Estudo bíblico

17. set, 2017

Capítulo 9 de 2ª Coríntios

Leitura da Bíblia: IIª.Co.6:11-13; 7:2-4, 12-16; 10:1-2, 7-12; 11:1, 5-31; 12:1, 11-19

 

Se lermos os versículos acima cuidadosa e repetidamente, veremos que tipo de espírito este homem, o apóstolo Paulo, possuía. Paulo escreveu catorze epístolas no Novo Testamento, mas nenhuma dessas epístolas dá-nos um quadro do espírito de Paulo, assim como o faz II Coríntios. Como já enfatizamos, esta carta pode ser considerada como uma autobiografia do apóstolo. Neste capítulo quero enfatizar que tipo de espírito tinha o apóstolo enquanto servia à igreja. Não me refiro a sua atitude, pensamento, conhecimento ou emoções, mas a seu espírito. Nosso espírito é a parte mais profunda de nosso ser. Podem também ser considerado como a parte genuína, verdadeira do nosso ser. Um homem genuíno é um homem no espírito. Podemos ser bondosos para com os outros, mas somos falsamente bondosos porque o somos na alma, não no espírito. Quando fazemos as coisas no espírito, somos verdadeiros e genuínos porque nosso homem verdadeiro, nosso ser real, está no espírito. Algumas vezes, conversamos na alma, não no espírito. Quando falamos desse modo, estamos meramente dizendo algo conveniente aquela situação e o nosso falar é mundano. Quando conversamos no espírito, somos reais e genuínos. Neste capítulo desejamos ver nove aspectos do espírito maravilho de Paulo. Não me refiro a interpretação sobre o Espírito Santo das igrejas pentecostais, mas sim, quero falar do espírito humano de Paulo (At.17:16; 19:21; Rm.1:9; 2ª Co.2:13).

 

1º ASPECTO: UM ESPÍRITO ABERTO

Tendo como base a leitura bíblica, a primeira característica, a primeira virtude do espírito desse escritor é sua abertura. Esse homem, Paulo, tinha um espírito aberto. Não é fácil ter um ter esta característica. Pelo contrário, é fácil não abrir o nosso “escondido”, trancá-lo. Pode acontecer de estarmos, na maior parte do tempo, fechados em nossos espíritos. Quanto mais somos caídos, mas somos fechados em nosso “escondido”; quanto mais libertos, quanto mais somos transformados (Rm12:1) mais somos abertos no “intimo”. Mais os segredos no “oculto” deixa de ser segredo. Passamos a conhecer a verdade e esta passa a nos libertar. Portanto, para a vida da igreja, necessitamos de um espírito aberto.

 

Você pode abrir sua mente, sua emoção, e até mesmo todo o seu coração, e ainda assim pode não ter aberto o seu espírito totalmente para os outros lerem e terem acesso as indicações, ou os sinalizadores da estrada ou do Caminho (Jesus) que os leve ao Pão e a água da Vida (Jo.4:14). Quando abre seu espírito, você se torna total e completamente aberto aos outros. Na sociedade de hoje, dificilmente uma pessoa é aberta a outra. Abrem-se uns aos outros no máximo na alma, expondo suas paixões, ódios, dúvida daí, os iguais, tiram todo o proveito e não se abrem no espírito. Pode ocorrer o mesmo no meio da igreja visível. Para a edificação da igreja, para a vida da igreja, temos de estar abertos uns aos outros, como se fossemos computadores sem nenhuma senha, livre e pronto para ser acessado, lido e como fonte de informação para os desenformados da verdade. Tenho de me abrir como você no espírito, mas isso requer a graça do Senhor e requer o operar da cruz. Nosso homem natural tem de ser quebrado, então nos abriremos uns aos outros no espírito.

 

Você é aberto aos irmãos em seu espírito e partindo do seu espírito? Embora isso não seja fácil, existe a necessidade de tal abertura de nosso espírito para com os outros. Estar aberto em seu espírito para os crentes de Corinto, não era fácil para o apóstolo Paulo. Quando é bem recebido por um grupo de pessoas, é fácil estar aberto em seu espírito para elas. No entanto, quando é criticado, encontra oposição e é menosprezado, você se torna fechado como um “caramujo”. Você recolherá todo seu ser para dentro da “casca”, e ali se esconderá. Enquanto o criticarem, você permanecerá na casca. Quando lhe derem boas vindas você aparecerá para cumprimentá-los. A casca em que nos recolhemos quando outros nos desprezam e nos criticam é nosso ego. Quando entramos nessa casca, ninguém pode nos tocar. Se todos os membros de uma igreja são “caramujos” como pode ser prevalecente a edificação da igreja? Por causa do Senhor e pela edificação da igreja, todos temos de abrirmos uns aos outros. Temos de abrir-nos aos outros membros. Nunca vi dois caramujos trabalhando juntos. Todo caramujo é individualista. É necessário que o quebrantamento da vida divina rompa a casca do ego para que todos tenhamos espírito aberto.

  

2º ASPECTO: UM ESPÍRITO FRANCO

Os versículos da leitura bíblica também nos mostram que Paulo era um homem com um espírito franco. Hoje, na igreja, é difícil vermos irmãos que sejam realmente francos. Não devemos ser políticos na vida da igreja, e, sim, sempre dizer as coisas na frente dos irmãos. Não devemos ser caluniadores (Rm.1:30; Gl.5:15). O apóstolo Paulo era uma pessoa franca com um espírito franco, precisamos ser da mesma forma. Ás vezes, quando é franco com os outros, eles podem pensar que você esteja bravo com eles. Na sociedade americana de hoje, as pessoas aprenderam a ser políticas. Até mesmo alguns ministros e mestres chamados cristãos tornaram-se políticos. Podem exaltar uma pessoa diante dela e, contudo, dizer algo por trás. Isso é algo demoníaco. Na vida da igreja não devemos ter raiva uns dos outros. A ira não realiza nada para o Senhor, contudo, temos de se francos.

 

Quando vemos que nossa unha está suja, ou nossa boca ou olhos, não mostramos aos outros, corremos e tratamos de limpar, não é assim? Porque então que, aos membros do Corpo de Cristo, que deveria ser membros seu também, quando doente, sujo, você, eu, os expomos ao ridículo e ainda dizemos que estamos fazendo justiça? Quando estou errado em determinado assunto, você deve dizer-me francamente em amor, num espírito adequado. Um irmão pode, ate mesmo, ir a outro irmão para perguntar se está errado em determinada questão. Se o irmão responde que ele não está errado e, então, por trás, fala coisas más a seu respeito, age com o “uma serpente com duas línguas”. Não devemos falar por trás o que não podemos falar pela frente das pessoas. Se seu espírito não lhe permite dizer, não o diga. Se disser algo, deve dize-lo sinceramente, francamente. Paulo era tão franco que chegou a dizer aos coríntios: “Tenho-me tornado insensato: a isto me constrangestes. Eu devia ter sido louvado por vós” (12:11). Temos de livrar-nos interiormente de todos os elementos da serpente astuta. Na expressão local da igreja, futuro do Corpo de Cristo (pois quem assim agem está na igreja visível, está se tratando para ser membro do corpo da igreja invisível), temos portanto, de ser bastante fiéis e francos. Se estou errado, diga-me que estou errado em amor. Caso contrário, não diga nada.

  

3ª ASPECTO: UM ESPÍRITO PURO

O apóstolo Paulo também foi alguém que teve um espírito puro. Se nunca diz nada, lhe é fácil deixar nos outros a impressão de que é puro. Mas uma vez que começa a falar, sua pureza ou sua falta de pureza, será manifestada. Em 2ª Coríntios, o apóstolo Paulo se abriu e falou muitas coisas, contudo impressiona-nos quão puro é seu espírito. Agora podemos estar claros de que temos de ser francos, mas se desejamos ser francos temos de ser puros. Um espírito franco tem de ser acompanhado por um espírito puro. Se você não for puro, a sua franqueza me danificará. Se vou dizer a um irmão que ele está errado em determinadas coisas, tenho de testar-me: meu espírito é puro? Se não for puro, não posso ser franco e não devo ser franco. Tenho de ser franco com um motivo puro. Falar com um irmão com um espírito puro edifica. De outro modo, se for franco sem pureza, você danificará e destruirá os “irmãos”. Na vida da igreja, precisamos de tal espírito franco e puro.

  

4º ASPECTO: UM ESPÍRITO OUSADO.

Paulo também tinha um espírito ousado. Diríamos que Paulo não era um covarde. Ele era como um tigre. Disse aos coríntios: “Já o disse anteriormente, e torno a dizer, como fiz quando estive presente pela Segunda vez; mas agora, estando ausente, o digo aos que outrora pecaram, e a todos os mais que, se outra vez for, não os pouparei” (13:2). Esse é um verdadeiro servo de Cristo. Precisamos ter um espírito ousado, não um espírito tímido. É por isso que Paulo disse a Timóteo que “Deus não nos tem dado espírito de covardia” (2Tm.1:7).

  

5º ASPECTO: UM ESPÍRITO HUMILDE

O espírito de Paulo era ousado e, contudo, ainda era humilde. Se seu espírito é ousado, mas não é humilde, isso é perigoso. Você pode matar todos os irmãos por tanta ousadia. A ousadia necessita ser equilibrada com a humildade. Por um lado, temos de ser ousados; por outro, temos de ser humildes. Ou somos muito ousados ou muito humildes. Quando somos ousados não sabemos o que é a humildade, e quando humildes não sabemos o que é a ousadia. Essa característica da humildade e ousadia em nosso espírito são necessárias para a vida da igreja.

 

Algumas vezes, as irmãs são mais perspicazes que os irmãos para observar coisas que estão erradas. Elas têm tal capacidade de ver o que está errado e o que está fora, mas a maior parte das vezes não são tão ousadas. Elas descobrem que algo está errado, mas não ousam dizer aos irmãos. Usam a desculpa de que são os vasos mais fracos (1Pd.3:7). Ser humilde é adequado, mas algumas vezes as irmãs têm de exercitar um espírito ousado.

  

6º ASPECTO: UM ESPÍRITO DE AMOR

Paulo usou palavras ousadas, mas suas palavras eram cheias de um espírito de amor. O espírito de Paulo era um espírito de amor, um espírito que sempre se alargava para amar aos outros, para cuidar dos outros. Não quero dizer que precisamos de um amor cuja fonte seja nossas emoções, mas que precisamos de um espírito de amor, de um espírito em nós que sempre ame as pessoas. A razão pela qual eu seria tão franco com você em meu espírito, é existir nele muito amor por você. O que uma pessoa diz com suas palavras pode ser muito diferente de seu espírito. Alguém pode dizer que o ama, mas discernindo seu espírito, você saberá que na verdade ele não o ama. Por outro lado, alguém pode dizer que não gosta de você, contudo perceberá que ele o ama em seu espírito. Muitas vezes as mães dizem aos filhos que não gostam deles e ficam aborrecidas com eles, mas os filhos sabem que as mães os amam. As palavras de uma pessoa podem ser amorosas, mas seu espírito não o é. Temos de aprender a conhecer o espírito. Quer o enalteça muito, quer diga algo para reprová-lo, você tem de discernir meu espírito, não apenas as minhas palavras. Para a edificação da vida da igreja, há a necessidade de tal espírito de amor.

  

7º ASPECTO:  UM ESPÍRITO MANSO

Outra característica do espírito de Paulo é que ele era manso. Você pode usar ousadamente as palavras, ainda assim, usá-las com um espírito manso. Precisamos ser tratados pela obra da cruz de forma que sejamos uma pessoa com um espírito manso, como o apóstolo Paulo.

  

8º ASPECTO: UM ESPÍRITO QUE NÃO BUSCA SEUS PRÓPRIOS INTERESSES

O espírito de Paulo não buscava seus próprios interesses. A Segunda Carta aos Coríntios mostra-nos que ele tinha um espírito que nuca buscava nada para si mesmo. Ele tinha um espírito livre do ego de forma completa, total e perfeita. Tudo o que seu espírito buscava era para o bem da igreja e do interesse de Cristo. Tal espírito é tão necessário na vida da igreja hoje. Se a igreja em nossa cidade será ou não edificada adequadamente dependerá de sermos ou não uma pessoa que possui um espírito que tenha todas essas características. Se todos buscamos ao Senhor para obtermos sua ajuda em sua graça a fim de termos o mesmo espírito que o apóstolo Paulo, espontaneamente a vida da igreja será edificada. Precisamos de um espírito que não busque nada para si mesmo.

  

9º ASPECTO: UM ESPÍRITO EM COORDENAÇÃO

A característica final do espírito de Paulo é que seu espírito estava sempre em coordenação com os outros. Nosso espírito pode ser manso, puro e amoroso, e ainda assim não cooperar nem ser coordenado com outros santos. Os versículos da leitura da Bíblia mostram-nos que o espírito de Paulo sempre estava em coordenação com seus cooperadores, em coordenação com as igrejas, e mesmo em coordenação com aqueles crentes que não o tratavam tão bem. Ele estava todo o tempo em coordenação, tentando ser um com os santos, com as igrejas e com os cooperadores. Ele estava em muita coordenação em seu espírito.

 

Neste capítulo vimos nove aspectos do espírito deste homem: seu espírito era aberto, franco, puro, ousado, humilde, amoroso, manso, não-egoísta, mas em coordenação. Será de ajuda ler e compreender todos os versículos da leitura bíblica com esses nove aspectos em mente. Quanto mais ler com oração todos esses versículos, mais verá que esses nove pontos são muito significativos. Essas são as verdadeiras características de uma pessoa que vive no espírito.

  

Israel Sarlo

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4. set, 2017

Capítulo 8 de 2ª Coríntios

Leitura Bíblica: 2ª Co.1:1; 11:28-29; 12:11-19, 7-10.

 

Até agora vimos oito aspectos das pessoas que vivem e andam no espírito, na presença do Senhor: cativos, catas, espelhos, vasos, embaixadores, cooperadores, templo e virgem. Neste capítulo desejamos ver os dois últimos aspectos de tais pessoas: os que amam a igreja e vivem na experiência em Cristo.

 

OS QUE AMAM A IGREJA

Se realmente fomos capturados pelo Senhor, estamos sob a Sua inscrição no espírito, somos espelhos desvendados refletindo-o todo o tempo, somos vasos quebrados para expressá-lo, somos sérios diante do Senhor quando a representá-lo nesta terra como seus embaixadores, estamos atados a ele como um, para sermos seus cooperadores, somos o templo para seu descanso e somos as virgens para ele, para sua satisfação, seremos então certamente aqueles que amam a igreja,  porque o Corpo de Cristo, a igreja, é o que Cristo almeja. Nada é tão precioso aos olhos do senhor em seus sentimentos, como a igreja. Efésios 5 diz-nos que Cristo amou a igreja a tal ponto que a si mesmo se entregou por ela (v.25). Alguns cristãos diriam que não devemos considerar tanto a igreja. Sentem que devemos ter cuidado não considerarmos a igreja mais do que a Cristo e fazer da igreja um ídolo para nós. Mas se soubermos o que é a igreja e se amarmos ao Senhor e percebermos qual o desejo de seu coração, amaremos mais a igreja, mais do que nunca. Hoje o Senhor é pela igreja e por nada mais. Ele deseja que a igreja, seu corpo, expresse-o hoje nesta terra entre a raça humana. A igreja não é algo futuro e não é algo meramente nas regiões celestiais. No futuro e nas regiões celestiais não existirão problemas a serem vencidos. Mas hoje, aqui nesta terra, precisamos vencer todos os problemas para pereber-mos o que á vida da igreja a fim de que possamos cumprir o desejo do coração do Senhor. IICo. Mostra-nos que o coração do apóstolo Paulo era totalmente pela igreja e  estava totalmente na igreja. A igreja era-lhe tão preciosa porque ele percebia qual é o desejo do coração do Senhor.

 

Esta carta não foi dirigida a santos individuais, mas á igreja de Deus (1:1). Não foi endereçada á igreja nas regiões celestiais, mas á igreja em Corinto. Em 1:1, Paulo diz: “Á igreja de Deus, que está em Corinto, com todos os santos que estão em toda a Acaia” (VRC). Paulo usou a expressão “com todos os santos”, e não “e todos os santos.” Precisamos ver a diferença entre essas duas expressões. Usar a conjunção “e” significa que a igreja e os santos são duas entidades separadas, mas usara “com” significa que a igreja inclui os santos. Os santos pertencem á igreja. Se não for um com a igreja, você não estará qualificado a receber essa epístola. Para receber essa cara você tem de estar na posição da igreja. Esta carta não foi escrita a nenhum indivíduo. Vimos que o templo é um templo corporativo e que Paulo desposou os crentes como uma virgem corporativa a Cristo. Se não estiver com a igreja, você não tem posição para receber o que esta em IICoríntios, porque toda a carta é escrita a igreja com os santos. Uma carta pode ser escrita a uma escola com os estudantes, mas não á escola e aos estudantes individualmente. Os estudantes não têm a posição de receber essa carta se não estiveram na escola.

 

A carta de Paulo foi endereçada á igreja em determinada cidade nesta terra, não á igreja nas regiões celestiais. Você pode dizer que está numa igreja, mas está numa igreja abstrata, oculta, invisível nas regiões celestiais? Ou numa igreja local, concreta, visível e prática que está hoje nesta terra exatamente no lugar em que você se encontre? Muitas pessoas que falam acerca da igreja não estão na igreja. Estão falando acerca de uma casa maravilhosa futura, nas regiões celestiais, mas hoje não tem casa. Todas as Epístolas escritas pelos apóstolos tratam de as igrejas locais na terra. Todos precisamos estar numa igreja local onde possamos praticar hoje a vida cristã adequada. (Um esclarecimento: A igreja visível é o local onde trabalhamos Cristo. A necessidade de entendermos isto é grande. Quando falamos em igreja visível estamos falando de um grande depósito cheio de matérias primas para edificarmos o edifício de Deus, material este que necessita ser tratado e colocado em seu divido lugar. Só existirá inauguração deste edifício quando este estiver pronto e aprontá-lo e trabalho nosso. Organizar todo este material é trabalho da igreja invisível, isto é, daqueles que já passaram desta para (física) para aquela (invisível). Jesus só se torna Cristo quanto ressuscitado. De Salvador passa a ser o Ungido. É bom sabermos que nem uma nem a outra está em regiões celestiais, somente fomos abençoados nelas e que nelas estão todas as nossas bênçãos. Quando passamos da visível para a invisível, aqui mesmo, já passamos desta para a outra vida, isto é, as bênçãos de Ef.1:3-4 se integram definitivamente em nos).

 

O apóstolo Paulo foi um padrão daqueles que amam a igreja. A igreja em Corinto difamava a Paulo pelas costas (coisas de igreja visível). Diziam que ele era astuto ao obter lucro, locupletando-se com o envio de Tito para receber a coleta destinada aos santos pobres (12:16). Se os irmãos em suas localidades dizem que você é astuto e que os surpreendem com dolo, você pode desejar deixar aquela localidade. Se o fizer, isso significará que você não é alguém que realmente ama a igreja. A despeito de os corintos falarem tais palavras más acerca dele, Paulo ainda os amava. Em 12:15, ele diz: “Eu de muito boa vontade, gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que amando-vos cada vez mais, seja menos amado” e também 12:14 (VRC). Paulo “gastar” significava gastar o que ele tinha, referindo-se ás suas posses. Paulo “deixar-se gastar” era ele ser gasto naquele que ele era, referindo-se a seu ser. Paulo era muito franco, puro e sincero, contudo a igreja á qual ele ministrava disse que ele era astuto. Ele não ficou contente com isso, todavia não ficou ofendido. Ele ainda amava a igreja.

 

Uma mãe verdadeira e adequada pode ficar descontentes com seus filhos, mas não se ofenderia e os deixaria porque ela os ama. Se quiséssemos imitar a Paulo, que é um modelo para os crentes (1 Tm.1:16), temos de amar a igreja a despeito de como somos tratados por ela. Se a igreja em sua localidade o trata de modo negativo, é-lhe fácil ter a atitude de retirar-se da igreja. Alguns santos não vão ás reuniões da igreja porque foram ofendidos por determinado irmão. Isso mostra que tal pessoa nunca viu o que é a igreja, o Corpo de Cristo em prepara para formação. Nunca viu o que é a expressão local do Corpo. Se realmente vir isso, você nunca ficará ofendido com a maneira como a igreja o trata. Você ainda amará a igreja. Pode ocorrer que quando mais amar a igreja, menos a igreja lhe corresponda. Você pode sentir que está sendo “desprestigiado” demais para continuar reunido-se, e para prosseguir com a igreja em sua localidade. Isso mostra que você não é alguém que ama a igreja, mas que ama preservar-se. Se ama a igreja, você não deve pensar em como preservar-se. Se tem a visão sobre a expressão local do Corpo de Cristo nesta terra no lugar em que você se encontra, nunca será ofendido pela igreja.

 

Em 11:28, Paulo diz: “Além das coisa exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas.” As palavras “o que pesa sobre mim” neste versículo significam literalmente “uma multidão(de preocupações)me pressionando”. Paulo amava a todas as igrejas em as inquietações sinceras por todas elas. Se desejamos que II Coríntios seja a nossa experiência, devemos ser um com a igreja e amá-la incondicionalmente.

 

AQUELES QUE TÊM EXPERIÊNCIA COM CRISTO

O décimo aspecto de uma pessoa vivendo no espírito é que ela vive em experiência com Cristo. Se quisermos amar a igreja temos de experimentar a ciência de Cristo, aliás, Jesus sobre esta ciência ocultada pelos judeus diz: “Ai de vós doutores da lei, pois que tomastes a chave da ciência. Vos mesmos não entrastes, e impedistes os que estavam.” Então termos algo de Cristo para ministrar á igreja que amamos. Em II Coríntios existe o aspecto de amar a igreja e até mesmo o aspecto de termos a ciência obtida de Cristo, de desfrutar Cristo e de prová-lo. Paulo recebeu muitas visões e revelações (intuitivamente) ele nos fala que foi “arrebatado ao terceiro céu” (12:2) e que foi “arrebatado ao paraíso” (v.4). Como um homem que vivia na terra, o apóstolo conhecia as coisas da terra. Mas os homens não conhecem as coisas dos céus ou do paraíso, a parte aprazível do Hades (Lc.23:43; 16:23, 25). Entretanto, o apóstolo foi levado a esses dois lugares desconhecidos. Daí, ter recebido visões e revelações dessas regiões ocultas. Por essa razão, ele menciona essas duas partes extremas do universo.

Essas visões e revelações, contudo, não qualificaram Paulo a ser alguém que ama a igreja. Não são as visões e revelações que nos qualificam a ser alguém que ama a igreja, e, sim, a experiência e o cozo de Cristo. Após ter recebido as visões e revelações, Paulo disse: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte” (12:7). Paulo pediu três vezes ao Senhor para tirar o espinho, para que Paulo pudesse experimentar ou desfrutar o Senhor como graça e a experiência de seu poder. A resposta do Senhor a Paulo foi: “A minha graça de basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (12:9) – VRC). Isso não foi uma visão ou uma revelação, mas uma experiência.

 

Hoje o Corpo de Cristo não necessita de um grupo de pessoas que simplesmente tenham as visões e as revelações, mas que tenham a experiência prática de Cristo. O Corpo necessita daqueles que desfrutam Cristo, que experimentam Cristo de modo bastante prático. É por mio dessa experiência que temos algo de Cristo, de modo prático, para ministrar o seu corpo. Revelações e visões, sozinhas, não funcionam. O apóstolo Paulo tinha as visões, contudo teve de ser posto no “forno”. Se disser que tem as visões e as revelações, esteja preparado para ser posto no forno Sofrimentos e provações sempre são a ordenação do Senhor para nós, a fim de que possamos ter experiência com Cristo como graça e poder. O Senhor permite que um espinho venha até nós para que possamos ter a experiência do poder de Cristo em nossa fraqueza.

 

Hoje a igreja necessita de um grupo de irmãos e irmãs que estejam sob pressão, o espinho, para experimentar vivenciando Cristo de modo prático. Precisamos experimentá-lo como a graça todo-suficente que vem ao encontro de nossa necessidade em todo tipo de circunstância, e precisamos experimentá-lo, provando o seu poder sendo aperfeiçoado em nossa fraqueza. Para engrandecer a suficiência da graça do Senhor, são necessários os nossos sofrimentos; para exibir a perfeição do poder do Senhor, nossa fraqueza é necessária. É pela nossa experiência de Cristo como graça e poder que teremos algo real de Cristo para  ministrar ao seu Corpo que amamos. Se somos os que amam a igreja, temos de ser os que experienciam Cristo. De outro modo, não teremos nada para ministrar à igreja. O que temos desfrutado e a quem experimentamos. Precisamos da experiência prática de Cristo ao longo do nosso sofrimento. O ministério é constituído, produzido e formado com as experiências das riquezas de Cristo por meio de sofrimentos, pressões consumidoras e da obra aniquiladora da cruz.

 

Israel Sarlo

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11. ago, 2017

Capítulo 7 de II Co

Leitura bíblica: 2ª Co.6:14-18. 7:1; 11:2-4 e o capítulo 7.

 

O TEMPLO DE DEUS - Em 2ª Coríntios 6:14 – 7:1 vemos o sétimo aspecto de uma pessoa vivendo no Espírito: o templo de Deus. Nesses versículos Paulo menciona algumas coisas negativas que podem contaminar o templo de Deus. No versículo 14 estão os incrédulos, a iniqüidade e as trevas. No versículo 15 há Belial, isto é, satanás, diabo, ou melhor dizendo, a oposição. Finalmente, no versículo 16 estão os ídolos. Essas são as cinco coisas negativas impuras que podem contaminar o templo de Deus. Como o templo de Deus, temos de ser separados dessas coisas. Dizer isso é fácil, mas colocar em prática essa questão de separação não é tão fácil. Como parte do templo de Deus, você precisa considerar se é ou não total e completamente separado de todas essas coisas negativas. Você se separou dos incrédulos, da iniqüidade, das trevas, do inimigo opositor, e de tudo aquilo que envolve ídolos?

 

Um cativo precisa ser capturado; uma carta precisa ser escrita; um espelho precisa ser desvendado; um vaso precisa ser quebrado. E um embaixador necessita ser absolutamente pelo interesse do Senhor nesta terra, estando sob a sua autoridade. O embaixador dos Estados Unidos na Alemanha está li pelo interesso dos Estados Unidos, e está completamente sob a autoridade do governo americano. Num cooperador existe a necessidade de estar atado a Deus. Como o templo de Deus precisamos ser santos ou separados. Em 7:1, Paulo diz: “Tendo, pois, ó amados, tais promessas, purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus.” A impureza da carne e do espírito neste versículo refere-se ás cinco coisas negativas mencionadas em 6:14-16. Alguns desses itens contaminam sua carne enquanto outros contaminam seu espírito. Os ídolos e Belial contaminarão seu espírito, portanto, você tem de separar-se, purificar-se de todas as coisas negativas.

 

Uma habitação é sempre a expressão de quem lá habita.  Ao olhar para o interior de uma casa americana, pode-se reconhecer que ali mora um americano. Se olhar para a residência de um brasileiro, você imediatamente saberá que ali mora um brasileiro. Isso ocorre porque a habitação é sempre a expressão de quem lá habita. Uma vez que somos o lugar de habitação de Deus, devemos ser a expressão de Deus que é o morador. Você pode dizer que é uma parte do templo de Deus e, ainda assim, estar unido em alguma coisa com um incrédulo. Podem existir em você algumas coisas que são muito iníquas e que estão em trevas. Talvez esteja envolvido com algo ligado a Belial ou aos ídolos. A fim de ser o templo de Deus em realidade, temos de ser separados absoluta e completamente para que aperfeiçoemos a santidade no temor de Deus.

 

Santidade é separação para Deus, separação de todas as coisas que não ele próprio. Como o templo de Deus precisamos separar-nos de tudo o que é contrário á natureza divina e ao caráter santo de Deus. Aperfeiçoar a santidade é tornar essa separação plena e completa, ter todo o nosso ser __ espírito, alma e corpo __ total e perfeitamente separados, santificados para Deus (1ª Ts.5:32). Isso é ser totalmente reconciliado com Deus. Uma vez que percebemos que somos o templo de Deus, temos de nos separar, de aperfeiçoar a santidade no temor de Deus. Tememos que se não o fizermos ofenderemos a Deus e sua glória SHEKINAR deixar-nós-á (segundo o Dicionário Wesbster, SHEKINAH significa  “na teologia hebraica, a manifestação da presença de Deus; a presença divina”).

 

UMA VIRGEM PARA CRISTO - Paulo disse aos coríntios em 11:2: “Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só esposo, que é Cristo”. Todos os santos, especialmente os irmãos, precisamos perceber que são parte da virgem para Cristo. Diante do Senhor e para ele temos de considerar-nos como mulheres. Temos de amar o Senhor assim como uma virgem ama seu marido. Um irmão pode ser um marido, mas para Cristo ele é uma parte de sua esposa. Todas. Todos os crentes são as virgens, quer sejam irmão os irmãs (Ct.1:3). Todos somos virgens e somos parte da virgem corporativa para Cristo. Se você se comportar como um homem diante de Cristo, isso estará errado. Se o fizer insultará o encabeçamento do Senhor: você tem de comportar-se como uma virgem diante do Senhor. Não muito irmão tem o conceito de que embora sejam homens, são uma virgem para Cristo. Paulo desposou os crentes como uma virgem casta e pura a Cristo.

 

Em 11:3, Paulo diz: “Mas receio que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam corrompidas as vossas mentes, e se apartem da simplicidade e pureza devidas a Cristo”. Como uma virgem precisamos ser puros, singelos e simples. Simplicidade nesse versículo também pode ser traduzida para singeleza, referindo-se á lealdade de um coração singelo, á fidelidade de uma mente singela dos crentes para Cristo. Em relação a você mesmo, como uma virgem, você precisa  ser puro. Para seu marido, você precisa ser simples. Os divórcios são o resultado da complexidade. Se as esposas se mantivessem em simplicidade em relação aos maridos, não haveria divórcio. Uma vez que uma mulher se casa, ela deve ser muito simples com relação a seu marido. Mas muitas mulheres são seduzidas e tentadas a ir da simplicidade, á complexidade. Uma esposa pode refletir sobre seu marido e perceber que ele não é tão bem-educado.  Mas quando olha para outro homem, acha-o mais educado. Quanto mais compara seu marido com outros homens, mais ela percebe que ele não é tão bom quanto os outros em certos aspectos. No passado a serpente enganou a Eva por meio de sua astúcia, e a mesma serpente ainda está enganando muitas Evas.

 

Os apóstolos ministravam Cristo ás pessoas de uma maneira simples. Seus ensinamentos a respeito de Cristo eram muito simples. Até o próprio Cristo apresentou-se de maneira simples. No livro de João, ele disse que era a porta (10:1), a videira (15:1), e o pão da vida (6:48). O apóstolo Paulo ministrou Cristo aos outros de modo simples apresentando-lhes Cristo como seu único Marido. Entretanto, naquela época, alguns pregadores foram pregar a Cristo de maneira complicada. É por isso que Paulo referiu-se aqueles que pregavam “outro Jesus” (2ª Co. 11:4). Devido a alguns pregaram a Cristo não de maneira simples, mas complexa, Paulo se preocupava com os coríntios, com o fato de seus pensamentos serem seduzidos ou corrompidos apartando-se da simplicidade que é devida a Cristo. No início, Deus apresentou para Adão e Eva a árvore da vida de modo bastante simples (Gn.3:9). Então, o sedutor, o tentador, a serpente, (ciência) fez com que Eva se tornasse complicada. Relacionando á árvore da vida existe somente um elemento: vida. A árvore da vida é simples, mas a árvore do conhecimento do bem e do mal com elemento da morte é complicada.

 

Para seguir o Senhor, andar no Espírito, viver no Santo dos Santos, precisamos ser muitos simples. Alguns vieram a mim para aconselhar-me a abrir os olhos das pessoas para que vissem muitos tipos diferentes de ensinamentos. Quando Adão e Eva comeram da árvore do conhecimento do bem e do mal, a Bíblia diz-nos que: “Abriram-se, então os olhos de ambos” (Gn.3:7). A serpente (ciência) até mesmo disse a Eva: “Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal” (Gn.3:5). Os olhos de Eva realmente foram abertos, mostrando-nos que é melhor ter nossos olhos fechados na simplicidade que é devida a Cristo. Devemos Ter a atitude de nada saber, exceto a simplicidade a respeito de Cristo como nosso Salvador, nosso Senhor, nossa vida, nosso marido e nosso tudo; a respeito da igreja, como a única expressão de Cristo, e a respeito da prática da vida da igreja na única base da unidade. Isso é muito simples. Nossa atitude deve esta dentre tanto do dito em Gênesis como do dito de Paulo, isto é, examinar tudo e reter o bem ou examinar o fruto da árvore e não o provar.

 

Todos os diversos ensinamentos que diferem do ensinamento dos apóstolos, o qual é centrado em Cristo e na igreja, dão origem a muita complexidade. Por isso Paulo rogou a Timóteo que admoestasse certas pessoas a não ensinaram diferentemente (1ª.Tm. 1:3). Muitos cristãos não sabem que direção tomar porque uma pessoa “espiritual” diz isto, e outra pessoa “espiritual” diz aquilo. Os diversos ensinamentos diferentes no cristianismo atual fazem com que muitos cristãos sequiosos querem saber quem está certo. Todos precisamos aprender a ser um tanto tolos em nossa simplicidade devida a Cristo.

 

Todos precisamos aprender a fechar os ouvidos aos ensinamentos diferentes. A Segunda Epístola a Timóteo 4:3-4 Diz: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos á verdade, entregando-se ás fábulas. ” O ouvido que coça é o ouvido que busca um falar agradável para seu próprio prazer. O ouvido que coça e que se recusa ouvir a verdade é o fator principal do declínio que se agrava nas igrejas. Não devemos ter um ouvido que coça, cercando-nos de mestres. Nossos olhos e ouvidos precisam estar fechados na simplicidade devida a Cristo. Precisamos estar em espírito, posicionando-nos na genuína base da unidade seguindo o Senhor de modo simples como uma virgem.

 

Uma vez que uma mulher se casa com um homem, não deve ter outras considerações a respeito de seu marido. Ela somente deve saber que ele é seu marido e que é o melhor entre os melhores. Ela deve estar totalmente satisfeita com seu marido e totalmente convicta de que ele é o melhor homem para ela. Deve ter a atitude de que nenhum outro homem é tão bom como o seu em toda a terra. Se uma mulher é tão simples desse modo, terá uma doce vida conjugal. A porcentagem de divórcios é muito alta porque atualmente as mulheres não são tão simples para com o marido. Da mesma forma, precisamos ser simples para com Cristo. Precisamos estar totalmente satisfeitos somente com Ele. Devemos conhecer tudo e nada trocarmos por Cristo, e ter a atitude de que nada é tão bom quanto Cristo. Ele é o melhor, e nós simplesmente o amamos. Para nós existe somente uma árvore: a árvore da vida. Não devemos considerar a outra árvore com suas complicações, isto é, as outras árvores genealógicas como a mais importante, e sim, a genealogia do Pai.

 

Sempre que considerar outro marido além de Cristo, você estará fora do Santo dos Santos, fora do espírito. Quando considerar tomar outro modo de praticar a igreja, além daquele revelado na Palavra, você está fora do espírito. Quanto mais prosseguirmos na vida da igreja, “totalmente” seguindo de perto o nosso querido Senhor Jesus, mais estaremos no espírito, na presença do Senhor, no Santo dos Santos, e mais seremos edificados com todos os santos. Quando você tem alguma consideração em relação a estar ou não correta a prática da vida da igreja revelada na Bíblia, você imediatamente está no deserto e fora do espírito. Você está na alma, no Santo Lugar, e fora do Santo dos Santos, fora da terra de Canaã. Ainda está vagando no deserto.

 

Alguns que optaram pelo caminho da restauração do senhor tiveram um bom começo, mas a certa altura sua mente, seus pensamentos foram corrompidos apartando-se da singeleza e pureza que são dividas a Cristo. A serpente foi até eles na foram de um ponto de interrogação, d a mesma forma como foi até Eva. A serpente pergunto a Eva: “È assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?” (Gn.3:1). Quando permitimos que a serpente coloque o ponto de interrogação em nós com respeito aquilo que ]Deus tem dito, somos seduzidos, cosmo enganados e imediatamente saímos do espírito. Todos precisamos aprender a ser muito simples. Paulo zelava pelos crentes, com o zelo de Deus, para que eles fossem muito simples para com Cristo como seu único Marido.

 

OS QUE AMAM A IGREJA TIVERAM EXPERIÊNCIA COM CRISTO - Necessitamos ter em mente os oito aspectos que foram abrangidos acerca de uma pessoa que vive no espírito, no Santo dos Santos:

1-      Um Cativo,

2-      Uma Carta,

3-      Um Espelho,

4-      Um Vaso,

5-      Um Embaixador,

6-      Um Cooperador,

7-      Um Templo e

8-      Uma Virgem.

Como um cativo, você precisa ser capturado;

Sendo uma carta, é-lhe necessário ser inscrito;

Como um espelho, você precisa ser desvendado;

Como um vaso, é-lhe necessário ser quebrado;

Como um embaixador, você precisa ser totalmente pelo interesse de Jesus e estar sob   sua autoridade;

Sendo um cooperador, é-lhe necessário estar atado;

Como templo, você precisa ser separado para aperfeiçoar a santidade no temor de Deus e

Como virgem, você precisa ser muito simples.

 

 

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23. jul, 2017

Capítulo 6 de II Co

Leitura bíblica: 2ª Co.5:4-20; 6:1-10 e o capítulo 6.

 

Neste capítulo desejamos ver o quinto e o sexto aspecto de uma pessoa que vive na presença do Senhor, no Santo dos Santos. Até agora vimos que tal pessoa é um cativo, uma carta, um espelho, um vaso e uma máquina fotográfica. O quinto e o sexto aspecto de tal pessoa são um embaixador e um cooperador.

 

UM EMBAIXADOR DE CRISTO - O apóstolo Paulo foi um embaixador de Cristo. Um embaixador é alguém que representa a mais alta autoridade. O governo dos Estados Unidos tem muitos embaixadores enviados a muitos países. Esses embaixadores representam o governo dos Estados Unidos. A mais elevada autoridade neste universo é Deus, e Ele deu toda a autoridade, nos céus e na terra, a Cristo (Mt.28:18). Deus designou a Cristo para ser o Rei dos reis e o Senhor dos senhores (1ª Tm.6:15; Ap.17:14). Hoje Jesus é o Cristo, o Senhor de tudo, a mais elevada autoridade. Essa autoridade mais elevada tem necessidade de alguns embaixadores nesta terra que sejam qualificados para representá-lo. O ministério do senhor não é meramente uma questão de ser um pregador ou um mestre, mas de ser alguém que está comissionado com autoridade celestial, representando a mais elevada autoridade em todo o universo. Primeiramente, necessitamos ser capturados por Cristo e, por fim, necessitamos ser representantes de Cristo nesta terra para tratar as nações terrenas como embaixadores

 

Alguns cristãos têm o título “Embaixador de Cristo” impressos em seus cartões de visita juntamente com seu nome. Não somos apenas os cativos de Cristo. Por fim, temos de ser os embaixadores de Cristo, representando-o nesta terra em todos os seus interesses. Você pode pensar que isso é algo grandioso, enorme. Talvez algumas das irmãs pensem que são apenas os vasos frágeis. Podem desejar saber como ser embaixadores de Cristo, representando a autoridade mais elevada nesta terra. Não importa se é irmão ou irmã, todos somos membros  do corpo de Cristo. A autoridade mais elevada é Cristo como cabeça e nós como membros do corpo temos de ser representantes do cabeça. Como representante do cabeça, você é embaixador. Não se considere pequeno ou muito fraco. Ser um embaixador não é uma questão de você ser pequeno ou fraco. Na verdade, temos de ser mais fracos, até mesmo fracos em Cristo (2ª Co.13:4).

 

NÃO VIVER POR AQUILO QUE SOMO OU PODEMOS FAZER, MAS PELA VIDA IMORTAL: O PRÓPRIO CRISTO - Como um embaixador de Cristo, Paulo percebeu que tudo o que havia no seu interior, tudo o que ele era e tudo o que ele tinha era mortal (5:4). Tudo o que está sujeito á morte, é mortal. Nossa sabedoria é mortal e nossa capacidade é mortal. Tudo o que podemos fazer, tudo o que somos tudo o que temos, morrerá. É popr isso que não devemos ter nenhuma confiança naquilo que somos. Temos de perceber que somos seres mortais, mas que Deus tem trabalhado para dentro de nós algo que é eterno, que nunca morrerá, algo que durará para sempre. Por termos recebido o Senhor Jesus e por  ele viver em nós. Possuímos a sua divindade imortal. Por fim tudo no que somos, que é mortal, será “absorvido pela vida” (5:4). A mortalidade será absorvida pela vida divina.

 

Se desejamos representar Cristo nesta terra como seus embaixadores  temos de estar claros de que somos mortais, que tudo o que podemos fazer, tudo o que somos, e tudo o que temos, morrerá. Não devemos viver por nós mesmos. Precisamos perceber que há outra Pessoa em nosso interior. Essa pessoa é a vida imortal, a vida divina (Jo.14:6). Devemos confiar nesta vida, viver por ela e agir por meio dela. Esta vida nos qualifica e equipa para sermos embaixadores de Cristo. Uma pessoa não está qualificada a ser um embaixador de Cristo mediante poder, dom ou conhecimento, mas mediante a vida imortal em seu interior. Precisamos esquecer de nós mesmos, abandonar tudo o que podemos fazer e tudo o que somos, e colocar a nossa confiança em tal vida imortal que é o próprio Deus em cristo. Essa é a primeira qualificação equipando-nos para sermos os embaixadores de Cristo.

 

DESEJOSOS DE AGRADAR A CRISTO - Tendo percebido que temos Cristo como a vida imortal em meu interior, tenho de esforçar-me com um profundo desejo de agradá-lo a todo o tempo (2ª Co.5:9). Se deseja ser um embaixador de Cristo, deve haver um dia em todo o universo em que você toma uma decisão, tomando os céus e a terra por testemunhas, de que agora você é absolutamente por Cristo, e que tem somente um desejo: agradá-lo. Deus trabalhou-se como a vida imortal para dentro de nós, de maneira que não devemos viver por nós mesmos, por tal vida. Agora temos de ser os que anelam agradá-lo.

 

Não quero dizer que você tem simplesmente de consagrar-se. A consagração é algo popular no cristianismo atual. Muitas pessoas nas reuniões de reavivamento podem responder a um chamamento, dirigirem-se á frente e se consagrarem. Podem consagrar-se e, contudo, ainda serem ambiciosas por si próprias e não por Cristo. Portanto, embora se tenham consagrado a Cristo, não podem representá-lo. Precisamos perguntar-nos qual é a nossa ambição hoje. Se desejamos representar Cristo nesta terra como seus embaixadores, devemos orar: “Senhor, tomo os céus e a terra por testemunhas de que meu desejo é um só: apenas agradar-te.”                           

 

CONSTRANGIDOS PELO AMOR DE CRISTO - Em 5:4 Paulo diz que o “o amor de Cristo nos constrange”. Devido ao amor de Cristo constrangê-lo, Paulo foi uma pessoa que viveu para o Senhor (v.15). Outro item que nos equipa para sermos embaixadores de Cristo é o amor constrangedor de Cristo. Devemos ser uma pessoa que é levada adiante pelo amor de Cristo. Em 2ª Coríntios 5:14-15 Paulo fala-nos que o amor de Cristo ao morrer é como ímpeto de muitas águas em nós, compelindo-nos a viver para Ele, acima do nosso próprio controle. Ser constrangido é similar a ser levado por uma forte correnteza de água. O amor de Cristo é tão forte como uma corrente de água que nos vence e carrega-nos. Precisamos ser inundados pelo amor de Cristo. Necessitamos ser constrangido pelo seu amor de forma a não termos nenhuma alternativa. Devemos ser capazes de dizer: “Não tenho outro caminho. Tenho de amar o Senhor pois seu a mor me constrange. Que posso fazer?” Quando chega a inundação, você não tem a escolha de recebê-la ou não. As águas numa inundação não lhe deixam escolha. Todos temos de ser constrangidos pelo amor de Cristo de tal maneira.

 

Devo confessar que orei diariamente, por anos, a fim de que o Senhor me mostrasse seu amor, para que fosse constrangido pelo amor de Cristo. Orava deste modo: “Senhor, constrange-me com teu amor.” Todos necessitamos orar dessa maneira. Os santos jovens que estão em nosso meio precisam perceber que, embora amem o Senhor hoje, ainda estão nas encruzilhadas de sua experiência cristã. Há muitas direções a serem escolhias a serem seguidas por eles. Você pode Ter muitas escolhas, mas uma vez que estiver inundado pelo amor de Cristo perderá todas elas.

 

CONHECER OS OUTROS SEGUNDO CRISTO NO ESPÍRITO - O quarto aspecto de uma pessoa que é um embaixador é não conhecer as pessoas Segundo  a carne, mas segundo cristo no espírito. Nunca devemos considerar nada nem tentar conhecer uma pessoa pela aparência exterior, segundo a carne, mas sempre segundo Cristo no espírito. Suponho que ouça um irmão, que é muito eloqüente, inspirador, e que tem muito conhecimento. Você pode admirar a sua eloqüência e pensar que ele dá mensagens maravilhosas. Se disser isto, significa que você reconhece as pessoas ou constata as coisa pela aparência exterior Segundo a carne e não por Cristo segundo o espírito. Enquanto você o está ouvindo falar, tem de perceber quanto de Deus foi trabalhado nele. Não deve conhecê-lo segundo a sua eloqüência, seu conhecimento, seu dom ou segundo o que ele ensina, mas segundo o espírito. Você tem de perceber se há ou não algo de Cristo, de Deus trabalhando no interior dessa pessoa. Outro irmão pode compartilhar sem qualquer eloqüência, contudo, você percebe que nele existe um grande peso de Cristo. Por isso é que Paulo disse em 2ª Coríntios 5:16: “Assim que, nós, daqui por diante, a ninguém conhecemos Segundo a carne; e , se antes conhecemos a Cristo segundo a carne, já o conhecemos deste modo.” O reconhecimento de fatos e a percepção relativa á pessoa não efetuados segundo a aparência exterior na carne, mas segundo a medida de Cristo no espírito, é a Quarta qualificação de um embaixador de Cristo

 

A igreja necessita de um grupo de pessoas que  possa representar praticamente a Cristo nesta terra. Se deseja ser esse embaixador, você não deve mais viver por aquilo que é ou por aquilo que pode fazer. Você tem de viver pela vida imortal que é o próprio Cristo e tem de ser alguém que deseja muito agradá-lo. Também necessita ser inundado e carregado pelo amor constrangedor de Cristo e aprender a reconhecer os fatos, a discerni-los, não pela aparência exterior, mas pela medida interior de Cristo no espírito. Então você será um embaixador de Cristo representando sua autoridade e interesse nesta terra.

 

UM COOPERADOR DE DEUS __ ATADO A DEUS - O sexto aspecto de alguém que vive no espírito, no Santo dos Santos, é que ele é um cooperador de Deus (6:1). Não é algo fácil ser um cooperador de quem quer que seja. Você pode trabalhar com outras pessoas sem entretanto ser um cooperador. Se dois irmãos desejam serem cooperadores, Deus tem de atá-los juntos. Dois irmãos serem cooperadores é semelhante a ter as pernas amarradas junta, de modo a que passem a ter três pernas em vez de quatro. É difícil as pessoas correm juntas numa “corrida de três pernas”. Se  dois irmãos podem trabalhar de tal maneira são cooperadores.

 

Ser um cooperador de Deus significa estar atado a Deus. Você tem de perder algo de si mesmo nele. Ser meramente um servo do Senhor é mais fácil do que ser um cooperador do Senhor. Pode ser mais fácil servir a um irmão do que ser seu cooperador. Ser um cooperador traz muita escravidão. Posso desejar levantar-me ás seus horas da manhã, mas o irmão que está comigo deseja  ficar na cama até ás quinze para as oito. Uma vez que sou seu cooperador, tenho de esperá-lo. Você pode ter encargo de ir a uma cidade, mas o outro irmão pode ter encargo de ficar em outra cidade. Que fará? Você não pode escapar, pois está atado a ele. Você é seu cooperador.

 

Um cooperador de Deus é alguém que está atado a Deus. Quando Deus trabalha, ele trabalha. Quando Deus anda, ele anda. Quando Deus para, ele para. Você pode ser uma pessoa diligente que deseja fazer mais obra para Deus , mas Deus pode dizer: “Neste momento não quero que você faça mais obra para mim; quero que descanse comigo. Estou descansando, portanto você tem de descansar comigo.” Muitos dos assim chamados servos do Senhor simplesmente não podem suportar  descansar junto com ele. O que a igreja necessita não é de um grupo de obreiros capazes, mas de um grupo de pessoas que estão atadas a Deus, que são cooperadores de Deus. Quando Deus trabalha, você trabalha. Quando Deus descansa, você tem de descansar. Quando Deus recua, você recua. Quando Deus prossegue, você prossegue. Você precede assim porque está atado a ele, como uma unidade.

 

OS SINAIS DE UM COOPERADOR - Precisamos agora ver os sinais que provam que alguém é um cooperador de Deus. A 2ª Epístola aos Coríntios 6:4-10a , Paulo lista dezoito qualificações de um ministro da Nova aliança:

1-na muita paciência,

2-nas aflições,

3-nas privações,

4-nas angústias,

5-nos açoites,

6-nas prisões,

7-nos tumultos,

8-nos trabalhos,

9-nas vigílias,

10-nos jejuns,

11-na pureza,

12-no saber,

13-na longanimidade,

14-na bondade,

15-no Espírito Santo,

16-no amor não fingido,

17-na palavra da verdade e

18-no poder de Deus. 

 

Do meio do versículo 7 até o versículo 10 Paulo fala de três grupos de coisas e de sete tipos de pessoas. Paulo disse que ele recomendava a si mesmo como um ministro de Deus por meio de três grupos de coisas:

1ª- As Armas da Justiça quer ofensivas, quer defensiva;

2ª- Por desonra;

3ª- Por infâmia e por boa fama (vs.7-8).

 

Também se recomendava como um ministro de Deus de sete maneiras, como sete tipos de pessoas:

1-“como enganadores, e sendo verdadeiros;

2-como desconhecidos, e entretanto bem conhecidos;

3-como se estivéssemos morrendo e contudo eis que vivemos;

4-como castigados, porém não mortos;

5-entristecidos, mas sempre alegres;

6-pobres mas enriquecendo a muitos;

7-nada tendo mas possuindo tudo” (v.8b-10).

 

Os versículos de 4 a 10 do capítulo seis mostram-nos as qualificações, as provas e os sinais de um cooperador de Deus.

 

POR INFÂMIA E BOAS FAMA - Se você se considera um cooperador de Deus, precisa perguntar-se se existem ou não infâmias a seu respeito. Já falaram mal de você? Se nunca foi falado, temo que você não seja um cooperador de Deus. Ser fiel em cooperar com Deus faz com que as pessoas falem mal de você. Se realmente é fiel a Deus e comporta-se em unidade com Deus, haverá muita infâmia a seu respeito. Somente os políticos tentam agradar a todos. Muitas pessoas podem atribuir boa fama a um político. Mas se você for um cooperador de Deus, e fiel ao seu objetivo, ofenderá muitas pessoas. Enquanto cooperávamos com o Senhor na China Continental, algumas pessoas diziam: “Eles tem uma obra maravilhosa na China, mas há ‘uma mosca na sopa’”. Quando perguntava a esses tais o que era a mosca na sopa, eles não tinham nada definido a dizer.

 

A infâmia vem dos opositores e dos perseguidores (Mt.5:11). A boa fama vem dos crentes e daqueles que receberam a verdade pregada e ensinada pelos apóstolos. Com o passar dos anos essa tem sido a nossa situação. Temos recebido tanta infâmia como boa fama. Se sempre recebe boa fama, provavelmente você não é honeste e fiel ao Senhor. Se é fiel ao Senhor e honesto para com a igreja e os santos, você receberá tanto infâmia como fama. Devido a estar cooperando com Deus, você receberá a infâmia.

 

Necessitamos aprender a ser cooperadores fiéis a Deus. Precisamos aprender a sofrer, a aceitar todos esses sinais e provas de ser um cooperador de Deus. Quer o Senhor levante, em muitas localidades, santos que estão cooperando com Deus. Por meio dessas pessoas, haverá zelo pelo interesse de Deus nesta terra.

 

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16. jul, 2017

Capítulo 5 de II Co

Leitura bíblica: 2ª Co.3:13-18. 4:3-11, 16-18 e o capítulo 5.

Vimos que uma pessoa que vive na presença do Senhor, ou seja, no espírito, no santo dos Santos, é comparada a um cativo numa procissão comemorativa e a uma carta. Se tivermos seriedade para com o Senhor e desejarmos segui-lo no espírito, temos de ser cativos e termos de ser inscritos com o Espírito do Deus vivo para sermos as cartas de Cristo para expressá-lo. Nesse capítulo desejamos ver mais dois aspectos de uma pessoa que vive no Santo dos Santos.

 

UM ESPELHO QUE CONTEMPLA E REFLETE A GLÓRIA DO SENHOR - A Segunda Epístola aos Coríntios 3:18 fala-nos que necessitamos ser espelhos contemplando e refletindo a glória do Senhor. Um espelho reflete tudo o que contempla. Quando estamos contemplando o Senhor, refletimos o Senhor. Contudo, se um véu for colocado sobre o espelho, nada será refletido. Paulo diz-nos que precisamos contemplar o Senhor com o rosto desvendado. Precisamos perguntar-nos o que vem a ser este véu a que Paulo se refere. Alguns podem ter a impressão de que este véu é a carne referida em Hebreus 10:20. Mas o véu de Hebreus 10 não é o mesmo véu de 2ª Coríntios 3. São dois tipos de véus. O véu em Hebreus 10 é o véu interno ao tabernáculo (Hb.9:3), mas o véu em 2ª Coríntios 3 é o véu posto sobre o rosto de Moisés (v.13). Em prefiguração era o véu posto sobre o rosto de Moisés, mas espiritualmente, que vem a ser isso? Provavelmente pouquíssimas pessoas algum dia consideraram de modo adequado o que é o véu neste capítulo. Precisamos ser impressionados pelo fato de o véu ser as tradições religiosas ou a religião tradicional. Por que havia um véu cobrindo o coração dos filhos de Israel quando liam o Velho Testamento? O véu no coração deles era a velha religião tradicional.

 

Devemos aplicar a nós este entendimento. Temos sempre a tendência de aplicar aquilo que lemos nas Escrituras aos outros e não a nós mesmos. Podemos pensar que os israelitas no V.T. eram tolos em diversos aspectos, e contudo, não percebemos que não somos diferentes deles. Você pode ter lido o N.T. muitas vezes sem, contudo, ter tido muita luz por estar encoberto. Você está coberto com as tradições religiosas, com as tradições cristãs. Está encoberto com a religião tradicional, com o cristianismo tradicional. A experiência do cristianismo pode ser um véu a cobrir-lhe. Temos de percebe que se desejamos viver no espírito, temos de ficar fora da religião e temos de ser libertados de todo tipo de tradição religiosa. Precisamos ir até o Senhor a fim de ver nossa verdadeira situação. Você ainda pode estar sob a cobertura do véu do cristianismo religioso e tradicional. Pode ainda estar sob cobertura dos ensinamentos tradicionais que recebeu no passado. Tudo isso pode tornar-se um véu cobrindo-o para que você não tenha a visão real do próprio Senhor.

 

A religião é de fato um problema para aquelas pessoas que buscam a Deus. Todo o dia muitos que buscam o Senhor são bloqueados e velados pela religião, que os impede de ver algo do próprio Senhor. O judaísmo e o cristianismo, incluindo o catolicismo e protestantismo, tornaram-se grandes sistemas religiosos impedindo os que buscam o Senhor de ter a experiência e desfruto de Cristo como sua vida e seu tudo. A religião é um estratagema do inimigo. Quem condenou o Senhor Jesus á morte: Os religiosos judeus com o V.T. nas mãos. O povo religioso condenou e sentenciou o Senhor Jesus á morte de acordo com seu entendimento do V.T. Quem tem perseguido os seguidores do Senhor ao longo de toda história da igreja? O povo religioso. Quem perseguiu os apóstolos? Os religiosos judeus. Quem persegui a Martin Lutero? Os católicos romanos. Algumas vezes, você pode ser seu próprio opositor por ser tão religioso. Você tem de ser livrado e libertado de toda a religião tradicional.

 

Em relação ao espelho há a necessidade de um rosto desvendado. Também há a necessidade de o espelho ser posicionado na direção correta. É por isso que 2ª Coríntios 3:16 fala-nos que quando o coração “se converte ao Senhor o véu lhe é retirado”.  Nosso coração precisa estar voltado ao Senhor de modo a podermos contemplá-lo com o rosto desvendado. Você pode pensar que abandonou a religião com todas suas tradições há muito tempo. Pode até mesmo ter deixado as denominações, mas após isso, a quem você se voltou? Você pode ter voltado á direção errada. Um espelho tem de ser voltado em direção a seu rosto para contemplá-lo e refleti-lo. Quando o espelho é virado para você, ele o reflete. Você pode ter abandonado a religião tradicional, mas para onde está voltado? Que está procurando agora? Está direcionado para o Senhor? Você se voltou ao Senhor? Precisamos ser desvendados e voltados ao próprio Senhor.

 

Estes versículos em 2ª Coríntios 3 não nos devem ser meramente uma doutrina. A verdadeira libertação da religião tradicional não é algo meramente exterior, mas é algo no espírito. Quando realmente está andando, trabalhando, agindo e procedendo no espírito, você está fora da religião e tradições. Tenho dúvida se muitos de nós, que abandonaram o caminho das denominações, tem andado e vivido no espírito desde aquela época. Se não tem andado, agido e se comportado no espírito, pode Ter abandonado algumas tradições, mas você ainda está vivendo em suas próprias tradições. Você pode ter abandonado uma religião somente para formar outra. Fora do espírito, você até mesmo se tornar uma religião.

 

Ser libertado da religião e tradição é viver, andar, agir e proceder no espírito. Esse assunto é muito taxativo. Se está no espírito, está fora das denominações, das tradições e de todo tipo de religião. Se não está no espírito, aparentemente você pode estar fora da religião, mas, na verdade, ainda está em sua própria religião. Essa religião é um véu  cobrindo-o de forma que a Bíblia não é um livro aberto a você. Sua religião é um véu cobrindo-lhe os olhos para que não veja a luz, a revelação, as visões do N.T. Temos de nos voltar de qualquer tipo de religião, até mesmo da religião auto-confeccionada. Temos de os voltar ao Espírito. (Quando falamos em não estarmos na religião isto vem dizer que não podemos deixar que doutrinas meramente religiosas ocupem nossas mentes não nos deixando pensar e daí a impossibilidade de comunhão com Deus. A religião é como um navio: navega muito bem sobre as águas, mas se estas entrarem dentro dele o desastre será irreparável).

 

Muitos queridos santos tem uma religião auto-confeccionada. Certa vez, um irmão veio dizer-nos que achava que orar-ler a Palavra não era tão correto. Ele achava que precisávamos adorar ao Senhor de maneira que todos ficássemos quietos e orássemos vagarosamente. Essa é uma religião auto-confeccionada. Outro irmão pode achar que deve sair ao exterior para ser um missionário. Isso também pode ser uma religião auto-confeccionada. Um irmão, certa vez perguntou-me por que em nossas reuniões da igreja os homens sentavam-se com os homens e as mulheres sentavam-se com as mulheres. Este irmão achava que essa não era a maneira correta de reunir-se. Isso também é uma religião auto-confeccionada. Essa religião imediatamente torna-se um véu, encobrindo-o para que não veja Cristo, e a verdadeira vida no Santo dos Santos. Muitos de nós podemos não estar cientes do fato de que temos nossa própria religião auto-confeccionada.

 

Todos temos de ser libertados do véu da religião. “Ora o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito Senhor aí há liberdade” (2ª Co.3:17). O Espírito nos liberta de todo tipo de religião. Adorar ao Senhor não é uma questão de separar os homens das mulheres nem de misturá-los. João 4:24 diz-nos que devemos adorar a Deus no espírito. Temos de viver no espírito e encontrar o Senhor no espírito. Não me importo com a maneira que os santos se sentam nas reuniões. Somente me importo com uma coisa: se estou ou não no espírito. O Senhor é o Espírito em nosso espírito (2ª Tm.4:22; Rm.8:16). Se nos mantemos no espírito, o véu imediatamente desaparecerá. Temos um rosto desvendado, não o rosto físico, exterior, mas o rosto espiritual, interior. Seremos capazes de ver o Senhor, outros o verão em nós por nós o refletirmos. Tornar-nos-emos um espelho contemplando e refletindo a Cristo.

 

Um homem vivendo no espírito deve ser um cativo de Cristo, uma carta de Cristo, e um espelho voltado ao Senhor com um rosto desvendado. Então esse homem contemplará e refletirá a glória do Senhor, e será, disposicionalmente, em seu próprio ser transformado á imagem de Cristo de um estágio de glória a outro estágio. Essa transformação provém do Senhor Espírito e não tem nenhuma relação com qualquer religião, forma, regulamento, ensinamento diferente ou qualquer conhecimento morto. Temos de nos voltar ao espírito para contatar o Senhor Espírito com o rosto desvendado. Contemplar o Senhor com o rosto desvendado é ser libertado de toda religião. Enquanto nos importamos somente com o Espírito vivendo em nosso inteiro, dia após dia, e, hora após hora, seremos transformados á própria imagem de Cristo.

 

UM VASO, UMA MÁQUINA FOTOGRÁFICA - A Segunda Epístola aos Coríntios 4:7 diz: “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro”. Somos os vasos para Cristo. Como vasos contemos um tesouro maravilhoso, o Cristo da Glória, que é a corporificação de Deus para ser nossa vida e nosso tudo. Se ler cuidadosamente os primeiros dez versículos do capítulo quatro, você perceberá que esse vaso é exatamente o mesmo que uma máquina fotográfica. Os quatro itens principais necessários para uma máquina fotografar são:

1-As lentes

2-O filme

3-O obturador para abrir a câmara e

4-A luz.

 

Através da luz o cenário é trazido para a câmara e impresso no filme, produzindo a fotografia. Sem a luz, o cenário nunca seria introduzido na câmara. Se tirarmos todas as fotos existentes no filme e não tirarmos a tampa da lente todas as fotos ficarão em branco.

 

Na esfera espiritual, a mente, com todos os seus pensamentos, é a lente, e o espírito correto com um coração correto é o filme no interior. Você precisa ter uma mente aberta com um espírito correto num coração correto. Então você necessita do obturador, que significa que necessita abrir-se ao Senhor. A luz divina está esperando por isso. Quando se abre ao Senhor, quando sua mente com seus pensamentos é aberta, e quando tem um espírito correto em um coração correto, a luz divina traz Cristo ao seu espírito e o imprime nele. Agora em seu interior há uma fotografia, uma imagem, e essa imagem é o próprio tesouro contido nos vasos de barro.

 

Nossa mente, com nossos pensamentos, necessita ser bastante aberta, e nosso coração necessita ser correto com um espírito puro e adequado. De dia e de noite, precisamos nos abrir ao Senhor e, então, Cristo, o cenário celestial e divino, será impresso em nós repetidamente. Não diga que já foi salvo e que Cristo já está em você. Cristo está em você em seu espírito, mas Ele não está tanto em seu coração. Você precisa repetidamente Ter uma mente aberta com todos os seus pensamentos governados por ele, e precisa de um coração adequado com um espírito puro e aberto. Durante todo o dia você precisa usar o obturador, o que significa que precisa se abrir ao Senhor. Então Cristo como o tesouro celestial será impresso em você.

 

Após permitirmos que Cristo venha ano nosso interior, precisamos ser quebrados. O vaso precisa ser quebrado para que o tesouro possa ser expresso. A primeira parte do capítulo quatro fala-nos como Cristo, como o tesouro, pode vir ao nosso interior. Então, a última parte fala-nos como este tesouro pode ser expresso por meio de o vaso ser quebrado. No versículo 7 é dito que “temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”, “perplexos”, “perseguidos”, “abatidos”, como “atribulados”, “perplexos”, “perseguidos”, “abatidos”, e “levando sempre no corpo o morrer de Jesus”. No versículo 16 Paulo nos fala que o homem exterior está se desgastando. Isso não é somente a redução do nosso homem exterior, mas também o quebrantamento do vaso.

 

Deus está fazendo uma obra não apenas para reduzir-nos, mas também para moer-nos, quebrar-nos. Não devemos tentar nos manter tão intactos, tão inteiros. Temos de ser quebrados. O Senhor quer quebrar nosso homem exterior, o homem natural, incluindo a alma e a carne. Nosso elemento humano, a vida da alma, o elemento carnal, todos têm de ser quebrados. Do lado positivo, você é uma máquina fotográfica com as lentes, com o filme adequado, e com o obturador permitindo que a luz penetre e traga o cenário divino, a imagem divina, para seu interior. Depois disso, contudo, você tem de ser preparado para ser quebrado, para ser moído, para ser destruído. No capítulo três o problema é o véu. No quarto capítulo o problema é o homem exterior. O véu, como vimos é a religião. O homem exterior é o ego com a vida natural, a vida da alma e com a carne. Saber o que o homem natural, a carne e a alma são é uma coisa, mas experimentar o quebrantamento do homem exterior, o santo quebrantamento é outra coisa.

 

Ao seguir o Senhor não devemos esperar ter sempre uma “jornada tranquila”. Ao tomar o caminho que leva á vida, o caminho estreito e apertado para seguir ao Senhor (Mt.7:14), você será atribulado, perplexo, perseguido e abatido. Será posto á morte, destruído, moído, quebrado. Você pode perguntar como isso ocorrerá. Não sei de que modo isso ocorrerá. Somente Ele sabe. O Senhor tem miríades de maneiras de moê-lo e de moer-me. Alguém pode dizer que é terrível casar-se. Então eu diria que é lamentável não se casar. Alguém pode perguntar se é melhor casar-se ou não. Não sei. Mas posso dizer-lhe não tente escapar do Senhor. Quanto mais tentar escapar, mais será envolvido. Se escapar de ser atribulado, cairá numa situação que o deixa perplexo. Se escapar de ser perseguido, será abatido. Precisamos perceber que não estamos em nossas próprias mãos. Estamos em Suas mãos. Ninguém sabe o que trará o amanhã. Até mesmo Davi disse no salmo 31:15 “Nas tuas mãos estão os meus dias”. Precisamos louvá-lo, contudo, pelo fato de Sua mão ser soberana, graciosa e misericordiosa. Não devemos temer. Necessitamos ficar em paz para tomar tudo o que Ele nos determinar, para tomar o que Ele designar para nós. Porque temos o tesouro dentro deste vaso, o destino do vaso é ser quebrado.

 

Para ser uma pessoa no espírito, no Santo dos Santos, necessitamos ser cativos, cartas, espelhos e vasos destinados a ser quebrados. Necessitamos trazer todos esses pontos ao Senhor e orar cabalmente. Precisamos de orar para dentro desses pontos de forma a percebermos subjetivamente que somos rebeldes cativos, cartas sob a inscrição do Espírito do Deus vivo, espelho com o rosto desvendado voltado a Ele, e vasos que estão sob o Seu tratamento, sob o Seu quebrantamento, para cumprir seu encargo de expressar o tesouro interior. Todos esses itens são gloriosos.

 

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