segue o curso planejado por Nero). Era um ponto de parada natural na rota de Roma para  o Oriente, e o lugar onde se encontravam várias rotas do comércio. A antigo Corinto foi totalmente destruída pelo romano L.Mummius Achaicus, em 146 ªC. Mas quando, um século mais tarde, a cidade foi reerguida como colônia romana, reconquistou rapidamente muito da sua grandeza anterior.

 

Como a nova cidade era colônia romana, naturalmente os seus habitantes eram romanos, no início. Os gregos pareciam por um tempo relutantes em estabelecer-se ali, mas eventualmente retornaram em grande número. A cidade atraiu também homens de muitas raças orientais. Incluía-se entre eles uma população judia bastante numerosa para ter uma sinagoga (At.18:4). O elemento romano da população é ilustrado pelo número de nomes latinos associados a Corinto no N.T., tais como Lúcio, Gaio, Tércio, Erato, Quarto (Rm.16:21-13), Crispo, Tício Justo (At.18:7,8), Fortunato, e Acaico (16:17). Mas o modo como os hábitos gregos de pensamento se tornaram dominantes é revelado pelas questões levantadas nas correspondência de Paulo com os corintos, e pela maneira como são tratados. Edwards diz de Corinto: “Das cidades gregas a menos grega, era por esse tempo a menos romana das colônias romana.” Era uma cidade em que “gregos, latino, sírios, asiáticos, egípcios e judeus, compravam e vendiam, trabalhavam e folgavam, brigavam e se divertiam juntos, na cidade e nos seus portos, como em nenhuma outra parte da Crécia. Aliás, Corinto foi a primeira cidade da Grécia a admitir os jogos gladiatórios”.

 

A velha Corinto fora de licenciosidade proverbial, e esta confusão de raças apressaria o processo pelo qual a nova Corinto adquirisse também uma reputação malsã. Diz ªM. Hunter que no período neo-testamentário, na mente popular Corinto sugeria “cultura e cortesãs. ... ‘Palavras coríntias’ era expressão que implicava em pretensões a filosofia e letras, e ‘corintianizar’ era uma forma polida de dizer em grego ‘ir para o diabo’” (Isto pode ser ilustrado com o fato de que, em conexão com o culto de Afrodite, havia 1000 prostitutas sagradas, santas, na velha Corinto.) Como tudo isso, porém, a cidade tinha grande prestígio. Era populosa. O comércio fluía por ela, e a cidade prosperava materialmente. Era a capital da província romana da Acaia. Os Jogos Ístmicos eram celebrados ali perto, e sob a égide da cidade. Eram convocados os mais excelentes atletas.

 

Portanto, a cidade á qual Paulo foi pregar o Evangelho era um lugar muito cosmopolita. Era uma cidade importante. Era intelectualmente viva. Era materialmente próspera. Era moralmente corrupta. Os seus habitantes eram pronunciadamente prósperos a satisfazer os seus desejos, fossem de que espécie fossem. Nas palavras de Von Dosbscüstz: “O ideal dos coríntos era o atrevido desenvolvimento do indivíduo. O negociante que conseguia lucro por todo e qualquer meio, o amante de prazeres que se entregava a toda luxúria, o atleta acerado para todos os exercícios corporais e orgulhoso de sua força física, não os verdadeiros tipos coríntos, num mundo em que o homem não reconheci nenhum superior e nenhuma lei, senão os seus desejos.

 

Alguns têm achado que foi o lado mau de Corinto que induziu Paulo a pregar ali. Uma cidade tão corrupta precisava da influência purificadora do Evangelho. Conquanto isto não houvesse de estar fora da mente do apóstolo, a probabilidade e a de que a consideração exaustiva foi a situação geográfica da cidade. Era o centro do qual o Evangelho poderia irradiar-se para as regiões vizinhas. Havia uma grande população flutuante. Negociantes e viajantes costumavam ficar ali alguns dias, e pôr-se a caminho. Qualquer coisa apregoada em Corinto podia estar segura de ampla disseminação.

 

Israel Sarlo

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